────⊰☫ A Night to Remember

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Mensagem por Geralt of Rivia em Dom 05 Fev 2017, 14:23

Ꮤiedźmin Geralt
【Gwynbleidd】

A NIGHT TO REMEMBER
ALCUNHAS:
➳ White Wolf
➳ Gwynbleidd
➳ White One
➳ King-Slayer
➳ Butcher of Blaviken
➳ Ravix of Fourhorn
➳ Geralt Roger Eric du Haute-Bellegarde
➳ Sir Geralt of Rivia (nomeado cavaleiro por Meve após a Batalha da Ponte de Yaruga)
Tópico reservado para postagens do jogo com a personagem:
Conforme combinado, esse jogo se passará depois que Triss se mudou para Pont Vanis, em Kovir, como conselheira do Rei Tankred após o fim da Saga da Wild Hunt no Game The Witcher. O final escolhido foi aquele onde Geralt fica confuso com relação a seus sentimentos por Triss e Yennefer e acaba se envolvendo com as duas, que terminou com o Witcher recebendo uma proposta de ambas para um menage que não passava de uma armadilha das duas feiticeiras, que decidiram seguir seus caminhos sem manter mais qualquer tipo de relacionamento com Geralt. Depois que Triss se mudou para Kovir, seus caminhos se separaram e eles nunca mais se encontraram... até o momento dessa narrativa pós-games. Toda a história do jogo será considerada, mantendo a maior fidelidade possível com a interpretação dos personagens envolvidos e NPCs citados seguindo as referências presentes nos games e nos livros e as escolhas de jogo dos dois players envolvidos.


Última edição por Geralt of Rivia em Qua 09 Ago 2017, 14:25, editado 2 vez(es)



GERALT OF RIVIA
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❝I thought I was choosing the lesser evil. I chose the lesser evil. Lesser evil! I’m Geralt! Witcher…I’m the Butcher of Blaviken...❞
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Re: ────⊰☫ A Night to Remember

Mensagem por Geralt of Rivia em Dom 05 Fev 2017, 14:41

A fatídica noite que antecedeu
a batalha contra a Wild Hunt.
Foi maldade o que fizeram, fala sério. u.u


Só para relembrar e rir um pouco. Ahah.
Esse sempre vai ser o final que eu escolho,
simplesmente por preferir manter o bom e velho Geralt
como um verdadeiro lobo solitário.
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Re: ────⊰☫ A Night to Remember

