────⊰☫ The Brave New World [RP Externa]

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Mensagem por Vincent L. Dragunov em Dom 08 Out 2017, 10:45

Backup do turno postado em: HEAVEN OF OBEDIENCE


“At the birth of a new world, there will be always pain.”

Brave New World
O turno foi iniciado em: Dia e Hora: 30 de Abril de 2017 às 19:25 e interrompido com o início de um período de manutenção que nunca acabou. Sem mais paciência para aguardar, estaremos continuando a narrativa por aqui, considerando que ela se passe nesse mesmo período para manter o planejamento inicial da narrativa.
Descrição da RP:  A RP irá começar com o post de Vincent L. Dragunov interagindo apenas com NPCs à princípio. Porém, esta é uma RP ABERTA, então conta com a participação de quem desejar participar, afinal ainda não conheço pessoas para convidar no Heaven of Obedience. Estamos no desembarque do Aeroporto de Vancouver, no qual Vincent acabava de chegar, pisando pela primeira vez em solo canadense.
O tempo está nublado, com umidade de 95%, com uma temperatura aproximada de 8º C e vento de 5 Km/h. Por se tratar de um espaço público, qualquer um pode entrar na narrativa a qualquer momento.
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Re: ────⊰☫ The Brave New World [RP Externa]

Mensagem por Vincent L. Dragunov em Dom 08 Out 2017, 10:49

Nota: Turno referente à versão HEAVEN OF OBEDIENCE do Vincent.

Vincent Liyundegwyr Dragunov

Vice-chefe de Operações Especiais

Цербер Солнцевская


The Brave New World
The blood that flows through you is not your own. It belongs to the Solntsevskaya Bratva.


Foi em 1497 que os europeus deram seus primeiros passos no solo que hoje é conhecido como Canadá. Com o objetivo de encontrar o caminho para as Índias e a China, Giovani Caboto, um navegador italiano a serviço da coroa britânica reivindicou o domínio europeu do Canadá e lutou para colonizar a região e manter esse domínio, apesar do impasse representado pela França, que também descobriu esse novo mundo e decidiu explorá-lo.
Atualmente a região já recebia bastante influência norte-americana, especialmente no submundo do crime organizado, mas ainda era um terreno pouco explorado pelas maiores máfias do mundo, um alvo perfeito para a expansão territorial da Solntsevskaya Bratva, que buscava novas ofertas de trabalho e novas demandas, assim como toda a imensidão de possibilidades oferecida pelo Novo Mundo. Um mundo ainda selvagem com muitas pequenas influências de diferentes organizações, que aguardava pelo domínio próspero de regentes mais capacitados para unificar o crime organizado, centralizando o poder nos punhos de aço da Irmandade.
Para isso, diferentes brigadas eram enviadas ao novo mundo, espalhando de forma viral os tentáculos da Bratva, muitas vezes dentro dos mais diversos cargos de influência, garantindo proteção e intangibilidade para seus membros, cujas ações ocorriam sempre à sombra, livres dos olhares autoritários do sistema opressor que domina as massas em todo o mundo. Vincent fazia parte de uma dessas brigadas, enviado para supervisionar algumas dessas ações e se infiltrar dentro do sistema que a Irmandade destruiria de dentro para fora.
Assim, naquela noite, ele colocava os pés sobre o solo canadense com o mesmo olhar empreendedor dos antigos colonizadores, visando extrair daquelas terras o seu melhor. A cada passo, os vítreos olhos azuis reconheciam cada parte do aeroporto que estava previsto no planejamento que elaborou ainda em sua antiga moradia, embora observar pessoalmente aquelas mesmas imagens visualizadas outrora na Internet, provocavam uma sensação ainda mais gratificante, que erguia o canto direito dos lábios, formando um meio sorriso.
Após um voo tranquilo e razoavelmente rápido, o russo estava ansioso para explorar as surpresas que o Novo Mundo lhe reservava, então se dirigiu ao ponto de encontro onde deveria receber algumas instruções de seus irmãos Solntsevskaya. O local escolhido era o Starbucks por ser fácil de achar e livre de qualquer suspeita. Um anfitrião já o aguardava, Vincent só precisava identificá-lo, então conforme o combinado, sentou-se em uma mesa mais reservada e abriu o cardápio na página dos salgados, aguardando a abordagem de um garçom, que perguntou:
── Posso ajuda-lo, senhor?
── Após uma viagem muito longa, o que você recomendaria? ── questionou de volta com um sotaque russo carregado, ainda mantendo a página dos salgados aberta, de modo a induzir qualquer garçom que não fosse o que procurava a sugerir algo para comer.
── Para inaugurar sua primeira noite no Novo Mundo, senhor... eu recomendaria fortemente o nosso café irlandês. ── respondeu o rapaz, que certamente já o tivesse identificado ao se aproximar.
── Ótimo, um café irlandês então. ── disse apoiando as costas no encosto da cadeira, aguardando atendimento de seu pedido.
Como de costume, Vincent tirou do bolso do terno o celular e parecia se distrair com ele, como a maioria dos clientes ali presentes, mas na verdade, buscava no GPS calcular as distâncias que ainda precisaria percorrer naquela noite antes de poder chegar ao apartamento previamente alugado e repousar. Afinal, no dia seguinte haveria um importante feriado, um dia de folga para conhecer melhor aquele lugar e o estilo de vida das pessoas que nele vivem. Não demorou muito e o rapaz já estava com o pedido em mãos e o entregava ao cliente, apoiando o copo sobre um guardanapo:
── Espero que goste, senhor. Seja muito bem-vindo e se precisar de qualquer coisa é só chamar.
Vincent agradeceu silenciosamente e deixou o pagamento sobre a mesa, para deixar a conta quitada, se levantando em seguida e envolvendo o copo com toda a mão, para evitar que qualquer diferença em seu conteúdo fosse percebida. O café irlandês era uma mistura interessante de café com leite, alguma outra substância mais doce e whisky, excelente para aquecer a garganta. Ele ingeriu a bebida a caminho do banheiro e entrou com o copo no banheiro atento a qualquer sinal da presença de câmeras ou escutas, se fechando em seguida dentro de uma das cabines, onde abriu o copo e retirou um pacote plástico bem vedado contendo um chip de celular, um cartão de crédito e um pendrive. Ele então descartou o chip antigo na privada e colocou o novo no smartphone.
Os objetos foram devidamente guardados no bolso interno do terno e ele se retirou, lavando as mãos em seguida e saindo do banheiro em direção a seu próximo destino. Sabia que suas malas seriam encaminhadas para o apartamento, então não carregava nada consigo além de uma maleta executiva, contendo apenas alguns documentos, um livro de programação e o notebook. Em passos rápidos, caminhava na multidão, olhando para o celular, verificando as informações contidas no chip referentes a essa semana de trabalho, como sua apresentação no departamento de polícia para posse do cargo e obrigações ligadas a seu período de adaptação no Novo Mundo.

