────⊰☫ Trapped Under The Sun and The Moon

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────⊰☫ Trapped Under The Sun and The Moon

Mensagem por Charles Russell em Qui 02 Fev 2017, 04:02



POISONED
❝The devil is strongest while we're looking the other way, like a program running in the background silently, while we're busy doing other shit.❞



Mais uma vez, Charles estava trabalhando durante a madrugada em função de mais uma ameçaa de invasão à Viper Corp. por empresas rivais. Após receber uma notificação de uma tentativa de invsão de força bruta no sistema, ele passou as últimas horas rastreando o responsável pela tentativa para posteriormente redigir um relatório sobre a tentativa e encaminhar para seus superiores. Em troca da excelente remuneração, Charles deve estar sempre à disposição para ocorrências como aquelas, idependente do horário que elas aconteçam, então sua própria família já estava bem habituada com essa rotina. No entanto, Kirsten não se conformava com a atenção do marido completamente voltada para o trabalho naquela noite, afinal as crianças já estavam dormindo e como momentos como aqueles eram raros, ambos deveriam aproveitar a chance para passar algum tempo juntos, então ela não perdeu tempo e se aproximou de Charles já se acomodando entre ele e o notebook para uma abordagem nada convencional.
──── Wooow... Kirsten... Você... tá me atrapalhando...

──── Eu adoro te atrapalhar, amor...
Ouvindo as palavras da esposa, Charles deixava o notebook de lado e entrelaçava os dedos nos cabelos dela, assumindo algum controle sobre os movimentos de sua cabeça. Encostou as costas no sofá e fechou os olhos com a cabeça apoiada para trás, deliciando-se com a dedicação da loira em convencê-lo a deixar o trabalho de lado naquela madrugada. Com os dedos entrelaçados aos cabelos dela, Charles puxou o rosto dela para cima e beijou-lhe os lábios, enquanto sentava Kirsten sobre ele, iniciando a penetração. Sabia que não teriam muito tempo para aproveitar, então investia em estocadas profundas e mais rápidas, prendendo a esposa pela cintura, que rebolava no mesmo ritmo. Fazia tempo que ele não sabia o que era entregar-se ao prazer como naquela noite... sentia que não demoraria muito mais para gozar, Kirsten gemia em seu ouvido, contendo-se para não fazer muito barulho por causa das crianças e pouco antes que atingissem o orgasmo, ouviram um barulho no andar de cima, certamente do quarto de um dos dois.
Aquelas interrupções já faziam parte de sua rotina e de certa forma o aborrecia bastante, pois sempre passava muito tempo sem qualquer contato mais íntimo com a esposa. Kirsten pediu que parasse e disse que voltaria depois para continuarem, então Charles a liberou, já sabendo que não... ela não voltaria. Provavelmente era o mais novo, Kyle de 4 anos, que ainda acordava no meio da noite e procurava pela mãe como um bezerro desmamado. Claire já era maior e mais independente, com seus 8 anos já dormia bem, solicitando a presença dos pais só quando tinha algum pesadelo. Ambos crianças saudáveis e inteligentes, um orgulho para os pais que faziam muitos planos para o futuro daqueles pequenos. Construíram juntos um lar de harmonia e amor depois que se casaram, criando um ambiente tranquilo para o desenvolvimento das crianças depois que se mudaram para a América, bem longe de suas antigas obrigações no Serviço Secreto de Inteligência Britânico, MI 6 (Military Section 6). Eram uma família perfeita nos moldes da sociedade atual, mas Charles sentia falta de ter Kirsten como esposa... como mulher...
A rotina do casal era conduzida pela rotina das crianças, que estudavam durante a manhã e tinham cursos e outras ocupações à tarde, que ocupavam o tempo de Kirsten que os levava e buscava nesses lugares. Ele abandonou o Serviço Secreto para trabalhar em uma empresa de segurança da informação conhecida como Viper Corp. e ministrando aulas no Curso de Segurança da Informação pela Sam Houston State University, ali mesmo em Hunstsville, Texas, com o intuito de viver uma vida mais tranquila, livre dos riscos do emprego anterior. Residiam na 82 Watson Lake Road, um pouco mais afastados do centro, em uma casa bem grande, em um setor de chácaras que fica em volta do Lago Watson. Um lugar um pouco mais isolado, mas perto da cidade, para que nada faltasse à família.


A casa é espaçosa e luxuosa, com vista privilegiada para o lago da suíte, da sala de estar e da sala de TV, o espaço era muito bem aproveitado, a escada ficava próxima à sala de TV e a casa aproveitava a luz solar, mantendo o ambiente bem iluminado com janelas e portas de vidro blindado bem amplas. Cada detalhe cuidadosamente planejado por arquitetos americanos de boas referências, tornando o ambiente muito mais aconchegante e agradável. A garagem possuía espaço suficiente para 4 carros, mas inicialmente a família tinha uma caminhonete, um carro de passeio e uma moto. A área externa não possui piscina, sendo de um lado ocupada por um lago, do outro pela floresta e atrás pela pequena estrada de terra que leva a um depósito, cujo subterrâneo esconde uma passagem secreta para um abrigo nuclear, projetado para proteger a família em caso de qualquer tipo de emergência. Ao menor sinal de perigo, eles se trancariam nesse abrigo, onde permaneceriam até o fim da situação de risco. Sobre ele, no depósito, são guardadas ferramentas, peças de veículos e da lancha, escondidas armas e alguns equipamentos de segurança que restaram depois da instalação pelos cômodos da casa.
Muito paranóico com os riscos de sua profissão anterior, Charles investiu tudo que podia em segurança, com alarmes de última geração, câmeras de segurança e no abrigo subterrâneo. Só com o passar dos anos naquele estilo de vida mais pacífico que ele começou a se preocupar menos com essas questões e passou a aproveitar melhor a família e os amigos, em maioria conhecidos por causa de Kirsten, uma psicóloga bem sucedida que ele conheceu ainda durante seu trabalho ainda antes do serviço secreto, quando ainda servia o exército britânico e pela qual é perdidamente apaixonado. Muito atensiosa com os filhos e o marido, Kirsten está sempre muito ocupada, fazendo jornada dupla com o trabalho fora e dentro de casa. Tem alguns livros publicados e em função deles, algumas vezes precisa se ausentar para apresentar livros e projetos de pesquisa em congressos e reuniões, como a que aconteceria naquela semana. Como as crianças ainda estavam de férias, viajaram com a mãe para Nova York, onde seu próximo livro seria apresentado. Infelizmente, Charles não conseguiu ir por causa do trabalho e aquele era o último dia que passava junto com a família antes de viajarem, então assim que o sol nasceu, começaram os preparativos para a viagem com os pais arrumando as malas, apesar de cansados por terem dormido pouco.
Passaram uma manhã maravilhosa juntos naquela sexta-feira e depois do almoço, tudo já estava organizado para seguirem ao aeroporto. A pequena Claire não parava de falar sobre os planos que tinha pra fazer naquela cidade enorme, queria ver os maiores shoopings e lojas para fazer compras e Kyle ainda parecia um pouco inseguro com a viagem, não gostava tanto de viajar quanto a irmã e era bem mais tímido. Parecia até um pouco quieto e distante às vezes, mas estava sempre sorrindo e satisfeito com as coisas. No aeroporto, todos pareciam entusiasmados com a viagem e se despediram de forma calorosa trocando muitos beijos e abraços.