Mensagem por Geralt of Rivia em Dom 05 Fev 2017, 14:53

── The Witcher ──
❝Only death can finish the fight,
everything else only interrupts the fighting.❞
Geralt e Yennefer tiveram um relacionamento conturbado, entre idas e vindas, pois apesar de ter se apaixonado pela feiticeira, ele não atendia ao que ela desejava. O maior desejo dela era ser mãe, então a feiticeira buscava de todas as formas alcançar esse objetivo, testando milhares de técnicas diferentes para curar sua infertilidade, precisando assim, de homens férteis para isso e Geralt era estéril como ela. Um grande preço que pagavam pelo poder que possuíam. Até que a pequena Ciri foi adotada pelo casal e se tornou uma filha para eles, acalmando essa ambição da feiticeira. Porém a Caçada Selvagem separou a família ao capturar Yennefer. Geralt se ofereceu para ir no lugar dela e com isso, libertou Yennefer, sendo salvo posteriormente por Ciri, que acabou se tornando o novo alvo da Caçada Selvagem, agora chamada por eles como a Senhora dos Mundos, por sua habilidade de viajar no tempo e no espaço. Um poder que Eredin desejava possuir. Quase morto, Geralt foi deixado por Ciri próximo a Kaer Morhen para ser encontrado pelos outros bruxos e ela precisou fugir, para não ser capturada, desaparecendo por alguns anos.
Geralt acordou sem nenhuma lembrança de seu passado. Ele sentia que já tinha amado profundamente uma feiticeira, mas não se recordava de mais nada e passou os próximos dois anos tentando recuperar essas lembranças com o auxílio de Triss Merigold, com quem acabou se envolvendo. Mesmo sabendo que ele a deixaria quando se lembrasse de Yennefer, ela o ajudou a se lembrar de tudo e como já era de se esperar, ele partiu em busca de Yennefer, mas não conseguia se desligar do que aconteceu no tempo que esteve com Triss. Mesmo se envolvendo com outras mulheres como Keira Metz, também amiga em comum das duas e outras pela libido exacerbada como mais um efeito colateral de suas mutações, seus pensamentos sempre se voltavam de alguma forma para Yennefer e Triss. Ao contrário de Yennefer, que sempre demonstrou ser muito egoísta e manipuladora, Triss o conquistou com um coração bondoso, que ele não acreditava existir entre as feiticeiras, pois ela nunca mediu esforços para ajudá-lo sempre que precisou, demonstrando gostar dele de verdade. A confusão estava feita e sem conseguir escolher entre uma das duas, acabou cedendo aos encantos de ambas e acabou sozinho, com cada uma seguindo seu próprio caminho.
Até mesmo sua filha Ciri, já adulta, depois da Batalha Final contra a Caçada Selvagem e a Geada Branca, tornou-se Imperatriz, para fazer diferença de verdade no mundo. Esse era seu destino... e embora fizesse muita falta ter sua companhia, Geralt também precisava seguir seu próprio destino, como um dos poucos witchers restantes no mundo, com a responsabilidade de proteger os humanos e não-humanos dos mais diversos tipos de monstros, Geralt ainda tinha muito trabalho a fazer e no fundo era disso que ele gostava. Apesar de algumas vezes desejar um pouco de calmaria, não se via em um estilo de vida mais familiar e tranquilo, até porque alguém tinha que fazer o trabalho sujo para que outros pudessem ter essa paz. Mesmo quando esse trabalho não tinha o menor reconhecimento por parte da maioria.
Com o fim da ameaça da Geada Branca, cada um seguiu seu caminho mudando de vida em algum lugar do mundo, enquanto o bruxo voltou a ser o que era, dedicando-se a seu trabalho, uma vida simples de aventuras e grandes batalhas, sempre viajando, longe de se estabelecer em lugar algum. E foi assim, entre um contrato e outro, que o destino o enviou para Pont Vanis, a capital de verão de Kovir, onde Triss agora servia o Rei Tankred, como conselheira. Estava em busca de uma garota desaparecida, chamada Ernlithele. A família ordenou que fosse mantido sigilo total do desaparecimento por questões meramente políticas, o que dificultava a investigação. Geralt acreditava se tratar de um vampiro, o monstro que a sequestrou depois de investigar os aposentos de Ernlithele e encontrar uma carta pedindo ajuda, endereçada a uma grande amiga, que foi encontrada morta com o sague drenado perto do Templo do Fogo Eterno de Novigrad. Geralt seguiu todas as pistas que encontrou, viajando de vilarejo em vilarejo, até chegar a Pont Vanis, muito mais do que esperava viajar naquela missão. Pelo menos esperava receber bem pelo serviço, afinal caçar um vampiro não era nada fácil, especialmente um alto vampiro, como nesse caso. Eles se transformam em humanos, podendo passar por despercebidos em qualquer lugar.
As pistas o levaram até uma mansão mais afastada da cidade, que Geralt estranhamente não tivera nenhuma dificuldade para entrar. Assim que chegou na mansão, avistou a porta de entrada já aberta. Deixou Roach livre para que ela conseguisse fugir se necessário e sentiu o amuleto do Lobo vibrar, indicando que havia uma atividade mágica nas proximidades, o que o deixava apreensivo. Sabendo se tratar de um vampiro, seu alvo de caça, ingeriu um frasco de Sangue Negro, sentindo a queimação ácida de seus componentes descerem pela garganta e ao ser absorvidas, contaminarem todo seu sangue, que se tornava venenoso para os vampiros, porém também provocava reações aversivas em seu próprio corpo. Ele empunhou a espada de prata e seguiu caminhando pé ante pé para dentro da residência. O local estava todo escuro, com as janelas bem fechadas e a porta logo se fechou atrás dele, como num passe de mágica.
── Vejo que minha visita não era de todo inesperada... Apareça, vamos acabar logo com isso... ── disse olhando à sua volta atento a qualquer movimentação, porém tudo que viu foi uma presença humana sentada em um divã. Era uma figura feminina, de traços e gestos muito delicados. O vestido longo de cor branca cobria o divã e descia até o chão, deixando uma das coxas exposta, pela posição de seu corpo. Estava de lado e escovava os longos cabelos, com uma tranquilidade muito estranha para alguém que estivesse mantida em um cativeiro. Mas não haviam dúvidas, pela descrição de sua família e o quadro que havia no imenso salão da casa, era Ernlithele, então Geralt correu em sua direção para tirá-la logo dali.