"To say that nothing is true, is to realize that the foundations of society are fragile, and that we must be the shepherds of our own civilization. To say that everything is permitted, is to understand that we are the architects of our actions, and that we must live with their consequences, whether glorious or tragic."
I prefer being a dead man, than a man without honor.




Vincent Dragunov
DrachenOrden || RPGista ||  AdM


Créditos à The Machine
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Re: ────⊰☫ The Brave New World [RP Externa]

Mensagem por Drª Audrey Burton em Seg 04 Dez 2017, 18:36



A flower in a gun

Naquela noite fazia um friozinho até agradável, mas Audrey estava bem agasalhada com uma camisa social de seda e um terninho feminino bem chique, desfilando sobre lindos loubotain pretos bem altos. Para completar o visual, um sobretudo azul marinho, um cachecol cinza e um par de luvas de linho. Estes últimos apenas para satisfazer as vontades da mãe preocupada que a visitava naquele final de semana. A senhora sempre muito elegante, também se vestia com um terninho, mas com uma saia lápis e seus tons eram vermelhos, branco e dourado, assim como os longos cabelos loiros. Ambas tinham os mesmos olhos e tipo físico, porém a filha era morena, por predominância genética de seu velho pai, o qual vivia com a terceira esposa e mais 3 filhos em New York. Razão essa pela qual a mãe sempre implicava com a filha. Ela era "escura demais", como o bastardo que a abandonou por uma empregada e depois por meninas mais novas que a própria filha.
Audrey compreendia a mágoa da mãe, então não ficava ressentida por causa disso, pelo contrário, buscava sempre alegrar a mãe e torcia por seus relacionamentos. Que frequentemente findavam por sua incapacidade de confiar nos homens em geral. Incapacidade esta, que Audrey aprendeu desde muito cedo, tendo apenas um namorado até conhecer e se casar com o atual ex-marido. Mas diferente da mãe, evitava qualquer assunto referente a ele, afinal sua repentina mudança para Vancouver tinha como maior motivação as péssimas lembranças que a rotina de New York lhe traziam. Ambos eram médicos, trabalhavam e frequentavam os mesmos lugares, tinham os mesmos amigos, então a mudança de ares e companhias foi necessária para um recomeço mais digno. Felizmente eles não tinham filhos, apesar do longo período de relacionamento, então a morena não seria mais obrigada a encarar o ex-marido.
Em clima de recomeço, ela e a mãe inauguraram o novo apartamento de Audrey, mas naquela noite, o clima era de despedida, pois Justine precisava voltar para casa. Ela era dona de uma agência de modelos em New York e não confiava o suficiente em seus funcionários para se ausentar por mais de um fim de semana. Ainda questionava a decisão da filha de se mudar, mas oferecia seu suporte mesmo assim, avisando que se qualquer coisa desse errado era pra morena pegar o primeiro voo de volta para casa.
- Juro jurandinho! - disse com um radiante sorriso nos lábios, apertando o mindinho de sua mãe com o dela para firmar aquela promessa de que voltaria mesmo, embora torcesse por dentro para não precisar fazer isso, afinal apesar de serem muito unidas, ambas tinham estilos de vida diferentes e dificilmente se entenderiam morando sob o mesmo teto.
- Ainda acho que deveria voltar comigo e mostrar ao filho da puta o que ele perdeu! - retrucou como de costume, antes de virar as costas e seguir para a sala de embarque.
- Pensarei sobre isso, mamãe. Te amo! Se cuida, viu? - disse abraçando a mãe pelas costas e beijando seu rosto - sentirei saudades.
- Te amo, minha boneca... E não esqueça de me ligar sempre pra mandar notícias.
Justine retribuiu o beijo da filha e seguiu seu caminho, enquanto Audrey ficou olhando para a mãe até que ela desaparecesse da vista e só então saiu de lá para ir embora. Caminhou apressada entre as pessoas olhando o celular para atualizar as mensagens, respondeu algumas enquanto caminhava mesmo e acabou esbarrando em uma pessoa no caminho, deixando o celular cair aberto em uma mensagem de uma amiga que acabava de pedir desculpas por estar se encontrado com seu ex-marido.





Dª Audrey Burton
I’m so addicted to this kind of game...
Thanks to Andy on QueenOfGraphics
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Drª Audrey Burton

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Re: ────⊰☫ The Brave New World [RP Externa]

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