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Mensagem por Geralt of Rivia em Ter 26 Set 2017, 09:38

Ꮤiedźmin Geralt
【Gwynbleidd】

STRAIT TOWARDS WILD HUNT.
ALCUNHAS:
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➳ White One
➳ King-Slayer
➳ Butcher of Blaviken
➳ Ravix of Fourhorn
➳ Geralt Roger Eric du Haute-Bellegarde
➳ Sir Geralt of Rivia (nomeado cavaleiro por Meve após a Batalha da Ponte de Yaruga)
Tópico reservado para postagens do jogo com a personagem:
O turno acontece em paralelo com os acontecimentos do jogo The Witcher 3 e tem como objetivo a interação entre Geralt (protagonista do jogo) e uma druida chamada Hakkai (criação original da autora dos turnos), sendo assim, antes de Geralt conseguir encontrar sua filha adotiva Cirilla. Infelizmente, o caminho era árduo e dificilmente o caçador conseguia permanecer apernas no rastro da filha, afinal também precisava sobreviver e auxiliar seus velhos amigos, então estava constantemente envolvido em diferentes contratos. Se pudesse, seguiria direto para Ciri, mas a cada pista encontrada, novos desafios surgem e o desviam de seu caminho. Os dons de Ciri permitem que ela se mova entre os planos com uma incrível facilidade, o que mantém um rastro completamente irregular, o que dificulta muito seu trabalho. Mais uma vez, Geralt se distancia de seu caminho, mas para obter artefatos mágicos capazes de acelerar sua busca.
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Re: ────⊰☫ Strait towards wild hunt.

Mensagem por Hakkai em Seg 02 Out 2017, 22:41

O dia havia amanhecido calmo nas áreas que formavam o recuo florestal de Dublin. Os primeiros raios solares adentravam nas copas altas dos conjuntos de florestas. “Os carvalhos negros”, “Anar” e “Floresta da destruição” em grandes campos vastos, cada um sendo conhecida por índice de periculosidade e armadilhas.

Hakkai vivia nas florestas de Anar, ao norte. Com sua chegada, precisou expulsar não só as criaturas nefastas e demoníacas que lá viviam, mas assim como os humanos que lá adentravam em plena destruição. Mas, como diz o ditado “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Não muito longe dali, alguns rugidos e tilintar agudos de metal eram ouvidos. Ao que tudo indicava, uma batalha ocorria não muito longe.

Os homens trajavam grandes armaduras negras e sua marca principal eram os capacetes pomposo por duas asas em suas laterais. Os quatro atacavam uma espécie de tigre avermelhado que parecia saber lidar com os quatro muito bem, coisas estranhas também aconteciam para que a vantagem fosse do animal não identificado. Raízes que cresciam repentinamente, galhos que quebravam sem explicação. Nada ali parecia ter lógica até que o animal os expulsou, colocando os quatro para fora em retirada. Uma voz feminina cortou o ar junto com um rugido animalesco.FORA!




Foi, talvez, o 10º ataque sem sucesso ocorrido somente naquele mês. O imperador de Nilfgaard não estava lá muito feliz com as ocorrências que sempre eram levadas até ele. Ao que tudo indicava, por uma espécie de birra, ele estava mandando as tropas até Anar para expulsar e capturar a jovem que lá residia. Alguns a chamavam de “monstro”, outros a chamavam de “bela mulher”.

Emhyr já não sabia o que fazer, por vezes tentou mandar soldados, dezenas deles, mas pela informação de seus relatórios, “os homens, por algum motivo aparente, sumiam na floresta sem deixar rastros”. Pelo perfil que era mencionado pelos cavaleiros, o imperador sabia ao certo que era uma druida e precisava dela a todo custo trabalhando dentro dos portões, por bem ou por mal.

Relutava para conseguir se convencer que não precisava de um homem como ele para que o serviço fosse feito corretamente. Para que finalmente conseguisse alcançar o seu tão esperado objetivo que articulava mentalmente. Já havia emitido cartazes por toda a região e além desta, a procura da druida, viva. Havia uma gorda recompensa para quem a conseguisse, isso remetia à qualquer raça, camponês, humano ou ser mitológico que a conseguisse.




Chame-o. 一 Foi a ordem do imperador em seu típico idioma.

Alguns dias foram necessários para que cavalgassem até onde o bruxo fora visto pela última vez. Haviam buscas e dezenas de soldados que buscavam informação sobre Geralt de Rivia para uma espécie de missão real, algo que somente ele poderia cumprir com toda a lenda que percorria seu nome.


Não demoraram muito para encontrar o bruxo, acompanhado de seu mestre. Os cavaleiros desmontaram de seus cavalos, abriram uma espécie de diagrama em um papiro amarelado e se referiram ao outro.

À Geralt de Rivia,

Por ordens reais do imperador Emhyr var Emreis, ele ordena sua presença nos aposentos reais. Há uma oferta em nome de uma missão para Geralt de Rivia.”

Apenas se calaram, aguardando.


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Mensagem por Geralt of Rivia em Qua 04 Out 2017, 00:14

── The Witcher ──
❝Only death can finish the fight,
everything else only interrupts the fighting.❞
O grito esganiçado de uma ave de rapina rompia o silêncio da pequena área rural que estava sob ataque do gigantesco Grifo Real, que já tinha vitimado os dois filhos do proprietário da pequena fazenda e três caçadores de recompensa contratados para matá-lo. Infelizmente as pessoas ainda se esqueciam que isso era trabalho para um witcher... ou algumas vezes dois, como fora o caso deste. Foi necessário o trabalho de dois dos mais experientes para conseguir derrotar o gigantesco animal, que em seu último suspiro, recebeu um golpe certeiro de Geralt no pescoço e caiu aos pés de Vesemir. Com a queda do animal alguns poucos aldeões que se atreviam a acompanhar a batalha aplaudiram de onde estavam, seja por cima das árvores ou das janelas das casas próximas. Com isso, mais um contrato foi concluído e a população estava livre da ameaça selvagem e poderia voltar a trabalhar no campo em segurança.
O patriarca da família que os contratou, entregou as 347 coroas novigradas, que seriam divididas entre os dois dois witchers. Um preço razoável, levando em consideração o risco elevado daquela missão, devido ao nível de periculosidade do animal abatido. Ambos estavam exaustos ao final da batalha e Vesemir ferido no flanco esquerdo, pelo bico do grifo e Geralt na altura do ombro direito pelas garras, que danificaram a armadura de ambos. O Lobo Branco pegou a sacola de moedas, retirou apenas 100 delas e jogou o restante para Vesemir.
── Leve isso para Kaer Morhen.
── Aqui tem muito mais do que o combinado.
── Eu não preciso de mais do que isso.
Vesemir sabia que não adiantaria questionar, pois Geralt não aceitaria carregar mais do que precisava para suas poções, equipamentos e ingredientes de alquimia. Vivendo sempre na estrada, estava sujeito a todo tipo de risco, então o dinheiro estaria mais seguro com Vesemir, que sempre o ajudava quando precisava, então não havia motivo para manter aquelas moedas. O mais velho então as guardou em um bolso oculto por dentro da vestimenta reforçada e retirou duas pequenas garrafas de vidro com um conteúdo meio alaranjado, jogando uma delas para o mais novo. Eram duas poções iguais, o nome era Swallow, uma poção feita com 1x Dwarven spirit, 5x Celandine e 4x Drowner brain para acelerar o processo de regeneração do corpo dos witchers. Cada um segurou uma garrafa, bateram uma a outra como num brinde e beberam, sentindo o amargo na garganta e franzindo a testa. A bebida era tóxica para qualquer ser vivo, incluindo eles próprios poderiam se envenenar com uma quantidade grande demais de suas poções, por isso todo cuidado era pouco em qualquer combate, mesmo com a vasta quantidade de poções à disposição.
Mal terminaram o brinde, os aldeões que ainda comemoravam a morte do grifo, celebravam também abrindo suas bebidas, anunciando uma festa para aquela noite, porém o som de cascos de cavalos em marcha ouvido à uma distância de 100 metros, aproximadamente, inquietava Geralt. Ele já conhecia bem aquele som... reconhecia até mesmo o tilintar das peças das armaduras no ritmo da cavalgada... eram cavaleiros. Logo percebia que não poderia desfrutar das boas companhias daqueles aldeões, pois aqueles que se aproximavam eram cavaleiros de Nilfgaard. Os cavaleiros deixaram as montarias assim que se aproximaram dos bruxos e abriram o pergaminho, anunciando as ordens do imperador.  

── Era só o que me faltava... ── o witcher sabia que Emhyr var Emreis estava longe de ser um "cliente" paciente, então se aproximou dos cavaleiros, sentindo o gosto amargo na garganta que uma simples lembrança do imperador provocava, ergueu o rosto e disse. ── O que ele quer dessa vez? Ainda não temos informações sobre Ciri. ── Manteve os olhos amarelos em fenda fixos no homem que lia o documento e antes que alguém se atrevesse a encostar nele, assoviava chamando por sua montaria Roach, que se prontamente se aproximava. Era um excelente exemplar, com a musculatura densa e bem estruturada, bem acomodada em um corpo esguio que lhe conferia agilidade e velocidade para um galope mais rápido. A sela ofieri foi o último prêmio recebido em uma corrida amigável com um mercador Dulla kh'Amanni, de Ofier, uma sela de cavalaria artesanal adornada com detalhes em azul, dourado e preto. Bem flexível, incomodava menos a montaria, deixando-a mais à vontade mesmo com a quantidade de itens carregados no alforje zerricanos, sempre cheia com as poções e materiais de alquimia do witcher, um saco para equipamentos gerais e roupas, outro para pergaminhos e outros papéis de utilidade e presa à lateral esquerda, encontra-se pendurada por um gancho a cabeça do Grifo Real, recém-abatido. A face era encoberta por uma viseira de aço, semelhante a um elmo, para proteger o animal evitando danos na cabeça ou sustos com os ataques recebidos durante as viagens ou durante um combate montado.
Geralt levantou o rosto sentindo a garoa fina daquela tarde esfriar sua pele e apoiou o pé esquerdo no estribo, à esquerda do animal e se acomodou na sela, firmando o pé no outro estribo para equilibrar o corpo. Fez apenas um sinal com a cabeça para que Vesemir também pegasse seu cavalo e seguisse com ele para uma visita ao imperador, embora acreditasse que dificilmente ele aceitaria, não lhe custava tentar. Alguma presença conhecida naquela corte poderia tornar a visita um pouco mais agradável, porém ele deixava que o mais velho decidisse se o seguiria ou não, para só então seguir seu caminho, acompanhando os cavaleiros Nilfgaardianos.    




