FICHA - RPG HOGWARTS

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FICHA - RPG HOGWARTS

Mensagem por Vincent L. Dragunov em Seg 10 Jul 2017, 10:54

BACKUP DE FICHA DE AUROR - [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Ficha de Inscrição - Aurores:


Questionário OFF


Nome: Willian Verri
Idade: 28 anos
Formas de Contato: [E-mail/Skype/Facebook – Obrigatório]

  • E-mail: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] (esse é o que uso mais, porque fico logado no trabalho)
  • Skype: willverri
  • Facebook: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Tem outras contas? Quais? [Outras contas no RPG] Não, apenas essa.
Entra no RPG com que frequência? Como trabalho o dia todo e estudo à noite, não tenho um horário de acesso fixo, entro quando sobra um tempo, mais aos fins de semana. Justamente por ter pouco tempo e odiar fazer as coisas mal feitas, pretendo manter apenas esse perfil ativo, assim poderei me dedicar de verdade ao personagem.

01 – Qual é o seu objetivo em entrar para os Aurores? [Objetivo do Off]

Sempre preferi a linha investigativa e um pouco mais voltada para ação nos jogos de RPG, então pretendo explorar mais esse estilo de jogo com o personagem durante a trama principal e em secundárias. Não pretendo fazer um personagem convencional, nem faço o tipo de personagem “heroico”, sempre optando por um estilo mais “anti-herói”, então Vincent tem um senso de justiça próprio que não abre mão por nada, carregando em sua personalidade valores que norteiam cada um de seus passos, independente de quem estiver em sua companhia, mas também carrega um lado sombrio e decadente que pretendo detalhar em outra oportunidade. Já fui Auror em outros fóruns, que é o cargo que mais me identifico, então... pretendo inserir esse anti-herói nesse meio também, Eheh.

02 – Você sabe do que se trata os aurores do Ministério da Magia? Descreva.

Bom, pra mim, em resumo, o Ministério da Magia é a entidade governamental máxima do universo bruxo, com a função de manter as coisas em ordem, seja criando leis, tratados ou políticas públicas, seja garantindo o cumprimento dessas leis ou fiscalizando e punindo aqueles que perturbam a ordem. Diferente do nosso país, onde os Três Poderes são divididos, tenho a impressão de que o Ministério da Magia já inclui todos eles em um órgão só (Executivo, Legislativo e Judiciário), poderes estes exercidos por departamentos responsáveis por cada área de atuação desse ministério e dentro deles. Exercendo mais especificamente o Judiciário é que se inserem os Aurores, no encargo de garantir a segurança dos cidadãos de bem da sociedade bruxa, colocando em prática as leis e a moral.
Costumo pensar nos Aurores como uma força militar semelhante aos SPETSNAZ ou o MI5 e MI6 britânicos, desempenhando serviços diversos como espionagem, investigação, perseguições, prisões, etc. Embora saiba que também atuam em situações mais simples, costumo me inspirar muito nos SPETSNAZ com relação ao treinamento, habilidades e modus operandi, então meu personagem é mais voltado para esse tipo de missão mais "à campo". Contudo, sei que o trabalho dos Aurores inclui tudo relacionado à ação do Estado, atuando simultaneamente como A Espada da Justiça e a Balança, ponderando crimes e também resolvendo conflitos cíveis. Em fórum Real Life costumo ser um soldado SPETSNAZ, que se encaixa bem na descrição, principalmente com relação ao treinamento, que qualquer um sabe ser responsável pela criação de soldados que são verdadeiras máquinas de guerra. Penso no Vincent nesse estilo de soldado, porém com esse lado sombrio que será melhor descrito em outro momento.