──── Boa viagem, amor... cuidado com essa molecada. Te amo...
──── E você não vai colocar fogo na casa, heim? Também te amo! Fica bem, tá?
──── Ficarei... e você, Claire! Não se esqueça de trazer algo pro papai! ──── riu brincando com a pequena, ──── Amo você, vou sentir saudade!
──── Amo você... mas papai podia ir! Ia se divertir tanto e tirar tanta foto junto!
──── Na próxima eu vou. Divirtam-se por mim. ──── bagunçou o cabelo da filha brincando e deu um beijo em cada bochechona dela, depois se dirigindo ao filho mais novo ──── Amo você, campeão! Obedece a mamãe, tá?
──── Tá. Amo você, papai.
Aquela não era a primeira vez que a família se separava para uma viagem, mas nunca tinham passado tanto tempo fora antes, então a despedida parecia mais dolorosa que das outras vezes. Charles beijava a esposa e observava a partida. Mais uma vez teria apenas a companhia do cão Spencer, um belo exemplar de Malamute do Alaska, um gigante cão de guarda e companhia. Pela primeira vez ficariam por tanto tempo sozinhos em casa, mas Charles aproveitaria o tempo para adiantar o que pudesse no trabalho para ter mais tempo com os filhos quando retornassem. Haviam muitos projetos em andamento, então mesmo com as férias dos alunos na universidade, como professor, ainda havia muito trabalho a fazer até retornarem.
Charles passava a maior parte do seu dia na sala de servidores que montou em casa, uma com ar condicionado 24 horas para prevenir um super aquecimento e garantir que possam permanecer ligados sempre. Aquele era seu "pequeno" laboratório privado, onde realizava estudos de segurança, invasão de sistemas e roubo de informações, no qual mantém um "honeypot" para estudar os ataques recebidos ao servidor, tentar rastrear e estudar esses ataques como forma de aprimorar seu conhecimento na área e se manter atualizado sobre as técnicas mais utilizadas. Dessa forma passou o restante do dia, revezando o tempo livre daquela sexta-feira entre os servidores e o próprio escritório, onde tinha acesso a todas as câmeras de segurança da casa e computadores, controlando até mesmo a irrigação do jardim. Ao anoitecer, sem paciência para cozinhar nada, o professor optou por ligar para uma lanchonete e pedir um X-bacon completo com fritas e Coca-Cola, só pra não passar a noite com fome.
Enquanto aguardava a entrega do lanche, abriu a porta pra deixar Spencer entrar e foi até o bar da sala, onde Kirsten havia deixado um rum J. Bally, 1929 como presente, para lhe fazer companhia naquela noite em sua ausência. Ela não tolerava que ele bebesse ou fumasse na frente das crianças, mas durante a ausência, estava com os vícios liberados. Assim, serviu uma dose bem generosa do rum, que deveria ser apreciado puro para não perder seu sabor original e foi se sentar preguiçosamente no sofá, ligando a TV e o DVD para continuar assistindo o Iron Maiden: Flight 666, que tinha parado na música Run To The Hills , uma de suas preferidas. Evitava assistir DVDs das bandas que gostava na frente das crianças pela influência negativa que elas poderiam ter sobre as crianças, segundo a esposa, então naquela noite aproveitava para desfrutar de todos esses vícios de uma vez. Não era o tipo de headbanger mais viciado, mas curtia o som e embora não tivesse o cabelo comprido, empolgava com o som e cantava a música e simulava uma air guitar como se fosse os próprios Dave Murray ou Adrian Smith, fazendo apenas uma e outra pausa para beber, acender um cigarro e andar pela sala, fumando e tocando sua guitarra imaginária, enquanto o cachorro só o olhava deitado no tapete, estranhando o comportamento do dono que nunca tinha visto agir daquela forma.
Durante a performance da música Hallowed Be Thy Name , o professor deu uma longa tragada no cigarro e liberou a fumaça no ritmo da música, rindo sozinho da façanha e voltou a ingerir mais uma boa golada do rum, até que finalmente ouviu o som da campainha e abaixou o som para não assustar o entregador. O cachorro latia, mas permanecia na sala com o comando silencioso que recebia para ficar, já conhecendo bem seus limites dentro da casa, ficava deitado quieto no tapete, enquanto Charles caminhava até a porta. Ao abrir se deparava com uma garota e surpreso, automaticamente percorria com os olhos o corpo dela, mas de forma bem rápida e superficial, mal reparando, apenas impressionado por não ser o mesmo entregador de sempre. Com a porta aberta e um sorriso encabulado, coçou a barba e cumprimentou a garota.

──── Hãã...então... boa noite! O velho Joe andou contratando gente nova? Ahah.



Tagged: Miho & Juliet Wearing: This PS: Favor consultar a Trama do Personagem.
Thanks Flarnius


Última edição por Charles Russell em Qua 08 Fev 2017, 01:20, editado 5 vez(es)
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Re: ────⊰☫ Trapped Under The Sun and The Moon

