────⊰☫ The Story Ain't Over

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────⊰☫ The Story Ain't Over

Mensagem por Sir Guy of Gisborne em Qua 01 Mar 2017, 03:26





Sir Guy of Gisborne,
The Story Ain't Over





"The hourglass in pieces, dashed to the wall. The future is over. Tomorrow's been slipping away and nothing remains. He'd known it won't last forever. She'd go ahead for a while. When you open your eyes, when you gaze at the sky, when you look to the stars as they shut down the night, you know this story ain't over!"


ᆤᆤᆤᆤᆤGuy e Isabella, embora fossem irmãos, seguiram caminhos que os tornaram inimigos. Quando ainda eram muito novos foram expulsos de Locksley e precisaram fugir de volta para a França, buscando apoio nos familiares de sua mãe Ghislaine. Apoio esse que lhes fora negado. O único tio que permitiu a estadia dos  e impulsionou o garoto para pequenos delitos no intuito de sustentar a irmã menor. Quando ela atingiu a idade fértil, acreditou que seria melhor entregar sua mão a algum senhor de terras, para que assim, Isabella tivesse uma vida melhor, porém ela não encarou dessa forma. O noivo em questão, pagou uma quantia razoável pela mão de Isabella, que se sentiu vendida pelo irmão como um objeto qualquer, alimentando dia após dia o rancor e o ódio que por ele sentia. Se tornou condessa, mas o marido a maltratava desde cedo, quando percebeu que ela não conseguia lhe prover herdeiros e Isabella culpou o irmão pelos maus tratos sofridos durante todos aqueles anos em que estiveram separados. Guy, por sua vez, usou o dinheiro para armar-se, investindo em sua primeira espada, para prestar serviço de escolta a viajantes. Acreditava que a irmã estava bem, afinal se tornara condessa, então se desligou dela completamente, evitando assim que seu nome fosse a ela associado novamente, para não manchar a imagem dela.
ᆤᆤᆤᆤᆤSeu tortuoso caminho foi norteado pela violência e corrompeu sua alma. Guy abandonou todos os ensinamentos de seu pai e isento de culpa por seus pecados, vivia pelo ouro que era o preço de seus serviços. Inicialmente, fracassou muito e quase foi morto várias vezes, em desgraça teve que encontrar força para sobreviver um dia de cada vez, até se tornar um assassino de aluguel conhecido em toda França. Muitos anos se passaram até finalmente ele e Isabella se reencontrarem, em lados opostos. Ela com o Vasey, o Xerife de Nottingham e ele à sua própria sorte, contra esse mesmo xerife, que já serviu com total lealdade por anos. Sem opção melhor, Guy se uniu a seu velho inimigo Robin Hood apenas para se vingar pela morte de Meg contra Isabella, com quem duelava naquela noite, surpreendido, por já ter acreditado uma vez que o tinha assassinado após apunhalar o peito do xerife, mas ele estava enganado. Infelizmente, Vasey sobreviveu ao ferimento e foi mantido escondido por Isabella no castelo. Guy, Archer e Robin, duelavam contra Isabella e Vasey, porém no calor da batalha, entre vários golpes trocados, Gisborne jogou a espada para o meio irmão Archer e desarmado, avançou contra Robin, tirando-o da direção do ataque de Isabella, porém foi atingido no flanco esquerdo por Vasey, que estava no chão, rendido por Robin Hood e em seguida apunhalado pelas costas por Isabella com uma adaga embebida no veneno que ele mesmo deu a ela para que cometesse suicídio, caso fosse condenada por seus crimes quando o Rei Richard retornasse. Mesmo com a investida de Guy contra Robin quando ele estava prestes a tirar a vida do Xerife, Isabella acertou um corte na garganta do ranger, que recebeu assim algumas poucas gotas do veneno, o que certamente demoraria um bom tempo ainda para matá-lo, ao contrário de Guy que recebeu uma quantidade bem maior do veneno ao ser atingido primeiro. Robin e Archer tiveram a atenção voltada para o irmão ferido, enquanto Isabella e Vasey fugiram. Ainda assim, os planos de explodir o castelo não poderiam ficar para trás, então Archer deixa os dois e segue com o plano, enquanto Robin se despede.