03 – Tem alguma sugestão para o grupo? [Opcional]

Bom, eu sou novo por aqui, então não sei se já fazem isso, mas creio que uma coisa que seria bem interessante seria um sistema de Quests envolvendo pessoas que não se conhecem, para promover a atividade dos grupos e facilitar a integração dos novatos. Algumas Quests específicas voltadas pra esses grupos ou até algumas mais abrangentes, como eu vi em um outro fórum e achei bem divertido participar. Lá um ADM postou um tópico falando de uma Quest especial onde os interessados deveriam se inscrever, descreveu brevemente a trama dessa Quest, deu um prazo para as inscrições e quando elas foram concluídas, dividiu aleatoriamente a galera inscrita em duplas e trios, promovendo a interação entre a galera que não se conhecia. Esses subgrupos foram colocados em locais e situações distintas onde deveriam interagir entre si para sobreviver à situação. Foi uma das Quests mais interessantes que já participei, então deixo como sugestão, até porque, como novato, gostaria de ter uma chance de conhecer mais players. Como novato, sei o quanto é chato entrar em um fórum com as panelinhas todas formadas. É quase impossível conseguir um jogo ativo com o pessoal e sinceramente, se for pra ficar postando só turno solo, eu prefiro nem postar.

Questionário ON


01 – Qual é a posição a qual lhe interessa nos Aurores? O que lhe levou a desejar ocupar essa posição exatamente?

A posição que me interessa é de Auror Especializado em Criaturas das Trevas, pois tenho um apreço e empatia natural com criaturas não-humanas em geral, acredito que são muito mais genuínas que qualquer ser humano, cuja mentira e a falsidade parecem intrinsecamente atrelados à personalidade. Detentor de um espírito selvagem e sombrio, penso que posso explorar melhor minhas habilidades com as criaturas mágicas e das trevas do que em outras áreas, seja combatendo ou domando algumas delas quando possível, pois não há forma melhor de lidar com tais criaturas do que se colocando no lugar delas e compreendendo seus instintos. Além disso, minha sede por aventura me inclina a buscar novos desafios e acredito que o trabalho com as criaturas das trevas não tem como ser um tedioso, afinal cada uma delas é única e deve ser tratada como tal. [Off: Além disso, sempre fui Auror Combatente, quero tentar algo novo.]

02 – Estando por dentro das funções dessa posição, porque você acha que elas são importantes para os Aurores? Qual aplicação prática você enxerga para elas?

[Off: A descrição detalhada da especialidade em Criaturas das Trevas não consta no tópico de Funções dos Aurores, então fiz de acordo com o que achei que teria algum sentido para o personagem. Logo, não sei se estará correta minha descrição, só espero que alguma coisa esteja de acordo.]
A importância do cargo e de suas funções se dá pelos riscos representados por muitas dessas criaturas, o que torna necessário o sacrifício de alguns para que outros possam ter a paz de suas famílias preservadas, o que requer um treinamento árduo de atributos físicos, intelectuais e psíquicos. É completamente diferente a forma de lidar com um ser humano ou criatura mágica com a forma de lidar com uma criatura das trevas, pois somente reconhecendo e dominando a escuridão em nossas próprias almas podemos localizar, reconhecer e combater essas criaturas com maestria e poucos possuem essa característica, o que torna perigosa a interação com elas.
Além disso, quanto maior for a área de atuação dos Aurores, a segurança passa com eles (os Aurores de modo geral) a ser exercida pelo Estado, não pelo indivíduo, imaginem o caos que se instalaria se cada um pudesse fazer justiça com as próprias mãos, a Ordem ruiria e a Lei de Talião (“olho por olho e dente por dente”) reinaria. Uma vez atribuído o exercício da Justiça ao Estado, a população também permanece sob controle, sabendo que pode ser punida ao cometer algum crime, garantindo assim a estabilidade de uma sociedade dentro de limites de convivência adequados para a sobrevivência de todas as espécies que nele habitam, incluindo as criaturas.
Penso que uma especialidade como esta pode atuar tanto no combate ao contrabando de criaturas das trevas (como o cometido pelo próprio Hagrid com Aragog), quanto mantendo o controle sobre elas de modo a preservar a segurança da população. Algumas dessas criaturas são racionais como os próprios humanos (muitas delas até mais), então creio que também seja possível negociar com estas, mantendo a paz entre as espécies, como no caso dos centauros, por exemplo. Além disso, pode ser necessário eliminar algumas delas e a ideia de “caçar monstros” também me atrai muito [como fã do game The Witcher, adoraria poder fazer algo parecido, se possível], então tenho interesse em caçar, combater e punir as criaturas que não estiverem de acordo com os princípios básicos de convivência pacífica. O que penso demandar um especialista nelas tanto para rastrear, quanto para identificar, negociar, combater, ou até fugir e resgatar.
Aplicação prática eu vejo em várias áreas, desde as supracitadas anteriormente até algumas ligadas à preservação das espécies, pois acredito que muitas criaturas mágicas e das trevas devam ser protegidas e preservadas também, podendo ser ameaçadas tanto por outras criaturas, quanto pelos próprios seres humanos. Num ponto de vista mais militar, uma aplicação pode ser até na doma, controle e utilização dessas criaturas a favor da lei, como os temidos Dementadores, que atuavam em Azkaban até 1998, mantendo os prisioneiros trancados tanto fisicamente, quanto psicologicamente em suas celas pela depressão e loucura causada pelas criaturas. Sendo uma área muito específica e abrangente, é importante ter profissionais dedicados exclusivamente a essa função.