GERALT OF RIVIA
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Re: ────⊰☫ Strait towards wild hunt.

Mensagem por Hakkai em Qua 04 Out 2017, 11:22

Nada estava tão bem quanto o fato de que as florestas de Anar estavam calmas desde o último ataque contra a vida da druida. Hakkai era paciente e tinha o costume de sempre ouvir antes de agir, também não matava sem razão; mas talvez sua vida estivesse movimentada demais para que conseguisse dar explicação a todos.


O fato era: Havia uma pequena movimentação ocorrendo. Ela ouvia de longe algumas pessoas falarem sobre enforcamentos, execuções e outras formas que começaram a deixar uma sensação sacal de guerra no ar. Isso seria péssimo, talvez os cadáveres novamente chamassem os seres que havia expulsado da floresta uma vez.






Anar ficava perto de Dublin, uma pequena cidade que começava a crescer ao longo do tempo, nas províncias de Novigrad. A riqueza era em seu solo e não havia muito o que chamasse a atenção daqueles que vinham de longe, além de suas vastas e grandes florestas; estas, eram mescladas com diferentes tipos de verde, uma vegetação vasta e extensa, espécies raras de aves e animais que lá se encontravam. Era praticamente uma lenda, algo que se tornou ainda mais mítico depois da presença da druida. Não era como se a maioria das pessoas aceitassem os não-humanos como seus amigos; havia preconceito e discórdia no meio disso tudo, e talvez seja exatamente por isso que Hakkai havia escolhido sua solidão e sabedoria ao invés da companhia e da sensação falsa de conforto perto das cidades. 


Sua personalidade era definida como solitária, mas Hakkai tinha mais conhecimento que muito dos Aen Elle que havia encontrado por aí. Parte deles não tinha a menor noção do conhecimento e dos poderes que tinha e ela, bem, conseguiu reuní-los de maneira bem útil. Até mesmo um jovem elfo denominado de Avallac'h julgava ter menos conhecimento que a ruiva. O tom dos cabelos fugiam de qualquer semelhança com a genética élfica e Hakkai parecia diferente da maioria. Suas orelhas eram mais pontudas, os olhos imitavam os dos felinos, seus passos eram silenciosos e ela costumava ser esguia o suficiente para pegar as pessoas de surpresa, o que nem sempre funcionava.

Naquele dia, a natureza estava inquieta. Era como se previsse um acontecimento ruim...Uma tempestade se aproxima...e um sorriso sarcástico percorreu os lábios róseos femininos.






Após a aproximação repentina de um grupo dos soldados de Nilfgaard, os cinco aguardaram alguns segundos antes de tomar qualquer decisão. A paciência de Emhyr não era muito longa e eles não queriam sofrer a consequência de sua explosão de fúria quando ela ocorria, uma vez que algumas coisas não saíam conforme o planejado. Quando o bruxo comentou sobre "Ciri", nenhum dos soldados atreveu a se olhar, talvez demonstrando que a missão que Geralt teria, no momento, não tinha nada a ver com a filha do Sangue Ancestral. 


O leve garoar da chuva começava a tilintar na armadura negra dos homens, que ao ver a atitude do Witcher, acabaram por moverem-se e montar em suas montarias negras, típicas de Nilfgaard, os cavalos com os melhores tratamentos do mundo, de raça pura, bem como o imperador demonstrava gostar até mesmo dentro de suas paredes.



Vesemir encarou o outro de maneira desconfiada e apenas ergueu-se de onde estava, mexendo os ombros para relaxá-los levemente.Você sabe, lobo. A parte da corte nunca me foi convidativa. Iremos nos encontrar na taverna do vilarejo próximo de Nilfgaard, seja lá o que o imperador deseja de você agora, tome cuidado.Não demorou muito para que o mais velho subisse em sua montaria e se juntasse aos demais, porém, mais próximo do império de Emhyr, Vesemir tomara o rumo à taverna do vilarejo. 







O tempo mudara rapidamente. Uma chuva torrencial atingia agora a maior parte do continente. Era como se um mal presságio viesse com toda aquela chuva. O galopar dos cavalos se fez audível em todo o caminho, alguns moradores olhavam com determinada curiosidade, outros olhavam com profundo ódio e rancor daquela cavalaria que passava sem explicação e acompanhados de um homem que, de longe, não poderia ser um dos soldados.

Assim que chegaram às paredes do império, alguns nobres encontravam-se no salão e as conversas cessaram ao virem o grupo adentrar com um Witcher. A conversa diminuiu de forma a serem somente um sussurro inaudível para os humanos. 


Um camareiro se aproximou. Sua expressão era de quem trabalhava constantemente pelo local, usava um gibão apertado demais para que alguém pudesse sentir-se confortável dentro daquela costura. Seus braços estavam posicionados para trás em uma postura impecável.
O Cavaleiro será designado para o banho, onde será lavado, banhado em ervas de cheiro, terá os cabelos penteados e a barba feita. Terá de se vestir adequadamente para a ocasião e suas coisas serão devolvidas quando a audiência formal for encerrada.Apenas duas palmas foram necessárias para que os empregados de Emhyr retirassem as duas espadas das costas do homem alto, de cabelos brancos. Agora, por favor, siga-me.Acelerou seus passos em meio aos aposentos para que as coisas pudessem ocorrer com mais facilidades.



Geralt foi banhado por três mulheres que pareciam relativamente felizes de esfregar seu corpo com tamanha devoção. Logo após, mandou que o barbeiro pudesse deixar costeletas em meia polegada. Todo esse processo durou, pelo menos, 1 hora de espera. Foi entregue um gibão para o Witcher usar e o camareiro anunciou.
Temo que o imperador não esteja de bom humor, então, devo pedí-lo que evite o humor ácido e as piadas sem relevância. Por favor, siga-me.










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Re: ────⊰☫ Strait towards wild hunt.

Mensagem por Geralt of Rivia em Sab 07 Out 2017, 07:49

── The Witcher ──
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Durante meses os dias do witcher se resumiram em seguir os passos de Ciri, porém ele ainda não teve êxito em sua busca. Seus passos foram seguidos Velen e estes o levaram a Novigrad, onde uma série de interrupções o desviaram de seu caminho. Precisava ajudar Triss, Dandelion, Zoltan e até mesmo Vernon Roche, todos velhos amigos que também o ajudavam a procurar indícios sobre o paradeiro de Ciri. Além, é claro, de continuar trabalhando, aceitando contratos para ter algum recurso para aprimorar seu equipamento, se alimentar, fabricar poções, etc.  Sem contar alguns imprevistos que se tornaram parte da rotina do witcher, como emboscadas e algumas pessoas que insistiam em tentar passar-lhe a perna entre um serviço e outro. Suas viagens eram sempre marcadas por acontecimentos intensos, que escreviam sua história com sangue e consequências de decisões nem sempre bem escolhidas, alimentando cânticos sobre o lendário lobo branco, a maioria delas bem delirantes. Comumente, ele era visto primeiro pelos animais e pelas crianças. Alguns assustados com sua presença, outros entusiasmados, as reações dependiam apenas de qual conto fora espalhado na região. Para muitos, não passava do Carniceiro de Blaviken, para outros uma aberração qualquer. Poucos o viam realmente como o witcher que ele é. Assim como o próprio Vesemir, que há tempos vive mais recluso em Kaer Morhen, saindo para raras caçadas com Geralt, como a daquele imenso grifo real.
Em qualquer outra situação, o witcher sequer atenderia o chamado, mas em se tratando de Emhyr, que já conhecia há muito tempo, infelizmente essa era uma requisição que ele não poderia recusar. E ficava feliz por Vesemir ter aceitado acompanhá-lo naquela jornada. Por mais que não o acompanhasse no castelo, a companhia do mais velho quando saísse de lá seria de bom grado. Então agradeceu.
── Sem problemas. Agradeço mesmo assim. Seja lá o que for, talvez possamos trabalhar juntos nessa.
Seguiram uma viagem tranquila, já que a presença dos soldados intimidava quem quer que lhes cruzasse o caminho, então a viagem não demorou muito e assim que chegava à taverna, os witchers se separaram. Geralt acenou para Vesemir e seguiu os soldados até o palácio, ainda sem compreender o motivo daquele chamado. 