──── Então esse é o fim... ──── murmurou Gisborne, tentando manter-se consciente.
──── Para nós dois, meu amigo.  
──── Me desculpe...  ──── prosseguiu Gisborne buscando fôlego para proferir suas últimas palavras. ──── Pelo menos ela estará esperando por você... Marian...o amor da minha vida...mas ela sempre foi sua... Eu vivi em vergonha... Mas graças a você eu morro orgulhoso...obrig... ──── Antes que finalizasse, Guy perdia a consciência, então com pesar, Robin fechou-lhe os olhos e se retirou para dar seguimento ao plano de explodir o castelo de Nottingham de dentro para fora com toda a pólvora que o próprio Vasey estocou em seu interior.
ᆤᆤᆤᆤᆤAparentemente, Gisborne estava morto, mas seu corpo foi encontrado por Sir Jason Stoneheart, um influente cavaleiro da Ordem dos Cavaleiros Negros, à qual Guy filiou-se provando seu valor como assassino em inúmeros atentados visando a queda do Rei Richard. Assim que o cavaleiro ouviu os comentários de Vasey e Isabella sobre a morte de Gisborne, ele correu para tentar salvá-lo, já que fora ele mesmo quem ofereceu o veneno que Guy cedeu à irmã, Jason tinha o antídoto para cortar o efeito, porém o ferimento causado pela espada de Vasey ainda precisaria de cuidados maiores.
ᆤᆤᆤᆤᆤAssim que avistou o velho amigo, Jason derramou o líquido na boca dele, para que ingerisse o antídoto e logo direcionou a atenção para o ferimento, no qual colocou uma grande quantidade de uma pomada viscosa preparada pelo mago da Ordem, conhecido apenas como O Necromancer, embora obscuro em suas técnicas, um dos mais poderosos existentes em toda Inglaterra. O poder regenerador da pomada tinha propriedades mágicas de incrível eficiência, então conforme absorvida, ela regenerava a ferida profunda de dentro para fora. Com os primeiros cuidados realizados, o cavaleiro colocou o corpo de Gisborne sobre os ombros e o carregou para fora, seguindo uma das saídas secretas das masmorras para a Floresta de Sherwood, onde pretendia continuar com os cuidados ao amigo ferido. Jason o acomodou deitado em uma região de mata bem fechada, camuflado pela vegetação local para manter sua presença despercebida, pelo menos até que ele conseguisse reforços para trasportar o cavaleiro em segurança para outro lugar.
──── Aguente, meu amigo...viva mais um dia! Garanta sua vingança! Vasey ainda vive, Guy! E Isabella...ela matou Meg! Você não vai permitir que eles continuem assim, vai?
ᆤᆤᆤᆤᆤGisborne se movimentava, porém ainda não conseguia abrir os olhos, sofria os delírios provocados pela toxina que ainda circulava em seu organismo. Sua consciência ainda demoraria um pouco para voltar, então Jason decide partir, em busca de ajuda para resgatar o cavaleiro, pois a floresta ainda era muito próxima ao castelo e Vasey logo os encontraria se ali permanecessem. Naquele momento, ele ouve o som de uma explosão vindo do castelo e corre para investigar o que estava acontecendo ali. A Ordem precisava ser informada sobre todo o ocorrido naquele dia e Jason precisava de ajuda para transportar o cavaleiro ferido, deixado na vegetação. Guy até conseguia ouvir a voz do velho amigo, mas esta parecia muito distante e por mais que ele tentasse, não conseguia mover a musculatura da própria mandíbula para falar ainda, então permaneceu imóvel, esperando até que conseguisse recobrar os sentidos.