Mensagem por Juliet Myers em Qui 02 Fev 2017, 04:07

Livre como o Vento
“Liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser.”
"Tec, tec, tec, tec, tec" era o som das unhas longas incidindo sobre a escrivaninha de Juliet, impacientes, enquanto os lumes cerúleos espectravam o quadro de mais uma família perfeita. O Facebook de uma famosa escritora e psicóloga tinha uma foto mais bonita que outra, dela, de seus filhos e do marido. E que marido! Arregalou os olhos, incandescidos por um brilho de fascínio ao ver uma foto daquele homem ruivo numa piscina, com a filha sentada sobre os ombros e o filho no colo com aquele sorriso sincero de um paizão. Cada cena do casal e das crianças aumentavam o facciosismo da ruiva sobre aquela família e a cólera que maculava seu coração de menina egoísta e dissimulada. Passou mais algumas fotos recheadas de entusiasmo, afeto, sensibilidade e amor. Cada momento capturado pela câmera parecia transmitir ao espectador a doce melodia das risadas, a brisa suave do vento e o ardor do verão, mantendo Juliet por horas a eito sentada diante do computador.
O transcorrer das semanas era marcado pelo relógio digital do celular, entre conversas e planejamentos pelo whatsapp com a amiga Miho, até pactuarem a escolha da família que desvirtuariam dessa vez. Juliet assistiu uma palestra de Kirsten M. Russell durante uma visita a uma livraria no shooping sobre o papel da família no desenvolvimento psicossocial infantil e abruptamente desenvolveu um interesse obstinado na vida pessoal da psicóloga. Sem nenhum tipo de acanhamento a moçoila despejava seu veneno em palavras aveludadas que mantivessem a palestrante interessada em sua companhia, afirmando ter o sonho de cursar psicologia e se especializar também na família, com intuito de ajudar aqueles que versassem aflições, anseios e dúvidas que ela conseguisse solucionar. Demonstrou interesse nos livros da autora com a perícia de um maestro a conduzir uma orquestra, arquitetando nota por nota até obter a mais doce melodia de uma confiança suficiente para obter alguma informação útil. O resto não foi difícil, bastou seguir a página da autora no Facebook e o perfil dela solicitando amizade e sendo aceita por se tratar de uma conhecida e fã. Exauriu todas as fontes de informações disponíveis na Internet, acompanhando cada passo da psicóloga com o único objetivo de infundir sua mácula naquela família.
Não existia uma família tão perfeita! Não podia existir! Ela sabia que alguma fraqueza permitiria que mais uma vez fosse provado seu ponto de vista. Cada peça se encaixava perfeitamente e Juliet se sentia entusiasmada também pelo fato de se tratar de uma psicóloga, uma profissional versada nos mistérios da psique humana. Seus livros, sua graduação, seu mestrado e seu doutorado a tornaram proficiente nas questões relacionadas à família, o que supostamente deveria evitar que qualquer influência externa desarranjasse aquela união familiar. Seria esse o último desafio? Juliet e Miho apostaram que se encontrassem uma família realmente perfeita, elas findariam o jogo psicológico e as armadilhas que destruíam as famílias escolhidas. Quatro homens fracassaram e tiveram suas famílias arruinadas pelo sadismo das jovens levianas. O primeiro foi um pastor jovem e belo com uma esposa fiel e seus três filhos, que após ter o vídeo dele inebriando-se no fluido de prazer de Miho, publicado por Juliet no Facebook mantendo apenas o anonimato da amiga, fugiu de vergonha, desaparecendo e deixando para trás a esposa e os filhos. Ela não suportou a vergonha e cometeu suicídio, deixando os três meninos traumatizados aos cuidados de familiares. O segundo era um empresário bem sucedido, também bonito e bem sério, que teve fotos íntimas tiradas pelas meliantes nas posições mais humilhantes possíveis afixadas no painel de avisos da empresa e espalhadas por todo o prédio. Mais uma vez houve um divórcio e o palerma teve que pagar uma indenização milionária à ex-esposa advogada pelos danos morais sofridos na ocasião. Este quase acabou mal para as meninas, então elas decidiram começar a procurar por locais mais distantes para agir. Depois disso foi sugerido um homem simples, de criação mais humilde e religiosa como a família de Miho, mas o dono da pequena quitanda foi derrotado pela luxúria e também perdeu tudo, rechaçado pela moralidade interiorana. O quarto foi um excêntrico ginecologista, que perdeu sua licença como médico, tendo sua carreira arruinada porque Juliet enviou as fotos que ela fez das brincadeiras extravagantes do médico com elas e os equipamentos, simulando uma consulta na qual assediava as duas pacientes e fornicava com elas. A denúncia anônima foi caso de polícia e o médico chegou a ser preso, tendo sua vida totalmente arruinada pelo jogo imoral e traiçoeiro de Juliet.
O próximo parecia igualmente promissor, sem histórico de traições, uma relação sem conflitos aparentes, uma relação equilibrada e um homem considerado bem reservado e desconfiado. Juliet olhava bem os olhos dele na foto, imaginando as artimanhas em que apostaria para seduzir seu novo alvo. Ficou ali até ouvir o despertador do celular tocar anunciando o momento de terminar de organizar seus objetos pessoais e buscar a amiga para a viagem, ansiosa para ver aquele professor pessoalmente. Pegou a mochila com tudo que precisaria para cumprir seu objetivo, saiu do quarto, se despediu do padastro ali mesmo no corredor com um beijo no rosto e a mão apalpando nos genitais, com um sorriso maldoso e uma piscadinha sapeca, se afastando logo em seguida antes que ele a atrasasse. Por sorte, ele também estava com pressa e não atrapalhou, certamente esperando poder encontrar a garota ao anoitecer, sem conhecimento de que ela se ausentaria novamente para satisfazer sua lascívia desleal pela enteada, que ardilosa manipulava com o coito o senhor daquela casa apenas para satisfazer os próprios prazeres. A mãe estava na sala, certamente lendo algum livro de autoajuda ou romance, era a única coisa que ela fazia mesmo, então a garota apenas sorriu passando por ela com a mochila nas costas e disse.
- Estarei fora por uma semana, não me esperem. Vou viajar com a Miho.
Sua mãe até tentava reclamar, mas as palavras dela pareciam o sibilo distante dos grilos enquanto ela continuava caminhando em direção ao carro. Aos dezoito anos, sabia que tinha sua liberdade conquistada de uma vez por todas, sendo então dona de suas próprias vontades, mesmo com todo o dinheiro que tem sendo a mesada generosa obtida com a luxúria do padastro. Juliet cantarolava para ignorar as palavras da mãe, a qual nunca prestou nenhum tipo de respeito ou carinho, pensando na música Any Way You Want It de Journey. Caminhou passando uma perna após a outra na direção da cozinha para pegar algum lanche pra viagem dançando e cantando alto ao encontrar a empregada, Maria Juaréz, que acabava de desenformar um bolo de chocolate. Enquanto ela distribuía a cobertura, a garota abria os armários procurando bolachas, doces e salgadinhos pra viagem sem parar de cantar usando os pacotes de biscoito recheado como microfone, jogando tudo que achava dentro da mochila, chegando até a roubar uma garrafa de vinho tequila porto riquenha do padastro para animar a viagem e as preparar para aquele fim de semana inesquecível. Se tudo desse certo, aproveitariam a semana inteira de ausência da família do professor, se não encontrariam outras formas pra se divertir antes de voltar pra casa. Apressada, Juliet cortou o bolo em vários pedaços e colocou em um pote com tampa pra poder levar, pegando pelo menos metade dele pra levar, passando o dedo na panela pra comer um pouco da cobertura, que estava deliciosa como sempre.
Com tudo pronto, a garota correu para o carro, um Tesla Model S P85D vermelho que é sua paixão desde seu último aniversário, quando o ganhou. Ela girou a chave dando a partida, colocou os óculos escuros e ligou o som bem alto, tocando Separate Ways e cantando junto com a banda Journey. Acelerou o carro saindo da propriedade do padastro em alta velocidade até a casa de Miho, parando só quando chegou até a frente da casa, buzinando pra sairem logo dali. Enquanto esperava a amiga, prendeu um cigarro entre os dedos tirando de dentro da caixinha, levou aos lábios e acendeu, fumando e cantando. Assim que viu Miho anenou pra ela com muita animação no olhar e um sorriso entusiasmado.
- Mihoooooo!!! Amiga, querida... você não vai acreditar no que eu trouxe pra viagem! AQUELE bolo de chocolate delicioso da Maria! Ela fez hojeeee! Corre! Vamos lanchando no caminho!
A ruivinha adorava aquele bolo, então estava ansiosa pra comer e também pra seguir viagem. Beijou o rosto de Miho assim que ela entrou e foi recapitulando o grande plano, fazendo cara de coitadinha, simulando, como se atuasse em um drama no teatro quando comentava sobre o que deveriam falar.
- Só lembrando, a gente vai pra casa do bonitão, você toca a campainha e tenta convencer ele a nos deixar entrar, porque nosso carro quebrou muito longe e nós estamos perdidas, estamos voltando da festa de um amigo e nossos celulares estão sem bateria. Usa seu charme, faz ele acreditar nisso! Se não der certo, eu falo alguma coisa também, mas nas outras vezes eu que falava, então agora é sua vez de mostrar a drama queen que existe dentro de você!
Juliet sorria colocando a mão no coração da amiga e depois pegava o bolo de chocolate lá atrás e colocava no colo de Miho.
- Agora podemos comer! Ah! E eu trouxe energéticos aqui! Bebe também que essa noite vaiser looooonga!
Empolgada, a garota abriu o compartimento de bebidas entre os bancos e tirou de lá os energéticos bem gelados, abrindo um pra dar um gole, deixando ele apoiado no compartimento do canto e voltou a fumar. Deixava as janelas bem abertas, mesmo tendo o ar condicionado pra sentir o vento nos cabelos, desfrutando da sensação de liberdade que ele proporcionava, abruptamente se lembrando de mais um detalhe.
- Amiga! Você não vai acreditar!!! Sabe aquele gatinho do Mathew? Não o que eu chutei, o outro! Loirinho, alto, que estava no niver da Jay semana passada? Então, ele conseguiu pra mim o ecstasy líquido, que eles chamam, que é o ácido gama hidroxibutírico GHB, que é base pro boa noite cinderela junto com flunitrazepam e ketamina!!! Só pro caso da gente precisar... Ah! Ele também me conseguiu a mais pura heroína! Disse que essa não é daquelas misturadas, é boa mesmo! E me arrumou até o Suboxone pra não deixar a gente viciar! Olha só que ótimo! Sexo, drogas e rock 'n roll!!!!
A garota tagarelava sem parar, agitada com as boas notícias que trazia despreocupada com a aprovação ou repressão de Miho, era indiferente, porque ela gostando ou não Juliet usaria para intensificar os prazeres da noite.
- Quando chegarmos, vamos levar umas coisinhas pra brincar com esse professor gostosão! Tenho certeza que ele vai cair facinho em tentação, você vai ver!
Disse indicando com a cabeça a mochila no banco de trás recheada de brinquedos eróticos, como algemas, um vibrador duplo, chicotes, máscaras, trajes em couro, corda, corrente, salto algo, géis íntimos diversos e apenas uma muda de roupa para irem embora depois. Ela pegava um pedaço do bolo e comia após jogar o cigarro pela janela e só então fazia uma pausa para ouvir o que a amiga tinha a dizer sobre tudo isso, iniciando um diálogo de verdade após toda aquela verborragia. A conversa duraria o tempo da viagem até um motel beira de estrada, onde deixariam o carro e pediriam carona até a rua da casa certa para evitar que o carro fosse visto perto do local, que era uma áera mais rural, então ele despertaria muitas suspeitas. Com tudo planejado, a garota já tinha deixado uma reserva no motel onde o carro ficou, não demorava para fazer o check in e pedia para o filho da dona levá-las à casa que visitariam em segredo, comprando o silêncio do rapaz com incinuações de uma recompensa dupla na volta pro motel se ele as levasse e buscasse quando ela ligasse. Para todos os efeitos, as duas nem saíram do Hoffman Motel, ficariam hospedadas só pra se livrar da família e poder ir pra festas nas redondezas sem hora pra voltar. Nada além do que já costumavam fazer.
Pediram ao rapaz para que as deixasse ainda um pouco afastadas da propriedade, para uma caminhada à luz da lua e assim seguiram caminhando, cada uma com sua mochila nas costas. Juliet estava ansiosa pegando outro cigarro para ir fumando no caminho. Vestia uma camiseta masculina cortada da banda Metallica de cor preta, que ficava bem solta no corpo e deixava à mostra a cintura fina, uma saia jeans com efeito desbotado em alguns pontos e com rasgadinhos nas laterais como detalhe e na barra desfiada, um cinto de couro largo jogado por cima com tachinhas prateadas intercaladas, meias grossas também pretas, que ficavam pra fora só dois dedos acima dos coturnos também pretos e de couro, só que já carregando algumas marcas pelo uso frequente.  
Seu estilo sempre foi bem autêntico, não se encaixando em nenhum rótulo como a maioria, porém ela variava bastante com seu estado de espírito ou com o objetivo que pretendia alcançar. Era uma verdadeira camaleoa se camuflando nos mais diversos tipos de ambientes e situações, conseguia adequar peças que gostava com o conforto e o estilo, criando uma imagem diferente a cada mudança de visual. Nessa ocasião queria criar alguma familiaridade com algo que o alvo se interessava. Como não conseguiu nenhuma camisa de Iron Maiden, banda que ela sabia que ele gostava por uma foto publicada em redes sociais dele com uma, procurou outra que ele também gostasse e apostou nessa pra tentar chamar sua atenção de uma forma positiva logo no primeiro contato.
Como dessa vez Miho que iria falar por elas pra tentar garantir a entrada, ela pretendia apostar em outras formas pra manter o professor interessado em sua presença, apostando no batom escuro para destacar a boca contrastando com a pele bem clara e combinando com os cabelos ruivos. Passou um rímel preto para alongar e dar volume aos cílios, lápis preto para contornar e destacar os olhos, mas não usou sombra, ou blush pra deixar uma aparência mais natural, porque homens mais velhos não gostavam de excessos na maquiagem. Pensou em usar pelo menos a morfina pra tentar conter um pouco a ansiedade antes do grande jogo, mas se controlou para curtir uma vibe melhor depois e pegou mais um energético em um dos bolsos externos da mochila no lugar e seguiu revizando os detalhes que usaria para abordar o professor bonitão com Miho, cheia de expectativas para o que aquela noite lhes reservava.
Conforme combinaram, assim que chegaram na casa, Juliet encorajou a amiga com um tapinha no bumbum e ficou bem mais atrás, no jardim. Não exatamente escondida, mas evitando ser vista muito rápido. Estava ansiosa para ver como Miho se sairia, ainda estando por perto para ajudar se necessário. Pegava mais um cigarro, soube que ele também fumava graças às redes sociais. Ambos tinham muito em comum e talvez isso significasse algo. "Por que não?" Ele era infinitas vezes mais bonito que o padastro e muito mais interessante que qualquer garoto de sua idade ou das festas que frequentavam. Ela era diferente, precisava de um homem como ele: experiente, rico e bonito. "O que poderia dar errado?" Juliet sequer pensava no fato daquele homem ser casado e ter uma família, ela sempre teve tudo que queria de um jeito ou de outro, passando por cima dos interesses alheios sem o menor remorso. Um pequeno anjo, de rubros cabelos compridos, que caminhava perdido fazendo aquilo que a vida o ensinou a fazer.