Geralt elevava o rosto, sentindo as partículas do orvalho umectarem o rosto marcado pelo tempo e a exposição às intempéries. Uma extensa cicatriz iniciava-se na testa, próxima ao cabelo e seguia em direção ao olho esquerdo, continuando abaixo dele em direção à lateral da face e outra menor, acima da sobrancelha direita quase na posição horizontal, conferiam ao rosto uma aparência desagradável e até assustadora. O restante de todo o corpo também era coberto de cicatrizes, porém ocultas pela armadura leve que certamente era mais confortável que o gibão impecável do camareiro.
Aquela não era a primeira vez que precisava se apresentar dessa forma, inclusive recordava-se que foi durante um banquete com a Rainha Pavetta que ele conheceu o pai de Ciri. Odiava aquele tipo de situação e já imaginava o que seria obrigado a vestir, então suspirou contrariado, apeou de sua montaria e caminhou até Mererid, apenas abrindo os braços quando os outros empregados se aproximaram e retiraram as espadas de suas costas, para permitir que carregassem não apenas ela, mas todo o equipamento.
Seguiu Mererid até o aposento a ele designado para que se preparasse para audiência. "Por que diabos uma audiência rápida precisa de toda essa frescura?", questionava inconformado, até chegar à banheira e receber um banho esmerado das três camareiras. O bastante para conseguir relaxá-lo, pelo menos até o retorno do camareiro, que interrompia as risadas das garotas, para que o barbeiro fizesse sua parte.



Contrariado, o witcher se retirou, enrolou-se em uma toalha e sentou em uma cadeira. A barba à fazer, ficava no chão daquele aposento e como se não bastasse, não tinha escolha a não ser vestir aquele gibão apertado. O gibão era elegante, de coloração preta, possuía detalhes em branco nas mangas e nas bordas do colete, fechado por uma série de botões prateados verticais, justos e incômodos demais, não agradavam em nada ao witcher, que jamais se acostumaria com isso. Assim como não se acostumou a se curvar. Moveu os braços tentando se acomodar dentro daquela roupa, que sera ainda pior com aquela calça ainda mais justa, que limitava seus movimentos. A camisa branca do mais fino algodão vestida por baixo do gibão tentava deixar menos incômoda a vestimenta, mas não o suficiente, pelo menos não para o witcher, acostumado a ter seus movimentos mais livres. Pelo menos as botas eram confortáveis e bem leves. Finalmente vestido conforme ditam os costumes locais, Geralt permanecia em silêncio, até o aviso de Mererid sobre o humor do imperador e com um sorriso sarcástico perguntou'.
── E por acaso ele já esteve de bom humor? ── desde que o conheceu, o witcher não costumava ver Emhyr var Emreis ou Dunny com um semblante amistoso, então já estava habituado e tentava acalmar o camareiro, que sempre ficava nervoso quando o witcher era convocado ── Não se preocupe. Sou um bom profissional.  ── afirmou tentando passar alguma confiança ao camareiro, o que não parecia ter adiantado muito pelo olhar que este o lançou. Geralt seguiu seus passos até finalmente chegar à sala do Imperador, onde um grande quadro da pequena Ciri ocupava boa parte da parede à direita do witcher. Mal esperou ser anunciado, deu mais alguns passos para dentro, mantendo os áureos olhos fendidos fixos no imperador, enquanto alguns nobres se viravam para ele na sala. Não reverenciava, mantendo a postura ereta, apesar do desconforto da vestimenta e já reportava.
── Ciri foi vista pela última vez em Novigrad, mas ela desapareceu de novo quando entrou tentou invadir o Templo do Fogo Eterno, então ainda não sei onde ela está.
── Seu fracasso já chegou a meu conhecimento, witcher. Não foi pra isso que o convoquei. ── disse o imperador, sem se levantar da poltrona, com um tom de voz áspero e um semblante autoritário.
── Se não foi pra isso, o que você quer afinal?! ── retrucou o witcher aborrecido. De fato, Emhyr parecia mais nervoso do que o corriqueiro, mas o que poderia ser mais sério do que a busca por Ciri? Manteve os olhos fixos nos do imperador, aguardando uma resposta plausível, com a musculatura de todo o corpo tensionada pela inquietação provocada por aquela audiência inesperada.
── Todos fora. Só o witcher fica. ── disse mais uma vez um tom de voz autoritário, esperando que todos da sala se retirassem até que restassem apenas ele e Geralt, para então tratar dos negócios.




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Re: ────⊰☫ Strait towards wild hunt.

Mensagem por Hakkai em Dom 08 Out 2017, 11:20

Apesar de todo o medo de que algo ocorresse fora dos costumes e fosse punido por causa disso, Mererid levou o bruxo até o salão de Emhyr, onde diversos móveis caros eram dispostos, algumas armaduras Nilfgaardianas completas ornavam o local, assim como o quadro de Cirilla em uma parede ao lado da porta. O imperador encontrava-se sentado na mesa ao centro do salão, sob um tapete vermelho. Alguns nobres conversavam, mas tudo se tornou um mero murmurar quando a presença do bruxo apareceu. Alguns olhavam-no com desprezo, outros carregavam um ar de medo em seu semblante. 

Depois que o camareiro e as outras pessoas se retiraram, Emhyr levantou-se de sua cadeira com um ar autoritário e superior, encarando o bruxo com nada mais, nada menos que orgulho de ser quem era. Não sei se você sabe, bruxo... Mas meu império tem alcançado até as mais distantes fronteiras, derrubado os mais fortes Frontes que existem, vencido os maior número de guerrilheiros que afrontam meus exércitos. Mas há uma pessoa, apenas uma que tem conseguido acabar e destruir qualquer plano de adentrar em determinadas terras. O imperador caminhou até o quadro de Ciri e pôs-se a olha-lo. Em Velen, próximo ao vilarejo de Heddel, uma estranha floresta começou a surgir e ganhar vida, cada vez maior, cada vez mais extensa, desde há muitos anos atrás. Eu pensei que isso poderia ser um ótimo esconderijo para os militantes do Norte e enviei tropas para montarem a guarda próximo ao local, para investigarem. Há, desde seu crescimento, três florestas ali. Emhyr caminhou até a mesa e estendeu a mão para que o Witcher pudesse ver os desenhos retratados em papiros dos três locais.Uma é chamada de Anar, é o centro verde de todo o território. A outra é chamada de Carvalhos Negros. Ao que tudo indica, cerca toda a floresta de Anar, evitando que as pessoas adentrem na mesma. É cercada por uma névoa densa e confusa. A outra é A floresta da destruição. Esta fica atrás de Anar e é onde quero colocar meus homens em posição. Um leve suspense fez Emhyr retornar a andar.Porém, pelo que tenho entendido, qualquer militar que se infiltre, tanto do Norte quanto de Niilfgaard, não retornaram aos seus comandos. Em investigação de muito tempo, descobri que lá vive uma druida. Acredito que ela seja o motivo de toda essa confusão. Dentro da floresta da Destruição há runas élficas. Essas runas podem detectar, com certa dose de magia paradeiros de pessoas desaparecidas. Só que não há uma forma de entrar nesse território sem passar pelas duas florestas antes. Há um penhasco de pedras, um abismo para a morte pelo outro lado. E dentro dessa floresta há uma pequena cidade destruída chamada de Arlathan. Uma antiga cidade élfica destruída, sobrevivendo em suas ruínas de destruição, sangue e desespero. Vivendo em um buraco destruído achando que a vida irá se recompor lá.

Emhyr caminhou, já sem nenhuma paciência por ter que explicar tanta coisa para uma simples missão, sentou-se em sua cadeira e mirou as mãos para o bruxo em tom de ordem.Sua suposta missão é usar as runas élficas como desculpa para adentrar nesse local, me informar as posições que posso tomar e convencer a elfa que você está lá por Cirilla. Meus magos me informaram que as runas não podem ser tiradas da cidade antiga porque são protegidas por um feitiço, então, sem que a druida venha transportando-as com você, as runas serão destruídas assim que elas forem retiradas de lá, e somente um druida com conhecimento de magia antiga, em uma língua morta, pode faze-lo. Baixou as mãos e encarou o bruxo.Mas... Sua verdadeira missão é trazê-la até mim, bruxo. Seu nome é Hakkai. Essa druida possui conhecimentos curandeiros de extrema importância para meu exército, você ainda ganha as runas élficas para acelerar o seu lento e confuso trabalho que você está transformando em achar minha filha. Quero fazer uma proposta de ficar ao meu lado nessa guerra. Eu lhe pagarei o quanto for necessário para que nunca mais fique com merda atolado até o pescoço ao matar monstros e aceitar contratos porque simplesmente não tem aonde cair morto. E isso não é um pedido. Esta audiência está encerrada. Mererid! O camareiro entrou no salão, reverenciou-o e voltou a sua postura impecável. Assim que ele começou a guiar o Witcher para fora de seu salão, Emhyr voltou a se pronunciar.Eu espero que toda a sua fama não seja apenas exageros de uns poucos camponeses, bruxo. Não me desaponte.


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Re: ────⊰☫ Strait towards wild hunt.