03 – Se você acabar sendo aceito, qual será o seu objetivo nesta posição exatamente?

Meu maior objetivo dentro da profissão é o exercício da justiça, tanto para humanos, quanto para criaturas. Pretendo então, cumprir com a devida dedicação, responsabilidade e eficácia as funções a mim atribuídas pelo cargo. Espero também, honrar a memória de minha falecida esposa, sempre buscando compreender as criaturas que ela tanto amava e protegia, evitando ao máximo um derramamento de sangue desnecessário. Com isso, acredito que posso mostrar a outros bruxos o que ela me mostrou: que é possível haver uma convivência pacífica com todos, desde que respeitadas as diferenças e limites de cada espécie.

04 – Você tem algum conhecimento básico sobre duelos e feitiços de cura? Cite 2 coisas de cada um dos mesmos, a qual seja de seu conhecimento, mas com as suas palavras.

[Off: Não posso dizer que conheça a todas as regras de duelo e nem feitiços, mas creio que saiba o básico, como o fato de cada player poder fazer apenas duas ações por postagem, que podem ser um ataque e uma defesa ou um ataque direto e outro indireto. Quando um adversário executa um feitiço de ataque, o player alvo só tem 3 minutos para se defender e caso isto não ocorra, ele é atingido pelo feitiço. Porém, se conseguir executar um contrafeitiço ou feitiço de defesa o ataque pode ser evitado, cancelado, etc, dependendo do efeito dessa defesa. E o principal, no meu ponto de vista, que é manter o bom senso dentro da interação, seja não atacando ninguém sem motivo ON, mas por questão OFF, seja respeitando a interação dos demais.]
Bem... sobre duelos o que posso dizer é que existem três tipos de duelos, sendo eles:
Consentido: que ocorre quando um bruxo desafia o outro para um duelo e este aceita.
Supervisionado: ocorre sob supervisão de um responsável pelo duelo, que pode ser um professor, administrador, ou alguém escolhido como juiz pelos duelistas. Prática comum nas aulas.
Conflituoso: este pode vir em decorrência de uma disputa real com perdas e ganhos reais. Pode ocorrer de surpresa, em uma emboscada, por exemplo, ou de forma anunciada. Nesse tipo de duelo o final costuma ser a morte, a rendição, a captura ou o nocaute de um dos duelista. Este é o mais comum na prática de um Auror.
Em um duelo é importante estar sempre preparado para contra-atacar ou se defender e utilizar o cenário como vantagem, seja para fuga ou para uma armadilha, pois muitas vezes a estratégia pode fazer toda a diferença.
É importante lembrar que não se deve utilizar as Maldições Imperdoáveis, afinal são proibidas e só podem ser utilizadas como último recurso.
Agora sobre os feitiços de cura, tem o Episkey, que é básico pra quem pretende entrar em um duelo (cura ferimentos simples), o Inner Curats para estancar hemorragias internas e o Curation Ardens para queimaduras de primeiro e segundo grau e aliviar as consequências destas, evitando sequelas, que são mais simples e bem rotineiros, até alguns mais específicos, como o Vulnera Sanentur, que  é usado para desfazer os efeitos do Sectumsempra, que não podem ser “curados” com outros feitiços de cura.