Conte-me, e eu vou esquecer. Mostre-me, e eu vou lembrar. Envolva-me, e eu vou entender.


Última edição por Juliet Myers em Qua 08 Fev 2017, 00:45, editado 1 vez(es)
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Re: ────⊰☫ Trapped Under The Sun and The Moon

Mensagem por Miho Fenris em Qui 02 Fev 2017, 04:11

A última muda de roupas compunha a mochila de Kris a ser fechada para viagem. Miho! Agora era Miho! Desde o último incidente em Albuquerque, Novo México, deixara de ser Kris Young para ser simplesmente Miho. Depois de se envolver com pessoas erradas e fazer coisas erradas queria mudar para voltar às boas com os familiares. Queria ser chamada assim. Uma estupidez para os irmãos que depois do susto com a do meio nem quiseram implicar com sua decisão, um agrado para a sua mãe já que era o nome da adorada e saudosa avó, uma brincadeira com o pai, para quem prometera “mudar de nome”, de atitude e ele considerou como um ato de boa fé. De fato mudara, mas não necessariamente para melhor. E eles ainda não sabiam. Desceu as escadas como um foguete, pronta a fugir de qualquer abordagem do pai, mesmo que precisasse avisá-lo. –Pai, estou saindo. Volto daqui a uns...- Não houve tempo para completar a sentença quando o pai veio afoito para interrompê-la e impedir sua passagem pela porta. –HÃ, HÃ, HÃ... Onde pensa que vai? Volte e guarde essa mochila, não vai a lugar algum.- Ela parou para confrontá-lo, já erguendo a cabeça e o olhar, buscando paciência de sabe-lá-aonde. Queria dizer que já não era uma criança, já era maior de idade e que ele não devia tratá-la assim. Mas agora, mais do que a super protegida do pai que sempre foi, ele tinha motivos sim para tratá-la daquele modo. Kris sempre se metera em diversas confusões, mas não uma tamanha como a da última vez. O pai achava que era inocência por ser facilmente influenciada. De fato ela era. A mãe dizia que tudo isso era resultado de uma vida instável durante a infância e adolescência por sempre se mudar bastante devido à profissão do pai. Se fosse isso também, eles sequer reconheciam ser ainda mais instável ao oscilar entre a casa da mãe e a casa do pai, divorciados, sem conseguir manter uma relação próxima o bastante com os dois irmãos por parte de um e do outro. Era uma boa menina, mas cresceu sendo uma garota causando problemas, ainda que não quisesse. Sentiu vergonha ao reconhecer isso mais uma vez, engoliu as palavras de afronta que queria dizer para o pai. Mas fez aquele olhar de “qual é o problema?” enquanto erguia as duas mãos para questioná-lo. –Pai... eu disse que ia viajar, lembra?- O velho estava duro na queda. –E você se lembra do que combinamos? Você fica quietinha aqui. Para evitar... você sabe!- O que sabia era que ele tinha tanta vergonha do que havia acontecido quanto ela. E talvez algo mais, um imenso pesar no rosto podia revelar alguma dor pela expressão dele. Precisaria amolecer o coroa. –Pai... é com a Juliet!- A cartada final, um coringa. –Ah...!- Ele ficou em dúvida e pensativo. -Está certo. Mas tenha juízo!- Errado de novo! Errado duas vezes: nem juízo, nem boa companhia como ele pensava que ela estaria. Ao longo das turbulentas amizades da filha, Peter achava que havia aprendido a não se enganar pelas palavras educadas, rostos suaves e modos gentis como os “amigos” tratavam sua garota. Miho sabia que ele estava enganado de vez ao depositar tanta confiança em Juliet que o havia conquistado com seu jeito adorável. Mas ela era a pior, mas ele não precisaria saber! A filha sorriu para o pai, beijou o rosto dele tentando reaver a confiança dele por si própria antes de correr em direção à porta assim que ouviu a buzina do carro da amiga no lado de fora. Bem, Juliet podia não ser uma boa influência, mas se divertia com ela, e admitia que o bom gosto musical era um dos fatores determinantes para estar perto dela. Ela oferecia mais do que qualquer amigo que fizera desde que chegou a atual cidade. Isso no começo, quando pensava que ela era apenas uma garota cujos pais lhe faziam todas as vontades e ela tirava proveito disso.