Mensagem por Geralt of Rivia em Dom 08 Out 2017, 12:50

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Geralt olhava de relance para Mererid, já sabendo que seria repreendido de novo. Desde aquela primeira audiência, quando descobriu que Yennefer estava trabalhando para Emhyr, o camareiro já se aborrecia com seu comportamento, mas o Imperador já estava acostumado e ainda assim, o bruxo percebeu a reprovação do camareiro. O quadro também atraia o olhar dele, carregado de lembranças da pequena Cirilla, o que remetia uma sensação de nostalgia pelos velhos tempos e saudade.
Apesar de saber que Ciri nunca foi sua filha biológica, mas sim de Emhyr, aos olhos do witcher, ela sempre foi uma filha. Imaginava o quanto ela estava crescida e ansiava pelo momento em que a encontraria. O tempo passava e mais uma vez ele estava desviado de seu objetivo. Por sorte, de qualquer modo estava de mãos atadas, porque dependia de informações de Yennefer sobre as ocorrências mágicas das Ilhas de Skellige, por onde ela suspeitava que Ciri poderia ter passado devido a alguns distúrbios de energia.
Ainda precisava esperar que a tripulação do Capitão Wolverstone esteja pronta para seguir até Skellige. Esperava terminar de fazer o que Emhyr queria nesse prazo, evitando assim mais atrasos em sua busca. Triss permanecia em Novigrad após seu pedido e como sempre, o aconselhava e ajudava, até mesmo em seu contrato com Radovid. O contexto em que se encontrava não era nem de longe um dos melhores que já esteve, especialmente sabendo que estava à serviço logo do Imperador Nilfgaardiano. A expressão de sua face que mantinha um ar insolente de menosprezo pelo chamado, quando ele já tinha tantos assuntos a tratar antes de seguir para Skellige, pois a tripulação depois de preparada não esperaria muito tempo por ele.
Aqueles olhos amarelos fendidos seguiam os passos de Emhyr e os braços se cruzaram, ainda desinteressado no assunto, que a seu ver não lhe dizia respeito. Embora soubesse do poder do Imperador que expandia para o norte seus domínios, Geralt não se interessava por questões políticas, envolvendo-se nas questões de Estado de Novigrad apenas pelo risco que Radovid representava para Triss, Yen, Zoltan e outros. Não buscava grandes objetivos, nem se portava como um visionário e idealizador de uma sociedade ideal, apenas desejava que todos tivessem alguma segurança e liberdade de escolha. Não era ambicioso, nem mesmo o ouro tinha um peso tão grande dentro de seus valores pessoais, guardando consigo apenas o que realmente precisava.
Sua expressão mudou, demonstrando algum interesse, somente quando Emhyr mencionou o fato de haver uma druida na Floresta de Anar, onde muitos de seus soldados entraram e não mais retornaram. O canto esquerdo do lábio se arqueou formando um meio sorriso debochado, pelo fracasso as tropas Nilfgaardianas. Estranhava o fato de logo ele ter sido a opção para aquele contrato, pois embora houvesse alguma fama que o precedesse, ainda haviam outros witchers disponíveis por aí para invadir o território da druida e roubá-la se fosse o caso. Alguns até melhores do que ele, pertencentes à Escola do Gato, muito ágeis, ou da Serpente, muito furtivos. Porém, tudo começava a fazer mais sentido quando Emhyr mencionou a possibilidade daquelas runas conseguirem detectar pessoas desaparecidas.
── Ciri... ── murmurou em tom de voz praticamente inaudível, mais atento à explicação. Se aquela druida pudesse ajudá-lo a encontrar Ciri, deveria partir imediatamente.
Porém, Emhyr falou que essa seria apenas sua suposta missão, o que surpreendeu o bruxo, que o encarou com reprovação no olhar quando este mencionou que deveria atuar como informante e ainda deveria tentar levá-la até Emhyr, então retrucou, interrompendo o imperador.
── Pode esquecer. Eu não trabalho pra você. Irei por Ciri apenas. ── os lábios se retorceram em uma expressão de desprezo, afinal o que poderia ser mais importante do que encontrar Ciri? Pelo menos para o bruxo, nada. Geralt mal podia acreditar nas palavras do imperador, ele o conhecia bem o bastante para saber que não costumava aceitar tudo por dinheiro, o que o diferenciava dos mercenários em geral.  ── Não sou nenhum tipo de diplomata, então não espere que eu convença uma druida a abandonar suas obrigações para servi-lo. ── o desinteresse de Geralt nas questões políticas de Emhyr se refletiam em seu comportamento, dispensando qualquer regra de etiqueta, o que assustou o camareiro, que ao ser chamado, mantinha toda a cortesia de costume e se dirigia ao Witcher cochichando assim que chegaram à porta para sair. ── Mas o que o cavalheiro está fazendo? Ande, vamos! ── Geralt estava furioso. O que o imperador pensava que ele era para acreditar que poderia lhe dar ordens? Se retirou acompanhando Mererid, ouvindo as palavras de Emhyr quando já estavam no caminho. Emhyr não podia realmente acreditar que Geralt faria exatamente o que ele queria... mas também não o deixaria responder daquela forma se já não estivesse com algo em mente. Certamente, o imperador já previa a reação do bruxo, mas sempre um passo a frente, de alguma forma já sabia que Geralt não teria escolha. Isso o deixava ainda mais incomodado.
Geralt sequer olhava para o camareiro, perdido em seus próprios pensamentos, caminhando em passos apressados em direção ao aposento onde o Witcher fora preparado para a audiência.
── Minhas roupas. ── solicitou ao camareiro, mantendo o semblante fechado, pensando no que poderia ter deixado o imperador tão tranquilo com relação a essa missão ── O cavalheiro deveria ter mais cuidado quando se dirigir ao imperador. Em breve as terras do Norte também estarão sob seu domínio absoluto e o cavalheiro, caso se torne dispensável, pode não ter um destino aprazível. ── comentava o camareiro retirando as roupas que eram deixadas naquele momento por uma das servas do castelo. Com o olfato aguçado, não teve como não sentir o cheiro forte de lavanda em seu gibão quando o abriu jogando sobre a cama. ── Não se ensina truques novos a um lobo velho, Mererid... ── disse retirando o gibão fino de coloração escura e jogando-o também sobre a cama, a calça e as botas, para voltar a usar as próprias vestimentas, mantendo apenas a roupa de baixo de lã de arminho, muito mais confortável que a de carneiro que usava antes. ── Nenhum witcher tem um destino aprazível... ── disse com um olhar distante, com a única certeza que possuia em sua vida: de que morreria como todos os outros em combate, cedo ou tarde. Vestiu a calça em couro reforçado com grebas para proteger a parte inferior das pernas, calçou as botas reforçadas com algumas placas de aço em pontos específicos para maior proteção das pernas, em seguida a camisa de linho branca, para evitar a fricção da malha do gibão de placas confeccionado em couro  reforçado com malha de aço. Era composto por sequências de 6 por 1 para garantir sua maior proteção nos ombros e parte das costas, formando um espaldar nos ombros e placas de malha de aço 4 por 1 que lembravam formas de armaduras mais pesadas protegiam o peito, o abdomen e os flancos. O gibão de placas era muito mais leve e flexível que as armaduras de placas e muito mais resistentes que a cota de placas ou a sobrecota reforçada. O conjunto de armadura de coloração preta limitava menos os movimentos do witcher e eram muito mais confortáveis para ele por já estarem mais gastas, pois o couro já havia se adaptado ao corpo dele.
── Não precisa me escoltar até a saída. Conheço o caminho. Fique bem. ── disse o bruxo ao camareiro, colocando os cinturões que prendiam as espadas às costas justos ao peito, afivelou o cinto, que carregava alguns sacos de couro contendo algumas poções e equipamentos menores que ele prefere deixar de fácil acesso para consumo mesmo em situações de combate, sem a necessidade de recorrer aos equipamentos carregados no alforje de Roach.  
Sem esperar que o camareiro falasse qualquer coisa, Geralt apressou os passos firmes em direção ao estábulo, assoviando ainda há alguns metros de distância chamando sua montaria, que logo se aproximou, atendendo prontamente ao seu chamado. Apressado, o Witcher subia no dorso do animal e batia com os calcanhares nos flancos, fazendo Roach elevar os membros anteriores tomando impulso para iniciar a cavalgada, afastando-se do castelo, em direção ao vilarejo, onde Vesemir o aguardava.

Os cascos fincavam o solo úmido, e o som das passadas acompanhava o ritmo da respiração forte. O corpo do cavaleiro seguia esse mesmo ritmo, com o corpo inclinado para frente, até finalmente se aproximar da taverna e saltar do dorso do animal, que deixava livre para que se alimentasse e matasse a sede com outros cavalos. O brilho áureo dos olhos fendidos atraia os olhares de camponeses que encaravam o witcher, como em White Orchard, onde ele e Vesemir encontraram Yennefer e Geralt foi conduzindo à audiência onde fora informado sobre o retorno de Ciri. Naquela noite, uma briga terminou em um verdadeiro massacre e ele nunca mais foi bem vindo naquele vilarejo.
Fechou o semblante e com uma expressão hedionda no rosto, deslizou as pontas dos dedos da mão direita no cabo da espada ainda nas costas, deixando claro que não hesitaria em usá-la se necessário. Parecia ter funcionado, pelo menos para os homens ali fora, que permaneceram imóveis em seus devidos lugares encarando-o, enquanto este abria a porta da taverna e entrava, buscando com o olhar a presença de Vesemir.
Como de costume, o mais velho estava sentado bebendo e comendo. Geralt sequer tinha visto o que ainda, seguia até o balcão primeiro, pois também precisava se alimentar e beber. O taverneiro não parecia muito feliz com a presença de dois witchers em seu estabelecimento e parecia estar bem nervoso, então não deveriam demorar.
── Uma cerveja preta de Kaedwen, um pão e dois peixes assados.   ── pediu o bruxo para o taverneiro e se dirigiu à mesa onde Vesemir estava, sentando-se no banco de frente para ele, brincando.


── Ora, ora, Vesemir... nem me esperou para o jantar. Ahah.

── Pensei que no castelo estaria melhor alimentado, Lobo... mas vamos ao que interessa. O que o Imperador queria?
── Naquele castelo? Só se fosse com meus próprios olhos, Vesemir. Ahah. ──
riu Geralt, olhando em volta na taverna, antes de responder à pergunta do mais velho, atento às pessoas que também estavam lá dentro, por receio de estar sendo ouvido, logo reduzindo o tom de sua voz. ── Emhyr quer que eu finja para uma Aen Elle druida que protege as Florestas de Anar que estou em busca das runas élficas que estão na cidade destruída de Arlathan para localizar Ciri, mas com a real intenção de informar o exército nilfgaardiano a melhor estratégia para tomar a região e ainda levar a druida até o castelo, onde Emhyr espera convencê-la a se aliar a ele. Porém, minha intenção é apenas conseguir essa informação e ir embora. Não acho que a druida vá aceitar seguir comigo até o castelo e não pretendo me envolver em questões políticas de novo.  
── Arlathan? Ele disse o nome dessa druida?
── Disse sim. Hakkai. ── curioso com a pergunta, Geralt encarava Vesemir, acreditando que ele teria feito a pergunta pelo nome da druida por ter se lembrado de algo relacionado à região ou talvez a ela. ── Por que? O nome é familiar?