── Ernlithele? Finalmente! Vamos embora daqui! ── disse aliviado, por ter finalmente encontrado a garota desaparecida, já preparado para levá-la em segurança para os pais.
── Alto lá, Vatt'ghern! ── repreendeu a garota, mantendo um semblante sério no rosto, sem intenção alguma de sair dali.
── Eu sou Geralt, de Rivia e eu vim para...
── Me levar de volta pra casa, eu sei. ── interrompeu sem cerimônia e com um tom de voz entristecido. Suspirou e finalmente se levantou, caminhando em direção ao witcher. ── Eu não vou a lugar algum, Vatt'ghern!
── Hm. Sei. Você veio por conta própria então... não foi um sequestro. Ainda assim, fui pago para levá-la e é isso que eu vou fazer.
── Por que? Só porque ele é um vampiro não podemos nos casar? Eu o escolhi, não vou voltar para ser forçada a um casamento miserável para satisfazer minha família. Por isso eu fugi. ── ela abaixou o olhar balançando a cabeça em negação e resmungou ── O que um mero Vatt'ghern iria entender sobre isso? Não sei porque ainda tento explicar.
── Disse bem, eu não entendo. Só o que sei é que esse vampiro deixou muitos corpos pela trilha que segui até te encontrar, então ele é um monstro como qualquer outro. Vou matá-lo e...
── Não seja burro, Vatt'ghern! Vá embora daqui enquanto pode! Estou te dando a chance de fugir e nunca mais nos incomodar! Aproveite essa chance, ou morrerá nessa tentativa inútil de me levar embora!
── Sua garotinha burra... ele é um vampiro! Não liga para os seus sentimentos, ele só a está usando! Chega dessa palhaçada, você vem comigo! ── antes que Geralt conseguisse terminar o sinal Axii para convencer a garota a segui-lo, o witcher foi surpreendido por alguém que saltava por cima dele, cravando os dentes em sua garganta ── Grrrr... mas que merda! ── ele segurava os cabelos de quem o mordia, dentando afastar aquela cabeça e percebia ser de outra mulher, uma vampira, certamente aliada do outro que surgia logo em seguida, também cravando-lhe os dentes. Eles se moviam com tanta velocidade, que sem mesmo seus sentidos aguçados foram capazes de percebê-los, tentou mover a mão para cravar a espada em um deles, mas sentiu outra mordida no pulso e sentiu o corpo começar a fraquejar com a intensa perda de sangue.
O sangue negro finalmente fazia efeito e afastava os sanguessugas, que mostravam suas verdadeiras faces monstruosas, gritando de dor. Geralt cambaleou um pouco, mas lançou-se contra uma das fêmeas, cravando a espada em seu peito. A outra fêmea e o vampiro, avançaram contra ele cravando-lhe as garras nas costas, movendo-se com uma velocidade surpreendente, quando ele tentava contra-atacar. Por essa, Geralt não esperava. Estava em um covil de vampiros e por descuido, estava prestes a ser trucidado por eles. Pegou dos bolsos uma Bomba de Dimetrium, um metal que inibe habilidades mágicas e jogou para cima. Assim que ela explodiu soltando aquele pó prateado, os vampiros não conseguiram terminar a transformação e ficavam com os poderes limitados, inclusive a própria regeneração.
Geralt avançou em direção a eles, saltando na direção da fêmea, cravava-lhe a espada no ombro em um corte vertical para baixo, em seguida girava sobre os calcanhares, tomando impulso para um corte horizontal na direção do pescoço, fazendo a cabeça da vampira rolar. O macho avançou contra ele, atingindo com as garras seu pescoço, deixando um corte muito mais profundo, que fazia seu sangue jorrar com maior intensidade, porém com a manobra, acabou deixando a guarda aberta e Geralt conseguiu perfurar-lhe o peito com a espada, próximo do coração. Buscando o que ainda lhe restava de forças, o witcher tentou mover a espada para finalizar o vampiro, mas foi atacado por trás, recebendo uma punhalada nas costas da própria Ernlithele, que estava aos prantos, gritando com ele.
── Seu desgraçado! Eu vou te matar!
O witcher precisou recuar com a punhalada e deu uma cotovelada na garota, usando o sinal Aard para arremessar o vampiro pra longe e conseguir tempo para levar a mão ao punhal e puxá-lo de suas costas. ── Grrrrrr... garotinha imbecil! ── disse furioso tentando reaver os movimentos para avançar contra o vampiro de novo, mas fora surpreendido por mais um vampiro, que parecia ter saltado do teto da mansão, caindo por cima do witcher, cravando-lhe as garras no peito. Geralt notou a movimentação nas sombras e percebeu que haviam mais escondidos por ali, então decidiu acabar logo com aquela brincadeira. O sol estava para nascer, então ele tirou uma granada Dancing Star e arremessou pra cima. A explosão de fogo incendiou o teto da mansão e afugentou os vampiros com a entrada dos primeiros raios de sol da manhã. Geralt procurou a garota e viu que ela ajudava o vampiro que a capturou a fugir do local também.
Ele permaneceu deitado sobre a imensa poça de seu próprio sangue, levando a mão ao bolso para pegar uma poção, Samum, que ingeria para acelerar a regeneração de seus ferimentos. O nível de toxicidade ainda era aceitável, mas já provocava alterações em sua aparência. A face estava pálida como a de um morto, com veias escuras, quase negras, saltadas e os olhos amarelos apresentavam um brilho mais intenso. Sabia que não podia continuar ali, pois à noite os vampiros voltariam para pegá-lo, então levou a mão ao pescoço, no corte profundo para estancar o sangue e se levantou, caminhando cambaleante para o lado de fora da mansão, onde assoviava para Roach. Assim que a montaria se aproximava, ele rasgava um pedaço da capa que normalmente usava na chuva e amarrou o pedaço de pano no pescoço. Sentia seus sentidos falharem, mas subia no cavalo mesmo assim, esforçando-se para se afastar o máximo que pudesse dali, cavalgando em direção à cidade, ainda mantendo a mão no ferimento mais grave.
O witcher foi perdendo os sentidos e seu corpo pesou sobre o cavalo, caindo da sela no meio da estrada que levava à Pont Vanis. Vulnerável, permaneceu desacordado até começar a recuperar a audição. Ouvia apenas os ecos de uma voz já conhecia e lutava para recuperar os demais sentidos. Tentava abrir os olhos, mas ainda via tudo embaçado e se sentia atordoado, sem conseguir controlar os próprios movimentos, como se estivesse sedado. Moveu os lábios, reconhecendo a voz que ouvia tão distante, sem compreender uma palavra que ela proferia. ── Triss...