Journey! Miho adorava! Ouviu de longe e fechou a porta de casa, correu para abrir a porta de trás do veículo da amiga para jogar sua mochila e fechá-la. Em seguida entrou e se acomodou no banco do carona, cumprimentou a amiga beijando-lhe o rosto antes de colocar o cinto enquanto já a ouvia tagarelar. Certamente estava eufórica. A diferença era bem sutil, mas aos poucos Miho já podia notar as emoções que guiavam a ruiva, naquele dia, especialmente mais radiante e apressada ao dar a partida. –Aquele bolo?- Miho ergueu o olhar para relembrar, retorceu os lábios pensando em se entupir. Só então havia se lembrado de que não comeu nada antes de sair e que adoraria comer daquele bolo delicioso. Em contrapartida, no início de mais uma viagem com aqueles propósitos, ela se sentia um pouco indisposta a comilança. Enquanto a ideia de testar mais uma família deixavam Juliet estupendamente entusiasmada, Miho já se sentia um pouco dúbia. Não negava o fato de gostar do que faziam, mas as consequências não a agradavam em vários aspectos. Antes de se perder nos incômodos, pensar nas famílias que destruíam e, principalmente,  na decepção da sua se descobrissem, Juliet já repassava alguns detalhes. –Eu vou tocar a campainha?- “Por que logo eu? Você que faz isso sempre!” A amiga fazia isso melhor enquanto ela não se sentia muito segura, mas também sabia que não havia como contestá-la. E pensando bem... era mesmo sempre ela. Podia dividir a tarefa alguma vez. “Use seu charme!” ela disse. Miho olhou para a amiga pelo canto dos olhos, ergueu uma das sobrancelhas, duvidando que ela havia mesmo dito aquilo. Os olhos amendoados nas extremidades tinham traços asiáticos que poderiam classificá-la assim, se não fosse o tamanho e a cor verde deles condenando uma mistura étnica. Talvez ela não soubesse, mas era um charme. Nada comparado à beleza espontânea e evidente de Juliet com traços tão delicados e dona de uma singularidade confiante, mas sua timidez e mistério eram sim um charme, de certo modo. –Claro! Vou mostrar logo a minha bunda para ele e pedir “nos deixe entrar, por favor!”- Disse distraidamente até perceber a oportunidade para um dos seus dizeres bobos. -Ou ele pode decidir entrar, se quiser! Você sabe... – Ela riu do próprio comentário esperando que a amiga entendesse a conotação sexual dele a partir do riso pela piada infeliz. A garota de um e sessenta e três de altura e cinquenta e cinco quilos tinha o conhecimento de que o seu corpo não tinha atrativos óbvios a não ser pela grande bunda redonda e empinada. No mais, era jeitosa, cintura fina e seios medianos. Curvas desenhadas de quem se exercitava, firme pelas lutas, flexível pela prática de yôga, mas não era nenhuma miss. Sequer se encaixava em padrões, por isso sempre pensava que não era o que os garotos desejariam logo de cara. Mas tinha algo a oferecer vencida essa primeira etapa, portanto não se preocupava tanto e o melhor modo de lidar com tudo aquilo era fazer de tudo isso uma grande piada. Principalmente ao perceber a mão de Juliet tocando o seu coração convocando a drama queen que existia dentro dela. Ela gargalhou. Era uma boba alegre, estava longe de ser dramática já que o riso era sempre incontrolável, mesmo nas piores horas. –Nada disso!- Dizia enquanto Juliet pegava a vasilha com os bolos e a entregava. Abriu, pegou um pedaço e deu uma mordida devagar, saboreando aquele tanto para não passar vontade. Mas em seguida o entregou à amiga, como quem lhe entregava uma estatueta, segurando perto do rosto dela pra que ela não perdesse a atenção na direção do carro em movimento enquanto mordia. –O Oscar de drama queen vai para...- Esperou que ela aceitasse o título e mordesse para lamber os dedos. Estava mesmo muito bom. –Mas consigo improvisar alguma coisa.- Ouviu o que ela disse sobre os energéticos, arregalou os olhos e inclinou o corpo para procurar. –Humm! Boa ideia!- Quase disse com a boca cheia, adorava a bebida e precisaria mesmo estar bem disposta, uma vez que quase não dormiu a noite ao ficar analisando as redes sociais da família da vez. Ao contrário da amiga, ela não gostava de ficar bisbilhotando cada detalhe, até evitava a família propriamente dita, mas não resistia a olhar quem seria o homem com quem provavelmente se envolveria. Esse, um ótimo exemplar de barba ruiva, diga-se de passagem. Abriu a lata de energético, tomou um gole considerável que ardeu pelo gás com a ajuda do vento que invadia a garganta. Esse também balançava os cabelos escorridos e escuros, bagunçando os fios no rosto enquanto ela insistia em tirá-los, por fim prender. –Cof! Cof! Cof!- Simulou uma tosse falsa pelo cigarro que Juliet acendeu, apenas para implicar. –Por que você fuma essa coisa?- A ruiva parecia ignorar sua pergunta a princípio ao comentar sobre um dos seus garotos. Mas logo a ouvir sobre ecstasy e outras drogas, teve a atenção de Miho que se virou para ela para escutar bem. O coração acelerou ao saber que a amiga estava munida de tudo aquilo, mas a apreensão também lhe tomou conta quando percebeu estar sendo tentada. Drogas! A palavra que resumia o duradouro incidente em Albuquerque escondia o seu envolvimento sexual e afetivo com traficantes, o início de dependência de mentanfetamina, um sequestro e o risco de vida. Ela quase se perdeu ao se envolver com um dos grandes, a família quase a perdeu para o mesmo garoto que a envolveu quando ainda era menor de idade e para a ilegalidade, o que gerou um drama familiar que ainda não fora superado. Miho disse que iria largar tudo isso para trás, mas a amiga parecia ter cuidado de tudo já que estava munida até mesmo de algo para não deixar viciar. Kris sorriu com um canto dos lábios, afinal Juliet era mesmo uma boa amiga. Sabia que Kris não gostava de cigarros convencionais, sabia do seu problema passado, mas cuidava para que tudo corresse bem com alternativas. Além disso, reconhecia que aquilo realmente pudesse ser necessário para abordar a vítima da vez. “Sexo, drogas e rock ‘n roll...” –Não poderia ser melhor!- Ela respondeu, erguendo a latinha de energético como se fizesse um brinde a tudo isso. Mas estava errada! Assim que Juliet disse em brincar, Miho olhou na direção que ela apontava e reconheceu no banco de trás a mochila contendo os brinquedos eróticos. Soltou uma gargalhada tímida. –Você é nojenta!- Implicou com a amiga com uma sentença que não concordava, ou que se concordava, adorava fazer parte e sua excitação era explícita. Qualquer brincadeira sempre ficava mais divertida com os devidos brinquedos para complementarem a imaginação e Miho chegava a morder o lábio inferior, fosse para conter o riso ou sua vontade de tudo aquilo. Por mais apreensiva que ficasse pelo plano e situação, a parte sexual era indiscutivelmente um catalisador para seu mal feito. Era a diversão que compensava todo o resto, ainda que tivesse esperanças de que algum dia, um homem não cederia às vontades da carne e elas finalmente poderiam parar com o que faziam. Implicou com a amiga com uma sentença que não concordava, ou que se concordava, adorava fazer parte e sua excitação era explícita. Qualquer