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Re: ────⊰☫ Strait towards wild hunt.

Mensagem por Hakkai em Seg 09 Out 2017, 00:37

Você irá. 一 Respondeu Emhyr pouco antes que o Witcher pudesse  fechar a porta atrás de si, na companhia de Mererid. Não era conhecido por misericórdia, tão pouco por seu humor implacável. O imperador era temido por sua personalidade e falta de piedade com traição, o impetuoso Emhyr parecia ter a guerra em suas mãos, mas isso dependeria do que seu cavalo faria na próxima jogada da partida. Guerra era como um jogo de Xadrez.


Mererid não pareceu se importar com o que o Witcher lhe proferiu. Manteve sua postura impecável para a continuação da conversa, até Geralt estar completamente vestido com seus habituais trajes bruxos. Brutos o suficiente para não terem sequer uma costura adequada, com linhos nobres e metro o suficiente para fazer com que o guerreiro mantivesse sua habitual postura. Assim que a silhueta masculina desapareceu de sua visão, a habitual voz impaciente do imperador cortou o silêncio, requisitando a presença de seu serviçal. E um homem como Emhyr não se deixa esperar…





Não muito longe dali, Vesemir já se alimentava o suficiente para manter-se enérgico para qualquer embate. Poderia ser um antigo bruxo, mas sua sabedoria e ensinamentos tradicionais, salvavam mais vidas de pessoas e bruxos do que a habitual espada. Ao avistar o Lobo, sentiu-se intrigado, mas ainda assim, relaxado. Não que Geralt fosse um alvo fácil, mas sabia que ao se tratar do imperador, ele não seria leviano em suas ações, ainda mais se elas envolvessem Ciri.

Percebeu que o olhar penetrante do taverneiro não poderia ser apenas impressão dele, já que o vira fazer a mesma coisa com Geralt. Balançou a cabeça negativamente e esperou o lobo sentar para dar sucessão aos fatos. Conversaram o suficiente até ouvir sobre Arlathan e a Aen Elle druida que estavam tentando fisgar. 

Vesemir suspirou profundamente, largou o que quer que estivesse comendo no momento e empurrou sua cerveja de lado. Suas mãos se enfiaram dentro do seu gibão até arrancar um amassado papel velho, manchado o suficiente para que o próprio olfato aguçado de bruxo pudesse dizer o quanto. 一 Não disse que não se envolvia mais em política? Hakkai, huh? Uma Aen Elle? 一 As mãos antigas desamassaram o papel até revelar o cartaz de procurado em recompensa pela druida. 一 Lobo… o terreno que você está pisando é movediço e instável. Se o imperador quer fisgar a Druida, há mais do que ele lhe contou nesse encontro. Hakkai não é apenas uma Aen Elle. Você sabe o quanto as forças de Nilfgaard são violentas quando querem algo… 一 Empurrou o papel na direção do Lobo Branco.

Hakkai é uma elfa antiga, se não de centenas de anos, mais antiga que nós o suficiente para lhe revelar até como a magia adentrou nesse mundo. 一 As palavras de Vesemir soaram com uma seriedade fora do normal. Sua expressão também era séria e carrancuda o suficiente para Geralt entender o quão instável e perigoso era se envolver com uma Aen Elle como a ruiva.



Sabe os sinais que aprendeu quando era um aprendiz de bruxo? Quando eu era um aprendiz de bruxo? Essa druida os criou e ensinou aos Witchers como utilizar. 一 Vesemir mudou a direção do olhar apenas para verificar se não estava sendo observado, tomou um gole de sua cerveja, parando de falar pois o Taverneiro se aproximou, levando o pedido solicitado pelo Witcher mais novo. Sua expressão era de total desgosto, e talvez achava que fazendo isso, os apressaria, mas Vesemir não parecia com pressa de terminar o atual assunto. 


A magia de um druida não é proveniente da mesma fonte que uma feiticeira, um mago ou uma bruxa, Lobo. Sua magia vem da natureza, sua fonte é praticamente inesgotável ao depender da força física de sua portadora. E se eu posso lhe dizer: A elfa não é uma Aen Elle qualquer. Talvez siga a mesma resistência de Caranthir. Seu exílio em determinadas terras não é penitência, é escolha. Aparentemente ela causou um grande estrago no passado pela falta de controle de seus poderes. 


Agora vinha a parte complicada de se explicar.  一 Eu a encontrei há muito tempo atrás, não imaginava nem em encontrá-lo, Lobo. Hakkai me ensinou a usar os sinais e a manipulá-los melhor do que outros bruxos. Me deu a permissão de passá-los adiante, mas minha conexão com os elementos não chega ao que ela é capaz de fazer. Há questões políticas nessa missão, rapaz. Mas há muito mais pessoais. 一 Vesemir estalou os lábios, fazendo um leve som de “Tsc”. Ajeitou-se na cadeira, encarando os olhos gatunos do homem à sua frente. 一 Devemos nos apressar e terminar essa conversa… Por Ciri, eu o aconselharia a procurá-la. Diga que me conhece, explique para ela a situação… se tiver oportunidade. Hakkai é temperamental, seu orgulho prevalece muitas vezes o seu bom senso e sua desconfiança é peculiar.


Um grupo de soldados adentrou na taverna, indo diretamente ao balcão tratar com o taverneiro, até encarar ambos “não-humanos” sentados conversando. 一 O respeito por esse lugar tem caído bastante, a guerra deve estar acabando com as economias. Aceitam até essas bizarrices por aqui agora. 一 Todos viraram para ambos os Witchers, encarando-os com cara de desgosto. 一 Mas não se preocupem, eles já estão de saida, não é? Estou falando com vocês. Os dois estão tirando meu apetite e me dando vontade de vomitar em cima das suas botas. 一 Vesemir encarou levemente por cima do ombro, virou-se para o bruxo e ergueu-se. 一 Hora de iniciar sua missão diplomática. 一 Zombou, visivelmente, do mais novo. 一 Eu voltarei para Kaer Morhen, você sabe onde me encontrar se voltar vivo. Siga para o Norte e não pare até adentrar na floresta. Ela não tem costume de considerar intrusos, então, tome cuidado da forma que vai entrar. 一 Encarou Geralt, esperando que ele entendesse o recado.



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Mensagem por Geralt of Rivia em Qua 11 Out 2017, 13:28