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Re: ────⊰☫ A Night to Remember

Mensagem por Triss Merigold em Qui 10 Ago 2017, 00:07

When something ends, something begins.
“It’s a cruel world we live in. It’s hard to make plans—even harder to invest any faith in them, though you might want to…. badly.”

Os dedos finos deslizavam sobre as águas da Baía de Prakseda e aquele cristal líquido passou a formar uma imagem, por ela já bastante conhecida. Era Geralt, mais uma vez cavalgando em direção ao cumprimento de outro contrato. Fazia muito tempo que não o via, desde que combinou com a amiga Yennefer de armar para ele ainda em Novigrad, antes de enfrentarem a Caçada Selvagem. Ele não parecia ter mudado em nada, continuava lindo com seu semblante severo, os mesmos olhos focados, os mesmos lábios ressequidos pelo clima árduo do Norte, a mesma barba densa e a mesma respiração vigorosa de caçador, que ainda lhe causava arrepios... Os lábios róseos formaram um sorriso saudoso e os dedos agitaram as águas para desfazer a imagem formada pela hidromancia, utilizada para observar de longe alguns minutos simultâneos de um determinado alvo, bastando ter um objeto de valor deste alvo em questão. Dele, Triss ainda guardava a máscara de lobo que ele utilizou no baile de máscaras que foram juntos em Novigrad, onde se reencontraram após cerca de um ano afastados. Naquela ocasião, ele a ajudou a salvar os magos de Novigrad e na noite que partiriam, invés de seguir com eles para Kovir, ela permaneceu na cidade por Geralt. Essa lembrança entristecia seu olhar, pois apesar de ter deixado tudo para trás por ele, o witcher seguiu para Skellige e se entregou à sua antiga paixão Yennefer. Embora fossem amigas, Triss acabou se apaixonando por Geralt em Kaer Morhen, enquanto ainda orientavam a pequena Ciri e se entregou a esse sentimento quando ele perdeu a memória, pois naquela ocasião, eles ficaram muito próximos. Yennefer desapareceu e nunca procurou pelo witcher, ele precisava de ajuda e Triss se dedicou durante aqueles dois anos aos cuidados dele. Inicialmente na cura de seus ferimentos, depois na recuperação de sua memória e mais tarde na tentativa de provar que não foi ele o responsável pelo assassinato do Rei Foltest. Tanta dedicação e intensidade na entrega, não foi suficiente para apagar o que ele sentia por Yennefer, apesar da morena ter o hábito de trata-lo mal, sem a menor consideração por seu bem estar. Era egoísta e manipuladora, vivia em função dos próprios interesses e ainda assim, Geralt parecia preso a ela de alguma forma, sempre permanecendo à sua disposição como um cão bem adestrado, pronto para atender a um assovio de sua dona. Triss abraçou os joelhos encolhendo o corpo e deixando que uma lágrima deslizasse por sua face até cair sobre as águas. Infelizmente não conseguia esquecer Geralt. Mesmo se mudando para tão longe, seu coração ainda parecia preso a ele, assim como o dele à Yennefer e a dor que isso provocava permanecia sufocada em seu peito, expressa apenas em momentos de solidão como aqueles. Estranhamente o destino não parecia estar à seu favor... Desde o início se apaixonou por um homem que nunca lhe pertenceria, foi presenteada por momentos inesquecíveis com ele, mas sempre com o pensamento que a qualquer momento o sonho acabaria. Dito e feito. Esse sonho deixou um vazio que tornava inútil qualquer tentativa de se relacionar com outros homens em busca de um bom casamento. Feiticeiras já não costumam ser bem vistas pela sociedade em geral, são muito temidas e para piorar, ainda são estéreis, incapazes de gerar herdeiros, com isso constantemente desejadas apenas como amantes e isso reduzia ainda mais suas opções. Ao contrário de suas amigas da Estada das Feiticeiras, Triss não conseguia se adaptar a essa condição e aceitar esse tipo de relação, pois era emotiva demais e sempre acabava se envolvendo com quem se entregava, se magoando constantemente, até