Continuaram conversando ao longo da estrada e ao final da viagem se instalaram em um motel. Durante a organização de tudo que haviam combinado, logo após o check in Miho se apressou e tomou um banho rápido “as escondidas”, pois sabia que Juliet não aprovaria. Reclamaria da demora. Mas tinha tempo o bastante enquanto ela persuadia um rapaz a leva-las até as proximidades da casa da vítima. Se iria abordar o tal professor, não o faria com o corpo torpe pela viagem, e sim como se estivesse digna do fim da festa de onde teoricamente vinham. Uma dessas, que duram o dia inteiro e é um problema decidir quem vai dirigir de volta para casa depois de hora de bebedeira. Dois minutos no chuveiro e já iria se arrumar. Ao contrário de Juliet, Miho era simplória. Se seu charme estava longe do convencional, o modo como se vestia e se produzia estavam ainda mais e valorizava o conforto mais do que qualquer destaque que o seu corpo merecesse. Os saltos das sandálias a agraciavam com mais quinze centímetros e automaticamente realçavam as definições de suas pernas, quase completamente a mostra pelo shorts de tecido fino curto e bem cortado. O conjunto de cor morena, pele lisa e torneada poderia ser fatal se não fosse uma camisa grande escondendo o shorts. Isso poderia destruir o look, mas Miho apostava na intriga que o shorts escondido poderia conferir, uma vez que estava completamente coberto e as pernas ainda a mostra. Além disso, a camisa de listras claras, de botões e gola que fora amassada na viagem poderia corroborar o quão afetada ela fora pela duração da festa. Assim que soltou os cabelos para penteá-los percebeu que o modo como o prendera durante a viagem o deixou marcado. Passou apenas os dedos para tirar a marca, mas deixava o efeito sutilmente ondulado enquanto jogava a franja de lado. Realçou as características marcantes dos olhos com a ajuda de delineador, rímel e pouca maquiagem e corou a boca com um batom cor de rosa. Jóias como anéis e brincos grandes junto às madeixas conferiam a vaidade e capricho com a aparência que a camisa grande e confortável podiam tirar. Olhava no espelho achando ser o suficiente, guardou as pressas tudo de volta na mochila e saía de encontro a amiga e o planejado deixando para trás a impressão que causava para quem a visse: bela linda criatura, nem menina, nem mulher.



Quando perto de Juliet, aproveitou-se de que estava tão distraída com o garoto que persuadira para apostar que não falaria nada pela sua pouca demora. No carro com o carona, vieram ouvindo o garoto oscilar entre a empolgação das insinuações e a timidez do olhar de desejo no corpo de ambas. Ficou aliviada quando ele as deixou onde pediram como prometera, feliz por se livrar das peças secundárias e se aproximar do principal. Caminhavam com a mochila nas costas, em ritmo considerável sem que o salto a atrapalhasse tentando encontrar a casa em meio a escuridão. Pouco tempo depois, lá estava ela, linda e imponente, praticamente no meio do nada e cercada pelo lago. Era ainda mais bonita assim no escuro e só sob a luz da lua do que nas fotos iluminada pelo sol. Perdida nisso, foi surpreendida com o tapa em sua bunda, a tentativa de Juliet de encorajá-la. Surpreendentemente, estava calma até então, até se lembrar do que teria que fazer. Prometera improvisar alguma coisa para convencer o professor a deixa-las entrar, mas até então não tinha pensado em nada para corroborar o “improviso”. Em meio a passos incertos, ela caminhava em direção a porta, mas olhava para trás vendo Juliet acender um cigarro. “Sério? Você vai fumar agora?” Miho estava inconformada com tamanha tranquilidade de Juliet. Também pudera, não era ela que iria começar. À medida que se aproximava os pensamentos lhe traíam. Deveria ser Juliet já que ela fazia toda vez. Mas se fazia toda vez ela poderia fazer uma. Mas como? Poucos centímetros, olhou mais uma vez para trás e Juliet estava praticamente escondida. O rosto queimou e o coração acelerou. Que raiva! Queria avançar nela por tudo aquilo e... foi quando lhe veio a ideia perfeita. A euforia de Juliet, avançar sobre ela... A poucos centímetros da porta, Miho deu meia volta e correu em direção onde a amiga estava escondida no jardim. Esperou que ela viesse a seu encontro saindo de perto do arbusto para voar sobre ela enquanto questionava o que ela fazia. Em meio ao riso, Miho deu um golpe certeiro para derrubar a amiga sem deixa-la cair no chão de fato. A segurava pelos braços usando a força que tinha, considerável para o seu porte depois de passar uma das suas pernas por trás do joelho dela e força o corpo dela para trás. Ouvia Juliet praguejar, o que a fazia rir ainda mais. –Senta aí, você está bêbada e cansada.- A colocou jogada sobre um dos bancos do jardim. –Ele não vai poder negar ajuda a uma jovem nesse estado lastimável.- Miho confiava muito mais na performance da amiga, mesmo que desse a ela o papel de bêbada do que no seu charme e em si mesma, principalmente no seu atual estado de nervosismo. Além disso, via tudo aquilo como uma boa vingança por Juliet deixa-la daquele modo e a inserir nessas ideias insanas que ela também gostava. (Scar, considere esse meu golpe da karatê o safanão que te devo por esconder que joga bem e negar jogo por tanto tempo! u.u) –Fique aí, pé de cana!- Agora sim, confiante no seu plano e na ajuda da amiga alcoolizada, Miho correu para tocar a campainha, dessa vez sem nem hesitar. De longe ouvia Juliet praguejando, mas outros sons a abafavam.  Ouviu o cachorro latir, o som diminuir, as luzes perto da porta se acenderem. Alguém já vinha e ela correu para passar os dedos na franja e jogá-la mais uma vez. Queria ajeitá-la, mas o impulso e a rapidez lhe conferiu um bom caimento quase que selvagem e rebelde. Sentiu-se uma idiota ao se preocupar com o cabelo sendo que, no instante em que reconheceu o homem que abriu a porta das fotos que vira, ele não notou, só percorreu os olhos pelo seu corpo rapidamente. Por isso, não conseguiu conter um sorriso sem graça, ainda mais quando ele se mostrou educado.