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Vesemir era como um pai para Geralt, então ele jamais ignorava qualquer conselho dele, afinal sua sabedoria muitas vezes se provou mais eficaz que a espada e a técnica de muitos witchers mais novos, como o próprio Geralt. Desse modo, sempre que possível, gostava de saber a opinião dele sobre suas missões, apesar de após tantos anos, a maioria delas já serem bem previsíveis, como o fato de não aprovar seu envolvimento com a política. Isso nunca agradou Vesemir, muito menos ele próprio, que se cansava de inúmeras vezes ser forçado a qualquer trabalho do gênero. Nesse caso, se tratando de uma forma de encontrar Ciri, ele sequer cogitava a chance de recusar e mesmo o mais velho não relutava.
Nenhum deles tinha a menor ideia de como ela estava, então cada segundo seria precioso para encontrá-la se estivesse mesmo em perigo como ele, Emhyr e Yennefer acreditavam. Assim, esperava que Vesemir oferecesse informações pertinentes que pudessem ajudar nessa missão, no entanto, ele não pareceu nem um pouco a favor da empreitada quando o nome da Aen Elle foi mencionado e isso sim surpreendeu o Geralt. Embora sua expressão fosse muito sutil para qualquer ser humano comum, Vesemir, que já o conhecera infante, percebia nitidamente as emoções mais sutis que as mutações camuflavam para os demais.
Permaneceu calado, atento a cada palavra, surpreso por Vesemir conhecer a referida elfa. Assim que ele lhe empurrou o cartaz sobre a mesa, o lobo lançou o olhar sobre ele, aprendendo-o na destra para observar melhor os detalhes que favorecessem seu reconhecimento. O olhar logo retornou para a face carrancuda de Vesemir, que o encarava com seriedade. Ele era sempre muito cauteloso e ríspido em seus ensinamentos, mas se tinha uma coisa que Geralt tinha certeza sobre seu mentor, era que ele não costumava exagerar, então sua expressão era um sinal claro de que era realmente arriscado se envolver.
── Hm. Entendo... ── murmurou pensando no que o mais velho acabava de falar sobre os sinais, se foram criações dela, então realmente aquela era uma druida muito antiga. Geralt tinha muitas dúvidas, mas sequer ousava questionar prontificando-se a ouvir o que Vesemir tinha a dizer, inclinando o corpo para se aproximar mais e poderem falar mais baixo, evitando assim que ouvidos curiosos os interceptassem. Conhecendo bem o imperador, não estranharia o fato de algum de seus espiões estar presente naquela taverna vigiando seus passos.
A cada palavra de seu velho mestre, mais estava certo do risco que envolvia aquela missão, mas a conversa logo foi interrompida pela chegada do taverneiro insatisfeito, que servia o pedido de Geralt. Assim que ele saiu, ainda imerso naquela conversa, o logo manteve o foco no mais velho, ignorando a expressão do taverneiro, enquanto começava a se alimentar. Ao ouvir Vesemir mencionar o nome de Caranthir, engoliu seco, como se forçasse a ingestão do alimento mais indigesto e seco de sua vida. No entanto isso nada tinha a ver com a comida, que pelo contrário estava saborosa, e sim com Caranthir... pressionou com alguma força os talheres, mas logo os deixou e deu um gole generoso na cerveja para ajudar a engolir. Ele o reconheceu quando esteve com a feiticeira Keira Metz nas ruínas élficas onde procuravam pistas sobre o paradeiro de Ciri ou do elfo que a loira afirmou que procurou pela garota. Naquela ocasião, Caranthir e Eredin saíram por um portal, deixando Nithral para lutar com os invasores, que foi abatido por ambos. Toda essa aventura quase custou caro demais para Keira, que teve muito de seu poder consumido pela magia de Caranthir, o que lhe rendeu muita consideração e gratidão por parte de Geralt.
Isso deixava claro que aquela druida certamente era muito mais perigosa do que Emhyr poderia ou gostaria de ter que lidar e concluiu que só por isso ele o convocou. De certo, o exército Nilfgaardiano já deveria ter invadido suas terras e tentado capturá-la sem sucesso e com grandes perdas inúmeras vezes, ou ele não tiraria Geralt do rastro de Ciri para procurá-la. Para ele, Geralt serviria bem como um último recurso, pois era também descartável, logo uma peça melhor para sacrificar do que seus valiosos cavaleiros negros e generais, afinal era apenas um witcher.
Sempre manipulado por um lado ou outro do tabuleiro, seja pelas feiticeiras pelos monarcas, ou militantes, Geralt nem sempre conseguia manter sua tão desejada neutralidade. E por fim, com a sugestão de Vesemir para que fosse até ela e se apresentasse em seu nome, concordou que seria a decisão mais sábia a se tomar. Diante dos riscos, o caminho da espada parecia ineficaz, então ele optaria pelo caminho da razão. Vezemir avisou que retornaria à Kaer Morhen, então Geralt assentiu com a cabeça e disse.
── Certo. Por Ciri, vale a pena tentar. Devo partir ainda essa noite. Obrigado, Vesemir... ── inclinou a cabeça em cumprimento, aguardando que ele se retirasse, mas permaneceria dentro daquela taverna apenas para finalizar sua refeição, afinal pagaria por ela. Apesar de ter evitado direcionar o olhar para os soldados que já entraram exaltados e acompanham Vesemir com os olhos até que ele se retirasse, logo o foco do grupo se dirigiu ao lobo solitário. Geralt ouviu os passos deles que se aproximavam com sua típica hostilidade aos "não-humanos", ou "mutantes", ou "aberrações", como também gostavam de se referir a eles. ── Parece que esse aqui é surdo! Seu velho entendeu o recado, se manda! ── disse um deles se aproximando por trás de Geralt, que continuava a se alimentar, sem intenção de se envolver em mais problemas, ainda mais depois do incidente recente em White Orchard ── Será que suas mutações não estriparam só suas emoções mas também suas bolas e a audição? ── provocou o soldado enquanto os demais se posicionavam em volta do bruxo, para impedir sua passagem, mas ele não respondeu, continuou em silêncio e uma vez finalizada a refeição, deixou os talheres e ergueu a caneca para beber em um único gole o restante da cerveja, mas o soldado acertou um tapa na mesma, arremessando-a até o chão e derramando todo o conteúdo ── Escuta aqui, seu verme! Desapareça da nossa cidade, antes que eu... ── as palavras foram interrompidas por um empurrão de Geralt, que se levantava e golpeava esse soldado mais próximo com um chute que o derrubava sobre uma das mesas, desferia um soco contra outro e empurrava um terceiro alertando em alto e bom tom ── Se quer mesmo saber, minhas bolas permanecem intactas, embora estéreis e minha audição é boa o suficiente para ouvir e prever cada movimento de vocês, ainda mais com essas armaduras pesadas. ── falava caminhando em direção ao balcão, retirando as moedas que jogava sobre o mesmo para pagar a refeição, enquanto os homens se recompunham e esperavam a ordem do líder deles para atacar. Furioso, ele se levantava, mas Geralt continuava a caminhar em direção à saída ── Mas você estava certo sobre minhas emoções, o que te torna um grande imbecil por me provocar, sabendo que não faço distinção de patentes ou seja lá o que for antes de matar. ── estava nitidamente furioso, os olhos amarelos brilhavam com uma intensidade feérica e a mão era colocada sobre a empunhadura da espada, pronto para retirá-la da bainha presa às costas, se necessário. Detestava ter que alimentar a própria má fama, mas odiava mais ainda ser abordado daquela forma por onde quer que passava, então a expressão de seu rosto era de um homem tão preparado para morrer quanto para matar. Com isso, os soldados recuaram. Estavam nervosos, mas também assustados e limitaram-se a xingamentos e ordens para que ele se retirasse e nunca mais voltasse, sem maiores proximidades.
Assim que saiu da taverna, assoviou para Roach e quando ela se aproximou, apoiou o pé no estribo e subiu na sela, se acomodando às pressas para se afastar dali o mais rápido o possível. Vesemir certamente já estaria na estrada, para o lado oposto, então Geralt seguia uma trilha solitária, com a luz da lua cheia iluminando seu caminho. Seus olhos estavam focados na estrada e sua montaria cavalgava com velocidade em direção aos Carvalhos Negros, que precisava atravessar para chegar à Floresta de Anar, onde estariam as ruínas da cidade élfica de Arlathan, onde encontraria a druida Hakkai, isso se ela não o encontrasse primeiro no processo.





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Re: ────⊰☫ Strait towards wild hunt.

Mensagem por Hakkai em Qui 12 Out 2017, 23:30

A briga naquela taverna era praticamente mais uma pedra no sapato de toda aquela guerra que emergia entre Teméria e Redânia. Os nervos estavam sempre aflorados e qualquer insulto levavam a atitudes como as que o grupo de soldados tivera. Ao se acharem os donos da verdade, acreditavam poder tirar farinha com qualquer um que adentrasse seu caminho.

Após a reação do bruxo que julgavam “bizarro”, uma “aberração”, ele os fizera lembrar que, como humanos, seu poder era praticamente nulo diante de um homem como aquele. Suas emoções tão friamente calculadas e dissolvidas pelos diversos testes que o fizeram passar. Com a saída do bruxo do estabelecimento, os soldados se recompuseram com lentidão, sendo auxiliados pelo taverneiro que estava mais preocupado com o futuro físico do seu estabelecimento, do que com a saúde e integridade dos que ali estavam.





O tilintar das armaduras era ouvida ao longe. No meio de toda aquela escuridão, mas uma patrulha de Nilfgaard fora mandada atrás de companheiros desaparecidos. A névoa dentro dos Carvalhos Negros era tão densa, que eles se amarraram com cordas na cintura, para que nenhum se perdesse do atual grupo ansioso e desesperado para enxergar um palmo a sua frente, nem que fosse através do próprio medo.


Furtivamente, por detrás dos arbustos e árvores acumuladas, estava um grupo de lobos que se movia de forma atípica. Os pés que carregavam uma silhueta humana pisavam na grama de forma praticamente inaudível, perto do barulho que as armaduras dos soldados emitiam. Hakkai agia como praticamente uma selvagem, era do tipo que gostava de gostava de testar seu oponente até entender seu plano ou ver até onde ele gostaria de chegar. 


Um passo em falso a fez quebrar um galho seco a poucos metros de seu pé e antes que pudesse reagir, uma besta já estava apontada para o local. 一 Sontar. 一 Proferiu de forma calma, controlada, enquanto jogou seu corpo para o lado. Um lobo de tamanho contestável para ser aparentemente normal, saiu de dentro do arbusto, mirando nos olhos do Nilfgaardiano que estava localizado na esquerda, chamando atenção de seu companheiro arqueiro. Próximo a mão da ruiva, uma luminosidade avermelhada apareceu. Algumas faíscas foram o suficiente para que as vestes em puro tecido começassem a chamuscar e logo virar fogo, tomando o corpo do Nilfgaardiano que lhe apontava a besta. O terceiro viera pela direita também, com a espada empunhada, mas os olhos gatunos se voltaram para ele pouco depois. Hakkai tocara o chão com extrema delicadeza, fazendo com que uma grossa raiz lhe puxasse pelo pé, para cima das árvores. Os gritos foram ouvidos durante alguns segundos. 


Os outros dois que sobraram, quando ela lhes mirou o olhar, tentaram sair correndo, pegaram suas adagas, cortaram as cordas da cintura e correram pelo lado contrário… estavam apenas adentrando ainda mais na floresta. A expressão da elfa era de pura indiferença. O lobo aproximou-se de sua “dona”, ganhando uma espécie de carinho quando ela havia se virado. 一 Obrigada pela ajuda. 一 Mas assim que sua voz cessara, ouviu o choro do lobo.


Encarou um virote preso à traseira no animal. Sua expressão mudou. O cenho franziu-se em tamanho desgosto e virou para a origem da agressão. O soldado mordido ainda estava vivo… Aproximou-se do animal e retirou o virote, chamuscando-o entre os dedos. As passadas foram audíveis o suficiente para que Hakkai se aproximasse com ódio. Materializou seu cajado de forma hábil e todo o barulho da floresta cessou, quando ela sentiu outra energia adentrar no local. Virou sua cabeça na direção de onde sentiu. Baixou a arma e a fez desaparecer de novo. Encarou o soldado com uma expressão de nojo. 一 Sontar… Comida. 一 Virou de costas, deixando os gritos do soldado desaparecerem no esquecimento.

A corrida de Hakkai era inaudível, sabia se mover como uma selvagem na floresta. Repentinamente, o duplo barulho de seus pés tocando o chão se tornou dobrado, com pesadas passadas. A explicação só poderia ser de um animal pesado e grande o suficiente para produzir aquilo. Um rugido animalesco cortou o silêncio da extensa floresta, ecoando ao longe.