decidir permanecer sozinha. Tanto tempo se passou desde aquela noite, aquela vingança maldosa, e mesmo assim as lembranças ainda pareciam muito recentes. Não que estivesse arrependida, afinal Geralt precisava mesmo de uma lição, não poderia ficar com as duas, então se ele não era capaz de escolher, deveria ficar sem nenhuma. Ela recebeu as notícias sobre Ciri ter assumido seu lugar como herdeira do império de Nilfgaard e se alegrava por essa decisão, afinal ela conseguiria estabelecer a paz entre os reinos que Emhyr jamais conseguiria, mas sabia que em seu coração ela ainda preferia ter se tornado witcher e permanecido ao lado de Geralt... ele também. Então se perguntava como ele estaria se virando, se estaria bem e feliz apesar também ter ficado de certa forma sozinho, embora a feiticeira tivesse certeza que companhias femininas não lhe faltariam, até ele precisava de mais do que isso: a escuta de uma companheira de verdade. A ruiva então apoiou a mão no assoalho improvisado de madeira que rangia sob seus pés e se levantou, caminhando em direção a um dos guardas para avisar sobre sua ausência naquela tarde e possivelmente em boa parte da noite.
- Sargento Ristéard, avise a nosso amado rei que precisarei me ausentar.
- Por quanto tempo, Merigold?
- Devo retornar só na próxima manhã, ou talvez...depois de amanhã, depende...
A feiticeira não tinha nenhum tipo de responsabilidade pendente em Kovir, então não havia nada capaz de impedir que ela tirasse alguns dias de folga. O sargento se despediu e ela saiu em passos acelerados e abriu um portal. O coração batia forte e a respiração já estava afoita, pois ela sabia quem iria encontrar e onde. A distância entre o castelo do Rei Tancred Thyssen e o castelo onde Geralt estaria não era tão grande, mas Triss tinha pressa, então preferiu atravessar logo um portal, ansiosa para encontrar seu amado guerreiro.
E assim o fez. Assim que passou pelo portal avistou Geralt, mas o bruxo já tinha saído de sua missão. Esse era o grande problema da hidromancia, ela não era precisa com relação ao tempo, algumas vezes mostrava momentos futuros, outros passados e outros presentes, mas era impossível prever qual seria o caso em questão. Ela estava atrasada, o witcher caía de seu cavalo, gravemente ferido. Triss ficou apavorada, não imaginou que o encontraria naquele estado, se soubesse jamais teria sugerido que o contrato para aquela caçada fosse direcionado a ele. Sabendo de sua experiência em Toussaint, Triss imaginou que Geralt não teria dificuldades para eliminar aquele vampiro, mas não contava com todo o suporte que ele possuía contra o bruxo e se sentiu muito culpada pelo estado dele.
O envolveu em seus braços, com lágrimas nos olhos e abriu um outro portal, para deixar seu amado guerreiro em segurança. O animal certamente conseguiria voltar para a cidade sozinho, então Triss ficava tranquila quanto a ele. Sua preocupação estava toda em Geralt, que ela moveu com um feitiço até a cama e logo começou a conjurar magias de cura para recuperar seus ferimentos. Para reforçar o efeito do feitiço, correu até a mesa da cozinha, separou algumas ervas e fez uma poção de cura para acelerar o processo de cicatrização do bruxo.
- Ah, Geralt… vamos… não faz isso comigo... acorda... olha pra mim...
Os olhos dele começaram a se mover, Geralt estava acordando! Triss ficou imensamente feliz e encheu o rosto dele de beijos carinhosos. Ele estava vivo, então não tinha chegado tão tarde assim e seu corpo logo estaria plenamente regenerado. Acariciou o rosto dele ao ouvir a pronúncia de seu nome naqueles lábios tão deliciosos e sentia saudades de quando estava em Kaer Morhen com ele a seus cuidados e isso provocou uma maior aproximação deles como casal. Emocionada, acabou deixando que uma lágrima caísse sobre o rosto de Geralt e logo a secou com as pontas dos dedos.
- Que susto você me deu, Geralt. Pensei que o tinha perdido para sempre.