-Boa noite!- Ela franziu o cenho pensando no que ele quis dizer com aquilo do velho Joe, mas depois resolveu entrar na brincadeira. –Tenho boas referências se ele quiser contratar...- Respirou fundo quando de longe ou na sua consciência ouviu Juliet a pragueja-la, então cessou a brincadeira. Sorriu simpática, pois soltaria a bomba. –Mas não sou empregada do velho Joe... preciso de ajuda.- Automaticamente as mãos nervosas começaram a entrelaçar os dedos na frente do corpo, uma mania que ela não percebia, típica de quando nervosa. Isso antes de apontar sutilmente para trás, indicando a festa, a amiga e a estrada a qual se referia, mais no passado do que na direção certa de tudo que citava. –Eu e minha amiga estávamos em uma festa universitária perto daqui. Na divisa de New Waverly, Willis, eu não sei.- Fechava os olhos tentando se lembrar o nome das cidades próximas, balançava a cabeça negativa e rapidamente como se aquele detalhe nem fosse importante. –E na volta o nosso carro enguiçou na estrada. Não entendo nada de carros, não havia sinal no celular, nem baterias, não passava ninguém para nos dar carona e...- Tomou consciência de que estava se embolando nas palavras e ideias, o que contribuía para deixa-la mais nervosa poderia parecer o desespero de quem realmente precisava de ajuda para o homem diante dela. –Minha amiga não está muito bem. Acho que já está de ressaca.- Resolveu usar o seu trunfo, olhou para trás para conferir o estado da amiga e conduzir o olhar dele até ela, ainda sentada no lugar onde a colocara. Se Juliet ainda a estivesse praguejando seria tão bom quanto se tivesse resolvido entrar no papel de garota bêbada e necessitada de ajuda. Às vezes quando bebia muito além da conta a ruiva sem limites parecia mesmo a garota do filme O Exorcista prestes a ser exorcizada, o que justificaria o que fosse que ela estivesse dizendo. Mas pensou que se fossem as típicas grosseiras de amigas com um alto nível de afinidade e afetuosidade, talvez fosse bom evitar que o professor ouvisse para não assustá-lo. Assim chamou a atenção dele novamente. –Por favor, preciso de ajuda.- Miho penetrou os olhos dele, azuis e bem marcados pela idade ou rugas típicas ao redor de quando sorria. A expressão da garota era piedosa, mas no fundo ela já se sentia como se flertasse pelo olhar, embora não soubesse dizer se isso seria perceptível para ele. Se ele a deixasse entrar, ficaria em dúvida se foi por tê-lo convencido pela história ou tê-lo intrigado com o olhar junto com as outras características que aos poucos se mostravam. A ansiedade das mãos foi desfeita quando as separou para gesticular com graciosidade. –Deixe-me usar seu telefone para pedir socorro, ou pelo menos dar água a ela para melhorar e podermos continuar. Qualquer coisa!- Desviou o olhar para baixo de novo, sem graça por parecer implorar. Se Juliet visse isso talvez diria que estava se saindo uma boa drama queen, ou poderia perceber que aquilo não passava de insegurança da sua parte ajudando no papel e lhe chamar atenção mais tarde. Então ergueu os olhos para ele novamente, revelando o brilho deles e as bochechas coradas em meio a um sorriso tímido. Finalmente se calava e deixaria o homem fazer a escolha de ajudar ou não, convidá-las para entrar ou deixa-las por conta própria. Pensando bem agora isso poderia parecer cruel demais, queria apostar que ele não faria isso. Otimista por um instante, já pensava em buscar Juliet. Ele parecia ser um homem bom, muito mais gentil do que as fotos mostravam. Miho pensava que as fotos nem sempre mostravam as pessoas, e que normalmente eram usadas com o intuito de mostrar um estado feliz que nem sempre existia, principalmente nas redes sociais. Mas ao se deparar com o real, gostava de procurar a verdade das pessoas e compará-las com as fotos. Por isso estudava minuciosamente os detalhes daquele homem e imaginava o que ele tinha para revelar, um mundo todo para conhecer. Muita coisa se passava pela sua cabeça, mas a principal delas é que ela poderia facilmente deseja-lo. Um movimento breve dos lábios poderia entregar sua malícia junto a uma das sobrancelhas erguidas. Era uma insinuação de certo modo, mas fazia tudo isso de modo inconsciente, contribuindo acidentalmente para corroborar o seu plano. Queria convencê-lo como preciso e se fosse seduzi-lo sem sua espontaneidade não seria tão eficiente. As pernas inquietas balançavam o corpo em uma dança impaciente, projetando-se brevemente sobre ele e de longe sentindo o cheiro que ele exalava em harmonia com o do seu lar. Era bom. Já podia imaginá-las inseridas em isso tudo para transformar aquele cheiro afável em cheiro de sexo e pura libertinagem. Os pensamentos que guiavam a garota também conduziam as ações mínimas do seu corpo. Sorrisos, olhares e proximidades dentro do limite, mas convidativa. E aí estava o charme que Miho desconhecia, mas tinha a seu favor: embora tímida e levemente desajustada, mas conferia facilmente um ar de mistério e libertinagem quando começava um jogo que envolvia suas vontades e as confrontava com o que era errado, proibido. E naquele instante o homem que era proibido era extremamente desejado e por isso, reagia a favor de suas vontades convidando-o a acolhê-las.
(Pessoal, desculpem a demora para postar. E desculpem o desleixo. Não tenho as manhas pra mexer com HTML, editar imagem e deixar tudo bonitinho como vocês deixam. E agora, na verdade, não tenho nem internet pra tentar melhorar isso também. Perdoem qualquer erro na escrita e na formatação. Hauhauha! Espero que pelo menos a escrita dê pro gasto pra fazer o jogo fluir.)
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OBS: GENTE EU IA FAZER SÓ UMA INVASÃOZINHA AQUI E ACABEI ESCREVENDO DEMAIS, ENTÃO FICA COMO SENDO MEU TURNO MESMO, TÁ? SORRY A DEMORA. '-'