A ruiva não demorou muito tempo para chegar na origem dos passos. Ainda se movia de forma furtiva. Hakkai franziu o cenho e semicerrou os olhos, encarando a silhueta masculina que adentrava em solo élfico. Sua memória não lhe falhava com frequência, sabia que já tinha ouvido as histórias sobre um bruxo de cabelo branco, mas será que era ele?

O silêncio era agoniante. Um grupo de corvos bicava interessadamente uma pele chamuscada, preso a um capacete nilfgaardiano que estava no chão, próximo a um corpo sem a cabeça, igualmente chamuscado. Com sucesso, arrancaram parte de sua comida que foi disputada por mais dois corvos, antes da presença de Geralt assustá-los e saírem voando enquanto corvejavam em protesto. Novamente o silêncio havia reinado.

Um lampejo de lembranças invadiu a mente da ruiva quando ela viu o bruxo de frente. Jamais esqueceria a história que havia escutado sobre a cricatriz que lhe atravessava os olhos.
Huhuhu… 一 Uma risada cortou o silêncio, ecoando. Ela parecia vir de lugar nenhum, e de algum lugar. Longe o suficiente e logo, atrás de sua própria orelha. Era como se Hakkai estivesse em todos os lugares, e em nenhum lugar. O barulho repentino de um grupo de pássaros ecoou na direção do Lobo, investindo contra ele de forma agressiva. 一 O Carniceiro de Blaviken… 一 A voz feminina soou novamente, da mesma forma que a primeira vez, logo sendo dominada pelo silêncio.

Assim como o grupo de pássaros, uma coruja avermelhada investiu, saindo das árvores, contra as espadas de Geralt. Utilizou as grossas unhas para agarrar a cinta das espadas e arrebentá-las com o próprio bico, somente para manter o homem ocupado. Assim que conseguiu fazê-lo, algumas grossas raízes brotaram do chão, envolvendo a perna do Witcher fortemente, de forma hábil.


Os barulhos de ossos quebrando e os estalidos de regeneração foram altamente audíveis, quando a coruja mutou no corpo feminino, alvo e magricela da Aen Elle. Hakkai apoiou uma das mãos no chão, caindo com os pés de forma acrobata, mantendo o equilíbrio. Ficou de pé, voltando-se para a silhueta masculina. De Coruja à mulher. Seus traços eram finos, delicados, típicos de sua raça. Suas orelhas tinham o tamanho maior que os de costume, os olhos eram esverdeados, gatunos como os de Geralt, mas sem o mesmo brilho na escuridão.

Suas pernas estavam cobertos por um trançado couro, os pés estavam descalços e o tronco ornado com o mesmo couro das pernas, porém, enfeitado com diversas origens diferentes de plantas. O cabelo ruivo lhe alcançava os quadris; sua postura era de uma orgulhosa Aen Elle, típico de sua origem. Pairou perante o Witcher, encarando-o de forma desdenhosa. 一 Você não é bem vindo, Gwynbleidd... E nenhuma das suas alcunhas também.










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Re: ────⊰☫ Strait towards wild hunt.

Mensagem por Geralt of Rivia em Sab 14 Out 2017, 08:07

── The Witcher ──
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Aquela cavalgada durou atravessou a noite, numa tentativa de adiantar a viagem. Geralt observou o manto negro do céu se dissipar aos primeiros raios de sol, que anunciavam o romper da aurora. Roach estava cansada, apesar das pausas que muitas vezes eram necessárias para não esgotar a montaria, nos últimos dias ambos não tiveram muito tempo para repousar, então ela precisaria se liberada para descanso e alimentação em breve. Água era sempre servida em abundância quando passavam por algum riacho pelo caminho, onde ele também se reabastecia e enchia seus cantis. Aproveitava para descansar um pouco o corpo, se alimentar a logo seguiam de novo, garantindo que chegassem consideravelmente rápido à floresta. Roach ficou agitada, não parecia desejar entrar, então Geralt acreditou que talvez fosse melhor mesmo deixá-la livre e seguir sozinho. Então desceu de seu dorso e retirou a sela e os alforges para que ela ficasse mais à vontade, deixando seus pertences na entrada  da floresta, ocultas na fenda de uma formação rochosa que cobriu com a vegetação local para ocultar. Rocha já tinha experiência suficiente para saber retornar quando fosse solicitado, então ele seguiu sozinho e logo que seus pés avançaram para dentro da floresta.
O silêncio sepulcral daquela manhã era rompido apenas pelos passos de Geralt e do ressoar de seu medalhão, que tinha forma de uma cabeça de lobo de olhos vermelhos, o que indicava a presença de magia e estava cada vez mais perto... cada passo era medido para fazer o menor ruído possível sobre a vegetação ressequida que cobria o chão úmido. Com seus sentidos aguçados pelas mutações provocadas em seu corpo ainda na infância, não tinha dificuldades para enxergar na escuridão com a ausência de tochas ou velas e ouvia com clareza até o ruídos mais sutis, como as batidas de seu próprio coração, ou os mais sutis sons acelerados de movimento, percebidos em conjunto à visão de bruxo, pela ondulação formada no ar, denunciando a aproximação de um adversário. Seria a druida?
Até mesmo sua respiração era controlada para minimizar os sinais de sua posição, embora à essa altura, Geralt já tivesse certeza de que aquela Aen Elle já estaria à sua espreita, imperceptível, aguardando o melhor momento para atacar. A mortalha silenciosa dominou o ambiente mais uma vez e nem mesmo o vento sibilava. O witcher permanecia atento a qualquer movimentação, dessa vez ciente de que o caminho da espada não seria o melhor, não empunhou nenhuma das duas, mas manteve a mão sobre a empunhadura, até que finalmente o silêncio foi quebrado mais uma vez. Por mais que seus reflexos fossem rápidos, os dela eram muito mais, então o caçador permaneceu imóvel, buscando a origem daquela voz que parecia ecoar por todos os lados, como se originada entre as folhas das árvores. Surpreendeu-se com a revoada dos pássaros em sua direção e ergueu os braços para proteger a cabeça. Arregalou os olhos ao ouví-la se referir a ele como O Carniceiro de Blaviken. Infelizmente ela já o conhecia e não era por uma de suas melhores alcunhas...
Logo surgiu uma coruja vermelha e ele mais uma vez se preocupou apenas em proteger a região da cabeça, permitindo que a cinta das espadas fosse cortada. Mas antes que elas caíssem no chão, ele as segurou com uma das mãos e sentiu as pernas sendo envoltas pelas grossas raízes das árvores que erguiam-se rompendo o solo. Instintivamente, tirou a espada de ferro da bainha, deixando a de prata e o equipamento cairem, mas as raízes pressionaram as pernas com tamanha força que seus ossos pareciam prestes a se partir provocando. Naquela situação de total impotência, tentou voltar para o caminho da razão e soltou a espada. Tensionou toda a musculatura de seu corpo tentando manter o controle sobre si, liberando em catarse as emoções que poderiam estripar sua sanidade para a musculatura e os órgãos. Por fim, ela finalmente revelou sua verdadeira forma ao som perturbador dos ossos se quebrando e se realocando para dar forma a uma silhueta feminina muito esguia e leve.
Os cabelos caíam sobre as costas como um manto vermelho encantador, os traços delicados e os olhos esverdeados, fendidos como os dele, que era um verdadeiro oposto. Os traços grosseiros do rosto marcado pelo tempo e cicatrizes de batalhas antigas e recentes. Barba à fazer, cabelos cabelos sobre os ombros, com as laterais presas para trás evitando que caíssem sobre os olhos e uma expressão de ferocidade no olhar. Era um lobo e estava acoado. A densa musculatura que recobria-lhe os ossos lhe conferiam um corpo largo, troncudo, como um lobo que aumentava seu tamanho ao eriçar a pelagem das costas, mas logo ele começava a reduzir a tensão sobre os músculos, buscando o caminho da razão, no qual nunca fora o maior entusiasta, mas que seria o mais adequado à situação.
── Você deve ser Hakkai... ── disse retirando a tensão das mãos, que erguia mostrando a ela que estava desarmado ── Vesemir me enviou até aqui para encontrá-la... ── ciente do conflito dos nilfgaardianos com a bela donzela da floresta, não ousaria mencionar o nome do imperador, apenas de seu mestre ── Não sou uma ameaça... ── de fato não era, não depois do que Vesemir lhe disse, o que fazia parecer ridícula essa colocação expressa pelo nervosismo momentâneo, respeirou fundo, reduzindo seu ritmo cardíaco e respiratório para reaver o controle ── Receio que saiba sobre uma garota de cabelos brancos e olhos esmeralda... Cirilla... ela é... ── quase mencionou o fato dela ser sua filha adotiva, mas interrompeu a frase e foi direto ao ponto ── Vesemir acredita que você é capaz de localizá-la...  ── infelizmente Geralt não dispunha de nenhum tipo de talento diplomático para aquele tipo de missão, mas era por Ciri, então se esforçava para tentar parecer o mais civilizado o possível à despeito de suas alcunhas indicarem o oposto.




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Re: ────⊰☫ Strait towards wild hunt.

Mensagem por Hakkai em Dom 15 Out 2017, 23:26

A druida ficara atenta a cada movimento do bruxo, esperando qualquer coisa que indicasse uma aproximação ofensiva. Se qualquer movimentação brusca fosse vista, ela não pensaria duas vezes em travar uma batalha com o vatt’ghern para proteger aquilo que levou tanto tempo para construir. Com um guerreiro do patamar de Geralt, teria dificuldades para sair ilesa… Sabia de sua fama e não faria pouco caso dela, apesar de poucas histórias a surpreenderem, quando ouviu as de Gwynbleidd, sentiu-se levemente confrontada a testá-lo e a conhecer.