I would die to protect you, Marian.
- ❝I would rather die than be with you, Guy of Gisborne.❞
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Re: ────⊰☫ The Story Ain't Over

Mensagem por Khadija Al-Zawahiri em Seg 06 Mar 2017, 00:51

Ouço os sinos anunciarem uma pausa nessa extenuante jornada inflando o peito com alegria! Finalmente estávamos parando! Antes mesmo que os cascos dos cavalos cessassem seus passos, abri a porta de meu transporte e morada, saltando sobre a relva macia exclamando em tom melodioso " انا حر!", expressão em minha língua materna que significa "Estou livre!" expressando minha felicidade por essa pausa. Abri mão de meu sobrenome, de minha família e fugi com essa família que me acolheu quando eu tinha 13 anos e estava prometida para um sheik árabe amigo de meu pai Ayman Al-Zawahiri, que recentemente soube ter sido assassinado. Ele tinha muitos inimigos, então eu já sabia que cedo ou tarde isso iria acontecer, mas ele morreu lutando pelo que acreditava, da mesma forma que eu morreria pelo que acredito. Cresci sem medo da morte, meus irmãos foram morrendo um a um, assim como duas outras esposas de meu pai, então aprendi muito cedo a lidar com ela. No fundo até a encaro com tranqüilidade, pois sei que eles encontraram a paz de Alah e como grandes guerreiros muçulmanos, com certeza foram muito bem recompensados. Alah nunca vira as costas a quem permanece leal a ele. Eu como serva rebelde, apenas espero que Ele reconheça minha devoção, embora descumpra boa parte dos ensinamentos do Alcorão, em especial no quesito de submissão ao homem. Não me vejo como um ser superior que deva lamber os pés de um marido que nem foi por mim eleito, mas escolhido por meu pai na intenção de obter mais influência e poder. Amo a minha liberdade e ela...pertence somente a mim mesma.
Ahhhh... o aroma da floresta! Nada pode ser melhor do que isso! Nada pode ser mais belo do que isso! A natureza me faz um bem que nem todos os tesouros é capaz de proporcionar! Aqui sou dona de minhas vontades, devo apenas lealdade ao clã que me acolheu. Selvagem... indomável... corro entre as árvores, saltando sobre a folhagem seca espalhada pelo chão, os sons da floresta são a minha música agora e meu corpo dança suave como a brisa da manhã. O bando já nem tentava mais me alertar dos perigos, sabiam ser em vão, afinal eu não me importava, vivia apenas os momentos... cada um deles, sem medo algum, livre de qualquer corrente, livre como o vento. Ouço o som dos pássaros, dos grilos, das flores e até o sussurro das árvores, é natureza me convidando a explorar aquele lugar...e...espere! Se bem conheço esse só, é água! Apressei meus passos guiada apenas pelo som e pouco tempo depois estava diante de um lindo lago de água tão límpida que eu podia ver as pedras no fundo e alguns peixinhos pequenos. Se me contive? Pra quê? Joguei o véu que me cobria a cabeça e boa parte das costas para o céu e pulei na água, sem me importar com as jóias e acessórios que compunham o meu visual. Para me misturar ao grupo de ciganos que me acolheu, adaptei a cultura de meu povo, mesclando com a deles e hoje não consigo mais me ver de uma forma diferente. Adoro desenhar cada uma das minhas roupas e costurar os pequenos detalhes um a um pra conseguir trajes perfeitos, que expressem um pouco do que eu sou. Porém, nem mesmo as roupas que eu confeccionava com tanto esmero eram capazes de me privar de nada, se tenho vontade, vou e faço. Impulsiva? Talvez, mas isso é o que me mantém viva. Desde que fugi da minha família, nunca mais tive contato com nenhuma outra corrente e não sinto a menor falta. Até os membros do bando sabem que não devem se apegar muito a mim, pois a qualquer momento, como o vento, eu posso simplesmente desaparecer.