05 – Quais conhecimentos, áreas ou formações específicas, você acha que deve possuir para ocupar esta posição dentre os aurores? Explique o motivo. [Pergunta tanto ON quanto OFF]

Antes de mais nada, é importante conhecer o regimento legal vigente para uma atuação regulamentada, logo penso que faz-se necessário conhecer tanto as leis, quanto a forma como são aplicadas, o funcionamento dos tribunais, as penas, etc. Para ser um Auror é necessário possuir uma bagagem ampla de conhecimento, pois nunca se sabe quando podemos precisar de algum não diretamente relacionado, como o conhecimento de teoria musical para se aproximar de um alvo e conquistar sua confiança... sim, já precisei fazer isso antes... Além disso, o básico sobre as artes das trevas e suas defesas, sobre criaturas mágicas e das trevas, sobre a história geral, política, espionagem, camuflagem, feitiços, herborismo, primeiros-socorros, poções úteis, etc. Nesse caso, penso que todo conhecimento é bem-vindo e só tem a acrescentar, então não me limito e como curioso que sou, vivo a estudar, pois acho que tudo pode um dia ser importante em uma missão.

06 – Levando em consideração a sua história (trama) e personalidade, o que você acha que virá a atrapalhá-lo e ajudá-lo nesta posição em específico? Justifique.

Atrapalhar, certamente o meu passado... A dor de ter perdido tudo que tinha por uma vingança deixou marcas difíceis de superar, então vivo atualmente tentando recuperar minha família, ou o que sobrou dela... No entanto, não costumo deixar que questões pessoais atrapalhem o meu julgamento em trabalho, por ser muito focado no que faço, perfeccionista e disciplinado. Muito reservado, tenho uma certa dificuldade para puxar assunto com quem quer que seja, mas faço um bom papel de ouvinte, o que pode ser uma vantagem ou desvantagem dependendo da situação. Em disfarce, por exemplo, isso é ótimo para manter a o sigilo, quanto menos pessoas interagirem menor a chance de alguém descobrir, mas pode ser ruim quando há a necessidade dessa interação para conseguir alguma informação... por isso mesmo escolhi lidar com criaturas. Costumo preferir a companhia delas.
Depois de perder minha esposa, muita coisa perdeu o sentido pra mim, então hoje vivo em função do meu trabalho e da minha família, logo não há com o que se preocupar com relação a desvios de conduta, pois nunca tive o hábito de misturar o prazer ou os vícios ao trabalho. Não é fácil tirar meu foco das minhas obrigações, o que também vejo como uma vantagem, afinal me permite concluí-las com sucesso. Sendo muito reservado, costumo ser bom para manter segredos, atuando muitas vezes como ouvinte em algumas situações sociais que requerem uma escuta atenciosa e de confiança, então todo e qualquer segredo relacionado ao trabalho, sei que também serei capaz de guardar.
Como costumam dizer em minha Pátria-Mãe (Rússia), “um homem morto vale mais que um homem sem honra”, então como bom representante desta, preservo com afinco a minha honra e garanto que a minha palavra jamais é revogada, então não prometo o que posso não cumprir, logo, se me disponho a me dedicar a este cargo é porque hei de fazê-lo. Minha honra vem acima de minha própria vida e meu dever acima do meu estado de espírito.
Minha experiência de vida e a resiliência de sobreviver a um verdadeiro Inferno acredito serem fatores que possam contribuir em minhas funções, pois o mais profundo sofrimento ensina infinitas vezes mais que uma existência de veraneio no desenvolvimento de uma personalidade mais resistente à influência de fatores emocionais em missões tão arriscadas como as dos Aurores. Na ocupação que escolhi, creio que meu convívio e compreensão das criaturas em geral ajudarão no exercício de minha profissão, me permitindo escolher um plano de ação eficaz com a frieza lógica necessária.