Observava a movimentação das mãos, lentamente, revelando sua sutil vulnerabilidade, mesmo carregando duas espadas por conta de seu ofício. A orgulhosa expressão ainda estava presente, acompanhando tudo desconfiadamente, como se qualquer movimento pudesse desencadear uma bola de neve, uma bomba prestes a dissipar tudo de si.

Já estava virando-lhe as costas para partir quando escutou a voz do bruxo. Encarou-o por cima do ombro quando ele lhe falou o nome. Então não era um visitante aleatório. Geralt a procurava… Isso era incomum. Normalmente as pessoas apenas a encaravam como forma de provar a morte ou a vida… E depois cantá-la para as outras pessoas.

O cenho estava franzido, demonstrando uma expressão de desconfiança e agressividade. Quando o nome de Vesemir fora pronunciado, o corpo virou-se de lado, impaciente ao levemente estalar a língua nos dentes, emitindo um som parecido com um rosnado pela garganta, de forma contrariada desviou os olhos momentaneamente e logo voltou-os para o rosto da silhueta masculina. Continuou encarando-o com aquela expressão de desconfiança excessiva.

Enquanto o bruxo tentava demonstrar toda a sua civilidade, Hakkai há muito havia perdido a sua. Toda a etiqueta e conhecimento desnecessário foi esquecido. Não vivia em sociedade, não precisava tê-lo.

Os passos dados na direção do bruxo foram decididos, aproximou-se de forma rápida, como as Dríades de Eithné. Assim que ficou cara a cara com o Lobo, sua mão esquerda fora em busca das madeixas brancas, envolvendo-lhe os dedos nos cabelos longos, sem qualquer cuidado, puxou-os para trás de forma indelicada, fazendo-o arquear a cabeça, mantendo-a para cima. O nariz aproximou-se do pescoço e como forma de protesto depois de inspirar, expirou fortemente, expulsando o ar das narinas, como se algum cheiro não lhe agradasse. Você cheira a carniça e sangue. O mesmo cheiro de Vesemir. 一 Expirou fortemente novamente, soltando-lhe os cabelos de forma rápida, como se Geralt pudesse boteá-la a qualquer momento.

Afastou-se mais alguns passos, imersa em seus pensamentos. 一 Zirael, a criança do sangue ancestral. 一 Proferiu, voltando a cabeça logo depois na direção do homem. 一 Seus transportes temporais sempre acabam afetando a mágica próxima, independente de onde ela vá aparecer. 一 Encarou Geralt, franzindo o cenho novamente. Sempre mantinha aquela orgulhosa postura. 一 O que ela é para você? Se arriscar a vir aqui, porquê? Posso ouvir seu coração palpitar cada vez mais rápido… Esseáth en wedd, vatt’ghern!¹ 一 Disse de forma ríspida, aproximando-se novamente. 一 Você não consegue nem assumir para mim o que ela é para você. Esseáth tearth!²

Hakkai se afastou, movendo as mãos no ar, fazendo com que as raízes que prenderam Geralt se retraíssem ao chão de novo. Pairou pouco antes de continuar sua caminhada, encarando-o de forma distante. Pensava na ajuda que Vesemir havia lhe dado… Mas ela já havia pago sua dívida. Geralt precisava mais do que aquilo para que ela pudesse ajudá-lo. Precisava saber a fundo qual a relação dele com Ciri, afinal, não iria colocá-la em perigo. E também não ajudaria qualquer pessoa. 一 Você não é merecedor. Não posso ajudá-lo. 一 Virou-se de costas, pronta para andar novamente.

Um tremor fizera somente o solo abaixo dos pés de Hakkai tremular, sendo sentida ao redor também. Perguntava-se caso o bruxo também o havia sentido. Rosnou levemente com a garganta, em protesto. Provavelmente seria difícil explicar aquilo para ele. Hakkai aproximou-se novamente, mas seu foco não era o Witcher. Um assovio com seus lábios e poucos segundos depois, a montaria do Lobo apareceu caminhando de forma contida. Os olhos da druida brilharam de forma rápida, quase cristalizados e Roach parou perante ambos. Segurou-lhe a guia e ofereceu ao homem. 一 Jamais se deixa um companheiro para trás. Jamais. 一 Entregou-lhe a mesma e caminhou na frente. 一 Siga-me. Parece que preciso retribuir um favor de ao menos escutá-lo.



¹ Você é uma criança, bruxo!

² Você tem medo!








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Re: ────⊰☫ Strait towards wild hunt.

Mensagem por Geralt of Rivia em Seg 06 Nov 2017, 17:20

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Aparentemente, ambos esperavam por uma reação hostil do outro, então cada movimento era medido e estudado. Os áureos olhos fendidos permaneciam fixos aos dela, como buscassem neles a previsão de suas próximas ações, mesmo quando as próprias demonstravam praticamente uma rendição. Levou à sério os conselhos de Vesemir e não travaria uma batalha sem sentido. Notou em sua expressão o orgulho típico dos Aen Alle, mais um motivo para ter cautela e não abordá-la de uma forma que lhe parecesse desafiadora. Era desconfiada e em seus olhos havia uma agressividade que ele sabia ser destruidora. Ao terminar de falar, observou atento os passos firmes em sua direção com o rosto próximo ao dela, chegou a sentir sua respiração, mas logo teve a  cabeça puxada para trás com uma selvageria que quase o levou a tentar empunhar sua espada para se defender. Não o fez. Se conteve, a seguiu com o olhar e sentiu a proximidade com o pescoço, o que provocou um certo grau de excitação. Sua libido algumas vezes surgia nos momentos mais inconvenientes, mas por sorte, sua expressão nada transparecia. Ouviu a comparação com seu mestre e logo ela se afastou, os movimentos de Geralt eram mínimos, apenas manteve o olhar na direção dela, seguindo cada um de seus passos. Pelo visto ela também sabia sobre Ciri... talvez soubesse mais do que ele mesmo, especialmente com relação aos seus transportes temporais. Magia nunca foi seu ponto mais forte...
Logo o tom de voz se tornou ríspido e Geralt permaneceu em silêncio, ainda olhando para a druida. Sim, tinha um medo latente de que algo tivesse acontecido com Ciri, de que ele não a alcançasse a tempo... de que o pior pudesse acontecer... Poucas coisas eram capazes de provocar-lhe essa sensação tão incomôda, capaz de acelerar sua frequência cardíaca, Ciri era uma delas... Zirael, a criança de sangue ancestral, para ele era simplesmente sua filha e a razão de sua atual preocupação. Estava disposto a tudo para encontrá-la e sentiu um imenso peso nos ombros ao ouví-la proferir sua sentença. Sem a ajuda da druida, a viagem fora em vão e mais uma vez, ele teria que aguentar o falatório do imperador sobre sua falha. Talvez até de Yennefer dessa vez, por não ter compartilhado com ela tão valiosa informação. Jamais o faria, afinal a feiticeira não costumava se dispor muito a um diálogo, mas a jogos de manipulação, chantagem e ameaças que ele reprovava, especialmente em se tratando de uma situação como aquela.
Mesmo com as raízes se retraindo até o chão e o afastamento da ruiva, Geralt permaneceu imóvel e seu olhar foi de encontro ao chão, coberto pelas folhas secas que caíram das árvores. Tinha receio do perigo que aquela Aen Elle podia representar... não confiava em raça e naquele momento se recordava de Avallac'h , um Aen Saevherne que demonstrou interesse demais em Ciri e em seu sangue ancestral, o que poderia garantir que aquela Aen Elle, provavelmente mais antiga que o próprio não tenha o mesmo interesse?
O questionamento o deixou apreensivo, pois na intenção de ajudar, era perigoso colocar a Leoazinha de Cintra em uma armadilha. Sem saber nada sobre seu paradeiro ou os perigos que ela tem enfrentado, Geralt temia pelo pior e perdia-se em seus próprios pensamentos, até sentir o tremor sob seus pés. Estava desarmado, então inclinou o corpo para frente e apanhou as espadas, que voltavam para a bainha e em seguida para suas costas. Ouviu o rosnado sutil proveniente da garganta da elfa e em seguida o assovio, que chamava Roach ao encontro deles.
A bela égua zerrikana parecia tranquila na presença da druida, o que causava certo estranhamento. Ouviu a represália, mas novamente permaneceu em silêncio, apenas recebendo as rédeas. Se preparava para partir também, mas ouviu o que mais soava como uma ordem do que como um convite e se prontificou a seguir seus passos. Roach comumente ficava nas proximidades da floresta enquanto ele caçava, para que não fosse exposta ao risco de um combate, por isso sempre era deixava à uma boa distância desse locais, mas o Witcher preferiu não retrucar. Pensava a todo momento nas palavras de Vesemir e se perguntava se realmente seria seguro expor o que acontecia à Hakkai.
Criaturas de tamanho poder não costumam fazer nada que não lhes interessem de graça, então talvez fosse necessário ter algo a oferecer e tudo que ele tinha eram seus equipamentos, que de nada serviriam para uma Aen Elle e seus serviços. Estes sim, talvez possam consistir uma moeda de troca para a druida e estando o Lobo disposto a sacrificar qualquer coisa para encontrar Ciri, não haviam muitos limites para o preço de seu reencontro com a filha.
── Ciri é minha filha... ── disse finalmente, mas não muito alto, embora soubesse que Emhyr var Emreis era seu pai biológico, ele ainda assim a considerava como tal e a amava nessa proporção ── Ou o mais próximo que eu poderia ter nesse sentido. ── referia-se à esterilidade dos witchers, o limite do impossível, que era ultrapassado pela relação que fora desenvolvida com a garota. Era sincero em suas palavras, mas preferia não se aprofundar mais no assunto, pela dúvida que pairava em seu pensamento sobre essa ser mesmo a escolha correta. Ansiava por aquele reencontro, mas preferia que ele acontecesse com segurança, afinal não poderia arriscar a vida de Ciri.




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