Thanks to @Evil Queen




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Re: ────⊰☫ A Night to Remember

Mensagem por Geralt of Rivia em Ter 15 Ago 2017, 14:51

── The Witcher ──
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Desde a batalha final contra a Caçada Selvagem, Geralt, Triss e Yennefer seguiram caminhos separados, então o witcher não teve mais notícias da feiticeira ruiva. Permaneceu na estrada, entre um contrato e outro. Por sorte já tinha alguma fama e com isso nunca lhe faltava trabalho. Especialmente após sua última missão em Beauclair, onde foi consagrado cavaleiro pela duquesa Anna Henrietta. Em seu vinhedo, Corvo Bianco, finalmente tinha um lugar para chamar de lar, mas a única visita que recebeu foi a de sua filha Ciri, de quem sentia muita saudade, pois mesmo residindo dentro do Império de Nilfgaard, raramente surgia alguma oportunidade para ver aquela criança do destino.
Dias, semanas e meses se passaram dentro daquela rotina até o contato de um mensageiro que deixou com seu mordomo Barnabas Basil uma carta com um contrato pelo resgate de uma garota desaparecida chamada Ernlithele. Se Geralt soubesse antes que se tratava de um vampiro, de certo não teria aceitado, mas como só descobriu após começar a investigação, se sentia obrigado por sua honra a cumprir com aquele contrato e diante da trilha de corpos deixada pelo vampiro, estava até mesmo determinado a tentar mata-lo, apesar do que Regis informou em Toussaint sobre só um vampiro superior poder matar outro. Colocaria à prova essa teoria e se ela se comprovasse tentaria encontrar uma forma de ao menos aprisiona-lo, pois aquele era bem diferente de Regis e Dettlaff, era um monstro genuíno e planejava subjugar as espécies que consideram inferiores, como os humanos, que tratam como gado.
Mesmo sendo os vampiros considerados monstros no senso comum, Geralt não se envolvia em suas questões se não fosse realmente necessário e não caçava deliberadamente qualquer um que não agisse como um verdadeiro monstro. Por essa razão se tornou muito próximo de Regis, um vampiro superior poderoso, que foi seu maior aliado no contrato de Toussaint. Se perguntava por onde ele poderia andar atualmente, pois depois que seus caminhos se separaram não recebeu mais notícias do velho amigo e acreditava que cedo ou tarde ele apareceria, afinal está sempre informado sobre tudo relacionado aos de sua espécie e uma reunião como aquela jamais passaria despercebida. Ao contrário de muitos vampiros, Regis não vê os seres humanos como alimento, tanto que deixou de consumir esse tipo de sangue há muitos anos, limitando seu paladar ao sangue de animais ou poções que substituem o precioso vitae.
Todas as pistas indicavam para um alvo que agia sozinho, por isso Geralt não imaginava que ele estivesse cercado de outros vampiros superiores, esperava encontrar lâmias, garkains e outros menores apenas, mas estava enganado e esse erro quase lhe custou a vida. Impedir os planos daqueles vampiros, demandava um plano de ação melhor para a próxima batalha e a ajuda de outros especialistas. Pretendia informar ao Rei Tankred dessa ameaça crescente no coração de Kovir e contaria com sua influência para recrutar profissionais capazes de derrotar aqueles malditos sanguessugas.