07 – É hora da ação. Interprete o seu personagem dentro da seguinte cena de ação:
Para Peritos e Especialistas: De acordo com as funções da sua posição, você é incumbido de tratar de uma situação complicada sozinho, na qual você se vê obrigado a utilizar-se ao máximo de seus conhecimentos específicos de sua especialização ou perícia, unido aos conhecimentos comuns como Auror. Onde, ao final do problema, você se veja obrigado a enfrentar em um duelo um oponente bastante ardiloso. (Mínimo 350 palavras)


Última edição por Vincent L. Dragunov em Seg 10 Jul 2017, 11:36, editado 1 vez(es)
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Re: FICHA - RPG HOGWARTS

Mensagem por Vincent L. Dragunov em Seg 10 Jul 2017, 10:58


The Wrath with Dark Wings of Steel
There are many things given to us in this life for the wrong reasons.
What we do with such blessings, that is the true test of a man.


[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] ── Central Greece and Thessaly, Greece.
O aroma rude da floresta cumprimentava o forasteiro, cujos olhos se maravilhavam defrontados à luz do sol nascente que tecia mais dia de trabalho. A força ascencional da natureza parecia impregnar-se em sua pele, alimentando o espírito do caçador, que sobre os arabescos desenhados em solo e folhas caminhava. O clima era de 28º C, com umidade relativa de 21% e ventos de até 6 Km/h que juntos provocavam uma sensação térmica muito agradável. O forasteiro usava um traje militar tático completo para se misturar com mais facilidade com o ambiente, tentando minimizar também as chances de ser visto por criaturas mágicas capazes de desfazer feitiços ilusórios (vide [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], desconsiderando o armamento bélico). Assim que chegou, utilizou o feitiço Homenum Revelio, para verificar se estava mesmo sozinho. Todos estavam mais próximos dos limites da floresta, afastando os turistas, que nesse ponto serviram como uma excelente distração. Após o desaparecimento de uma caravana na qual três eram bruxos e cinco trouxas, grupos de busca estavam sendo convocados para adentrar a floresta, então todo o cuidado era pouco para garantir o sigilo de sua missão, então, no ponto exato onde foram encontrados dois corpos, utilizou o Repello Aparatio, para evitar o aparatar e desaparatar de outros bruxos e o Repello Mugletum para evitar que qualquer trouxa se aproxime e só então começou a investigar, buscando rastros do que possa ter sido responsável por essas mortes.
Tudo seguia de acordo com seu planejamento, porém Vincent se preocupava com a quantidade de não-bruxos que estavam envolvidos naquela missão, pois também era parte de seu trabalho manter aquelas pessoas em segurança, zelando pela manutenção do véu sobre a existência da magia. Precisava agir o mais rápido o possível para minimizar qualquer dano aos não-bruxos e também às criaturas, pois acreditava que elas deviam ser compreendidas antes de ser combatidas, confrontando-as apenas em casos mais extremos. Sua esposa, a quem chamava carinhosamente de Lea, era uma ativista na proteção das criaturas mágicas e com elas, Vincent pode sentir-se próximo a ela novamente, aliviando um pouco a dor da saudade que ainda o torturava mesmo após 10 anos de sua morte. Com ela aprendeu a não vê-las mais como ameaça, então tinha o objetivo de encontrar a criatura responsável e capturá-la para que possa viver em segurança e sem representar perigo a outras espécies.