A água estava tão gelada que curava todo o cansaço da longa viagem. Os trailers até são bem confortáveis, mas o movimento dos cavalos e os buracos da estrada desgastam o corpo e a mente. Me sinto como se estivesse enjaulada. Rio sozinha me lembrando das longas conversas com minha família de coração sobre esse meu desconforto que chamaram de claustrofobia. Que nome difícil, né? E feio! Prefiro dizer que sou livre e odeio que me prendam apenas. Ali era só eu e aquele ambiente natural perfeito que Alah parecia ter desenhado em um sonho pra mim, pois me lembrava daquele lugar...estranho. Deitei-me boiando na água, olhando pra cima, vendo as árvores, os pássaros o céu, as nuvens e então Alah me apresentou uma visão. Uma batalha envolvendo três homens e uma mulher, todos ingleses, um deles, de cabelos longos estava ferido a mulher sorria... ah, não... uma adaga embebida em veneno! Uma explosão! Fogo! Floresta! Ele está por aqui! Arregalei os olhos assustada com o que vi, Alah me guiaria pela floresta para encontrar aquele homem ferido? Por quê? Saí da água apressada, peguei o véu no chão e o joguei novamente pela cabeça de qualquer jeito, correndo pela floresta. Saia e véu se prendiam em alguns galhos e tinham algumas partes rasgadas, mas eu apenas corria, atendendo ao chamado de Alah, pois se Ele me presenteou com essas visões, algum motivo Ele tinha!
Perdi a noção do tempo e da distância que me encontrava do acampamento, mas continuava a correr. Alah nunca me abandonava! Continuei a correr, até que finalmente vi o homem da minha visão no chão e um outro que o deixava ali e assim que me via se afastava e desaparecia floresta adentro. Ele vestia uma capa preta com capuz, então não pude ver seu rosto, o corpo parecia coberto com uma armadura da mesma cor, pelo som de metal pesado, o que limitava um pouco os movimentos dele. Não sei como conseguia se mover tão rápido com aquilo! A única coisa que poderia identificar nele era um anel que me chamou bastante atenção, era de prata e tinha um desenho de um dragão. Creio que eu não teria dificuldades para alcançar aquele soldado, mas não foi ele que Alah me mostrou, então não fui. Ah, sim... as roupas dele eram todas pretas, como as do homem que se afastou, então devem se conhecer. Ou não? Ah, sei lá! Logo ouvi uma explosão, por Alah! Quase fiquei surda! Ajoelhei do lado dele e coloquei o ouvido em seu peito, para ouvir o coração bater, ele ainda estava vivo sim, mas a respiração bem fraca. Usei uma parte da saia molhada pra limpar o rosto dele, pude sentir o cheiro de queimado, ele com certeza estava muito perto da explosão que eu vi. Pobre homem. Procurei pra ver se ele tinha mais algum ferimento, mas não achei nada além do ferimento do lado esquerdo do corpo. Pressionei o lugar para interromper o sangramento, mas parecia que o cavaleiro negro já tinha feito tudo que precisava pra salvar o companheiro ferido, então retirei a mão da ferida, limpei em outra parte da saia e perguntei.
➾Por que me trouxe até aqui? Alah, guia-me mais uma vez! Que devo fazer com esse homem?
Comecei a ficar impaciente... ai, como odeio ficar parada! Me levantei, caminhei agitada de um lado a outro, sentei do lado dele, coloquei a mão na testa pra ver se ele tinha febre e nada, levantei de novo, cruzei os braços, andei mais um pouco em volta dele e por fim, decidi tentar acordar ele, afinal ele era enorme, Alah não me mandaria até ali pra carregar um homem pesado daquele! Então ajoelhei de novo e coloquei as mãos no peito dele, para balançar seu corpo e ver se ele acordava aumentando o tom de voz conforme via que ele não reagia.
➾Ei! Você! Acordaaaa! Vamos, homem! Por Alah! Acoooooorda!
Ouvi um som um pouco distante dali de cavalos, talvez 3? Ou mais? Levei as mãos à boca, fazendo silêncio pra não atrair a atenção de quem quer que passasse por ali, aflita. Se Alah o salvou e eu provocar a morte dele, estarei condenada! Então paralisei.
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Khadija Al-Zawahiri

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