Chegou a cogitar recorrer também à Triss, que nunca se negou a ajudar, mas não foi capaz de cavalgar até ela, sendo por sorte encontrado e levado para um lugar seguro pela própria. Geralt sentia o corpo dolorido pela árdua batalha que antecedeu a queda do dorso de sua montaria, mas estava confortável sobre a cama macia em que se encontrava deitado. Ao abrir os olhos foi surpreendido pelos beijos de Triss, alegrando-se com aquela recepção calorosa. Ela sempre foi muito carinhosa, o que mexia com o coração do witcher. Apesar de tudo, Triss não mudou nada... continuava tendo aquele sorriso radiante. Sentiu a lágrima que caiu sobre o rosto e levou a mão direita ao dela, acariciando a lateral e em seguida secando a região próxima aos olhos.
── Eu estou aqui, Triss... você não vai se livrar de mim assim tão fácil, eheh. ── brincou com um sorriso debochado no rosto, numa tentativa de acalmar a feiticeira, mostrando que estava realmente bem, graças a ela, mas depois voltou a acariciar o rosto dela e com carinho disse ── Senti sua falta... como você está? Gostando de Kovir? ── estava curioso para saber como ela estava vivendo, se a mudança atingiu suas expectativas e principalmente se estava feliz, que era o mais importante.
Desde sempre, era aquela mulher doce, gentil e carinhosa que sempre ajudou Geralt com o que ele precisava. Mesmo depois dele tê-la magoado tantas vezes, a ruiva nunca o abandonou e novamente lhe estendia a mão e cuidava de seus ferimentos. A nostalgia da lembrança do passado trouxe à tona sensações e sentimentos de outrora, os mesmos que o confundiram anteriormente e o impediram de escolher entre ela e Yennefer. Seu coração estava dividido e mais uma vez o nervosismo da indecisão o incomodava e desviava sua atenção do contrato que ainda precisava cumprir.
Pelo menos naquele momento, desejava aproveitar a companhia, para depois voltar a pensar em suas obrigações e riscos, afinal a própria garota que havia desaparecido estava entre os vampiros por vontade própria, logo não estaria correndo nenhum risco que tornasse urgente aquela caçada. A maior preocupação mesmo, era com relação aos planos daquele vampiro, que parecia reunir forças em sua causa de domínio e poder, mas quanto a isso, nem se quisesse poderia fazer algo à respeito até se recuperar por completo.
Não podia negar o quanto sentiu falta de ouvir aquela voz e sentir aquele carinho e dedicação que só ela demonstrava com relação a ele. Acostumado a relações mais superficiais, ou o conturbado relacionamento que tinha com Yennefer, somente em Triss encontrava aquela tranquilidade que sentia ao ver em seus olhos todo aquele cuidado. Chegava a se culpar por não saber retribuir em igual proporção. Geralt tinha uma grande dificuldade para falar e demonstrar o que sentia e sempre percebeu o quanto Triss sentia falta dessa recíproca. Sabia que por ela, ambos viveriam a estabilidade de uma relação de marido e mulher, mas sequer se considerava merecedor de tamanho afeto.
Como witcher, os riscos de sua profissão o impediam de criar raízes e estabelecer vínculos afetivos mais intensos com ela, pois acreditava que esse era seu destino. Ele era um dos únicos que restavam e a quantidade de monstros existentes em todo o continente precisava ser controlada de alguma forma e foi para isso que fora criado. Por mais que em alguns momentos se perdesse em devaneios se perguntando como seria sua vida se não fosse um witcher, não conseguia imaginá-la de outra forma. No fundo gostava do caminho que seguia desde Kaer Morhen e não pensava em abrir mão de sua essência.





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