Mensagem por Juliet Myers em Qui 09 Fev 2017, 23:15

Livre como o Vento
“Liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser.”
Juliet é uma garota muito complexa, ela é mistura. É mulher com cara de menina, confusa e dissimulada, teve a infância destruída pelo abuso, despertando cedo demais para a vida sexual. Se perde em devaneios e fantasias de menina, se procura e se encontra dentro de sua realidade desajustada e quando necessário, enlouquece e deixo rolar... Inconsequente e destemida, simula uma inocência angelical, que esconde a verdade de seus interesses destrutivos. Ela não se dá pela metade, vivendo tudo com muita intensidade, como uma jovem púbere que não acredita no amanhã ou no depois, tudo é o aqui e o agora. Não sabe ser meio amiga muito menos quase amor, com ela é tudo ou sou nada, não suporta meio termos. Quer o que quer na hora que quer, depois já não interessa mais. Viveu muitos amores ardentes, mas tão breves como a brisa de verão, é de riso e choro fácil, vivendo os extremos de seus sentimentos sem limite algum. Se faz de boba, mas não é burra. Ingênua, mas não é nada santa. Perde a cabeça facilmente, é explosiva e exigente, por isso muito reclusa e solitária. Miho parece ser a única capaz de compreender aquela tempestada chamada Juliet.
A ruivinha na sabia como a amiga a aguentava, mas também nunca se preocupou em perguntar. Talvez acabasse não gostando da resposta, então deixava as coisas como estavam. Mal percebia que no fundo as duas eram desconhecidas, pois não costumavam ter muitas conversas íntimas além do que é voltado para as experiências sexuais. Nem sobre as origens de ambas ou sobre suas angústias, mantendo uma superficialiade que parecia ser o mais vantajoso por hora. Ambas comiam bolo e conversavam bastante sobre todo tipo de trivialidade, mas o que realmente criou um vínculo em ambas são os crimes que cometeram juntas, o que torna cada ataque como aquele ainda mais importante, pois criava um elo de ligação que ela nunca teve com ninguém e de certa forma acabava suprindo com a amiga. Riu muito quando ela falou sobre mostrar a bunda e pedir pra entrarem, seria muito engraçado ver uma cena daquela, mas Miho seria incapaz de uma obscenidade dessa magnitude, mas depois, com o comentário malicioso, a ruiva falou gemendo, tentando conter o riso. - Awn... melhor ainda!Mmm... professor...
Fazia caras e bocas imaginando como ele de fato estivesse "entrando". Mas depois ria se lembrando de uns gemidos super forçados que viu em um filme pornô outro dia, que atrizes... eram uma vergonha para a profissão! Logo Miho a anunciou como ganhadora do Oscar de Drama Queen quando ela sugeriu que a amiga despertasse esse lado nela, e fingiu estar realmente diante de centenas pessoas para receber o prêmio, simulando até as lágrimas, evidenciando sua habilidade como uma boa atriz.
- Ah, amiga... eu estou tão emocionada! Me esforcei tanto pra chegar até aqui! Oh, só Deus sabe o quanto sonhei com este dia!
Depois a ruivinha comia o pedaço de bolo ofertado como estatueta e caía na gargalhada. Confiava que Miho realmente improvisaria algo para facilitar a entrada. Estava ansiosa demais com os preparativos para ouvir a pergunta de Miho sobre o motivo dela fumar, se atentando apenas ao compentário repulsivo de Miho. Ela riu de novo e disse.
- Querida, quando eu te mostrar uma maravilha dessas funcionando, você vai ver como são maravilhosos!
Apesar de sua pouca idade, Juliet já tinha muita experiência, comprando e testanto coisas que pudessem tornar o sexo mais interessante, afinal se já era obrigada mesmo a fazer isso pra conseguir o que queria, por que não aproveitar pra tirar algum proveito também? Nem sabia se o homem que abordaria gostava daquelas coisas, mas aguardaria um bom momento para fazer bom uso de tudo, principalmente das algemas. O olhar voltava para a estrada com seu objetivo em mente e um sorriso excitado se formou em seus lábios.


Chegando ao Hoffman Motel, tratou de conversar com o filho da dona para pedir por uma carona e ficou conversando com ele apoiando os cotovelos em cima do balcão, encarando aqueles olhos tímidos que se desviavam dela o tempo todo, enquanto subia para deixar algumas coisas lá em cima. Não foi nada desafiador convencer o rapaz a levá-las, então ela ficou impaciente com a amiga que demorava para descer. Ficou aliviada quando ela finalmente veio e já correu pra puxá-la pela mão até o carro do rapaz apressada para chegarem logo na casa do bonitão.
- Sua safada, tomou até um banho pra ficar cheirosinha! Adoro!
A garota gargalhava dando um tapa na bunda da amiga que adorava, porque ela era grande e bem redonda. Ambas tinham um tipo físico bem diferente, pois ela era modelo, a amiga tinha uma muculatura bem trabalhada, uma era mais simples, a outra muito vaidosa e maquiada, mas mesmo tão diferentes, ainda pareciam bem unidas. O pobre rapaz ficava bobo olhando as duas e nem questionava nada sobre os planos malucos daquelas duas, então para agradecer, Juliet se aproximou dele e pressionou os dentes sobre o lábio inferior dele, mordendo levemente e puxando, para depois mover os lábios só para manchar a boca dele e saía agradecendo e pegando o cigarro para fumar. Andava fumando muito devido ao estado de ansiedade que estava com aquele professor ruivo. Cada minuto parecia uma eternidade, mas quando finalmente chegaram, seu olhar ficou iluminado, pois os olhos brilhavam cheios de expectativas.
A garota mal percebeu a aproximação de Miho, só sentiu o golpe surpresa e quando se virou para atacar de volta, sentiu a perna dela atrás do joelho e caiu sentada em um banco de madeira que tinha no jardim levantando o dedo médio e jogando o cigarro no chão. (Muita maldade isso aí. x__x)
- Caralhoooo!!!! Que porra é essa???? Tava tentando me matar??? Sua louca!!!!! Vadiiiiaaaaaa!!!!
Revoltada com o atrevimento de Miho xingava a amiga um pouco, mas logo voltava a atenção para o plano, afinal até que seria uma boa ideia se fingir de bêbada, então ela entrou no espírito da coisa e até abriu às pressas uma lata de energético pra beber deitada, derramando boa parte na roupa e se descabelava para simular que estava muito mal para convencer o professor a ajudar. Esperneou um pouco, chutando uma pedra e pensou logo em uma forma de se vingar, atirando a latinha de energético ainda com um pouco de bebida no fundo direto na cabeça de Miho, auxiliada pela pouca distância e por sua habilidade natural como Rainha do Drama em atirar coisas contra os familiares durante as brigas (sucesso a ser determinado pela rolagem de um D20). Esperaria ela olhar brava por ter se sujado a camisa limpinha com o energético e gargalhava bem alto mostrando o dedo médio pra amiga de novo.
Depois olhou pro próprio celular desligado, fingiu tentar ligar para corroborar com a explicação da amiga e então começou a cantar do nada a primeira música que lhe veio à cabeça assim que olhou pra baixo e viu a própria camisa. Se ele gostava de Iron Maiden, possivelmente também curtiria Metallica, então soltou a voz se jogando no banco de novo, deixanto e fingindo cantar em um palco de verdade.
- (...) "Master of puppets, I'm pulling your striiiings! Twisting your mind and smashing your dreeeams! Blinded by me, you can't see a thiiiing! Just call my name cause I'll hear you screeeeeam! Master! Master! Just call my name cause I'll hear you screeeeam! Master! Master!" - ela finalizava com as palavras "master" acompanhadas dos movimentos das mãos tocando uma bateria invisível e no final, onde viria um solo, ela fingia tocar uma guitarra imaginária e escorregava pelo banco como se escorresse lentamente sobre ele até cair com as costas no chão de uma vez, gritando assustada, mas rindo muito logo depois e olhando os dois com as pernas pra cima ainda no banco. Ria tanto que não tinha forças para se levantar, o que achou ótimo, pois precisaria da ajuda daquele professor gostoso pra entrar na casa. Não era possível que depois de ver aquilo tudo ele se recusaria a ajudar. "Depois dessa, no mínimo ele vai nos deixar entrar pra usar o telefooooneee! Yes! Muito bem, Juliet! Como sempre a performance foi arrasadora!" pensava consigo mesma enquanto olhava os dois, agora gemendo de dor, pra fingir que se machucou e por causa do álcool não percebia direito os sinais do próprio corpo.


Conte-me, e eu vou esquecer. Mostre-me, e eu vou lembrar. Envolva-me, e eu vou entender.


Última edição por Juliet Myers em Qui 09 Fev 2017, 23:16, editado 1 vez(es)
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Re: ────⊰☫ Trapped Under The Sun and The Moon

Mensagem por GAMEMASTER em Qui 09 Fev 2017, 23:15

O membro 'Juliet Myers' realizou a seguinte ação: Rolador de Dados:


'D20' :

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Re: ────⊰☫ Trapped Under The Sun and The Moon

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