Aquela região, pelo difícil acesso conferido pelo risco representado por sua formação íngreme e erosiva, não era muito visada pelos turistas, mas com o aumento da prática de trilhas e esportes mais radicais entre os jovens, a exploração da área começou a se intensificar mais e até bruxos em férias se interessavam. A fauna selvagem não parecia mais tão ameaçadora com os avanços da tecnologia e muitos acabavam se arriscando demais até o coração da floresta, onde as mais diversas criaturas ainda mantinham refúgio contra os avanços humanos. O Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas tinha algumas suspeitas de criaturas que habitavam a região, mas nada fora confirmado ainda. Os corpos eram de trouxas homens entre 20 - 25 anos de idade, ambos apresentavam múltiplas fraturas, cortes e escoriações aparentemente em decorrência de uma queda, o que não era raro acontecer naquela região. A mata fechada poderia ter provocado os cortes, bem como as rochas pontiagudas que compõe boa parte da montanha. Sem nada conclusivo, continuou investigando os corpos, sem tocá-los diretamente, mas sim usando um feitiço muito básico de movimentação chamado Mobiliarbus para mover os bolsos, mãos, mochilas, etc. Abaixo de um dos corpos havia uma pena de coloração escura manchada com o sangue da vítima, o que atraiu a atenção do bruxo que pegou a pena, percebendo que seu tamanho era muito superior a qualquer ave existente na região.
Em volta dos corpos não haviam marcas de luta, os danos sutis à vegetação se davam pela queda dos dois e nenhuma presença humana foi detectada nas proximidades, mas ainda assim Vincent utilizou o Desilusionar a cada 3 minutos para garantir que nada fosse capaz de vê-lo, inclusive a criatura que procurava. A estrutura rochosa estava manchada de sangue em alguns pontos de maior impacto, o que sugeria que os corpos se chocaram contra ela invés de descerem rentes a ela. Vincent seguiu o rastro de sangue utilizando o Mobilicorpus para flutuar um pouco acima do solo, evitando deixar qualquer evidência física de sua presença no local e começou a subir a trilha íngreme que subia a montanha, atento às marcas que via na formação rochosa, enquanto criava em sua mente as cenas que poderiam tê-las provocado, falando em pensamento:
"Eles provavelmente estavam lá em cima, a criatura os deve ter carregado de alguma forma e arremessado contra essa parte da montanha, onde o impacto parece ter acontecido primeiro... depois os vários choques contra as pedras irregulares fizeram o restante do estrago... talvez algum animal voador esteja vivendo no alto da montanha... talvez um grifo, hipogrifo, cavalo alado..."
Sempre com cautela, Vincent continuou subindo e quanto mais se aproximava do ponto mais alto da montanha, mais sentia o cheiro fétido de carne em decomposição, o que sugeria tratar-se de um animal carnívoro. Pela intensidade, algo grande jazia mais acima, o que já eliminava boa parte das possibilidades e quando finalmente conseguiu chegar até o ponto mais alto, confirmou sua suspeita: era um grifo... e dos grandes, mas estava morto em seu próprio ninho. O auror estranhou muito aquela situação e foi examinar a criatura que ao que tudo indicava fora abatida enquanto dormia.
── Hm. Estranho... os sentidos desses animais são extremamente aguçados, como este não percebeu o perigo? Estaria sedado, talvez?  ── examinou as penas, o bico, as garra e não havia nenhum sinal de luta, mas encontrou restos de um cervo muito comum na região que pode ter sido usado como isca para que o animal ingerisse uma poção de efeito sonífero. Examinando mais detalhadamente a conformação, as cores e musculatura, percebeu se tratar de uma fêmea... a maior que já tinha visto. ── Você deve ter começado a acordar enquanto tentavam roubar seus ovos... por isso te mataram... o macho deve estar enfurecido e por isso começou a atacar os turistas... ── apesar de selvagens e costumarem se alimentar de carne crua, os grifos não costumavam caçar humanos, a menos quando provocados e esse grifo em questão teve os ovos roubados e a companheira abatida, então seria impossível se aproximar de forma pacífica, Vincent precisaria derrotar o animal e aprisioná-lo, para então levá-lo ao Departamento.
Subitamente um grito feminino ecoou pela floresta, certamente se tratava de uma outra vítima do grifo, talvez até mesmo os ladrões dos ovos, que ele certamente estaria a caçar. Então, o auror utilizou o feitiço Portus para abrir um portal para a sala de necrópsia do departamento, para análises mais detalhadas do espécime e das causas de sua morte, bem como para desaparecer com o corpo dali e com o Reparo Totalus restaurou o ambiente à sua forma original para apagar qualquer rastro das criaturas. Só então desaparatou para aparatar próximo ao som dos gritos. Deparou-se com um exemplar macho virando-se no ar para mergulhar novamente em um rasante para pegar a mulher que corria pela floresta. Esse era o grifo mais robusto que Vincent já havia visto, mas mal houve tempo para admirá-lo, precisou agir. Segundos antes da criatura conseguir atingir a mulher, Vincent usou o feitiço Ignotus Gaubracianus em sua forma não-verbal para criar uma chama densa o suficiente para afugentar o grifo, que foi então obrigado a mudar sua rota.
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Logo em seguida, lançou no solo próximo à mulher, o Hypnus, para induzi-la ao sono, impedindo assim que fugisse dali sem machucá-la. A criatura fez a volta e emitindo um som ameaçador, avançou contra o bruxo, rasgando os céus como uma lâmina de aço, ele por sua vez, utilizou Carpe Retractum em uma árvore, para ser puxado o suficiente para desviar das garras e bico da criatura, para em seguida utilizar Dormentia em direção à base das asas do grifo, para impedi-lo de fugir ou atacá-lo da mesma forma, neutralizando assim, as vantagens do voo. O grifo ficou confuso ao sentir que suas asas estavam dormentes, mas mesmo assim voltou o olhar carregado de fúria para o auror e avançou contra ele saltando em sua direção com o bico semiaberto, mais uma vez emitindo um som ameaçador. Vincent então utilizou Impedimenta para criar uma barreira invisível em sua frente, com a qual o grifo se chocou, sendo então repelido para trás. Atordoado ele recuou alguns passos, mas antes que Vincent pudesse usar qualquer outro feitiço, o animal foi atingido por dois Bombarda Maxima, um de cada lado.
Os outros dois bruxos responsáveis pelo roubo dos ovos se aproximaram da bruxa caída e atacaram o animal, que ficava bastante ferido e atordoado. O auror então utilizou o Expelliarmus, desarmando um dos bruxos, que corria para procurar a varinha na vegetação densa da floresta, mas o outro se defendeu com Protego Maxima, estando assim protegido contra outros feitiços, lançava o Sectumsempra, que Vincent rebatia com Reflectus Imprecatio de modo não verbal e contra-atacava com Expelliarmus, para impossibilitá-lo de voltar a lutar, descontando assim o que fizeram com o grifo, que logo retomava os sentidos e avistava seus ovos, que rolavam para fora das mochilas dos dois bruxos. Haviam apenas dois ovos e o animal estava determinado a protegê-los, então mesmo sem conseguir usar as asas, avançou contra o mais próximo, que fora atingido por seu Sectumsempra rebatido e logo em seguida um Expelliarmus e bico curvo do grifo, que atingiu-lhe o ombro. O outro, que recuperou a varinha, lançou em seu aliado o Vulnera Sanentur, extinguindo os cortes provocados pelo Sectumsempra e contra a criatura o Spiculums Ardens, que recuava ao ser atingida pelas flechas em chamas. Impedidos de desaparatar pelo feitiço Repello Aparatio que Vincent lançou sobre a região assim que chegou, eles não conseguiram fugir com os ovos, sendo obrigados a lutar contra a criatura e o auror, então o bruxo que ainda estava armado, lançou a azaração ferroante Fodio, na cabeça do grifo para atordoá-lo com a dor e lançou o Expelliarmus contra Vincent, que anulou seu efeito com Commoror Virga e lançou Immobilus, para ganhar tempo e conseguir utilizar o Expelliarmus desarmando-o também.
Para impedir que fugissem, Vincent utilizou Regimen Radix, para que as raízes das plantas se erguessem aprisionando os bruxos desarmados, porém com o feitiço Fodio em sua cabeça, o grifo ficou ainda mais furioso, conseguindo até mesmo levantar voo mesmo com as asas dormentes, movido pelo ódio daqueles humanos que o ameaçaram, não conseguiu voar muito alto, mas o suficiente para um novo rasante em direção ao auror. Vincent então utilizou Enjaulius para conjurar uma jaula para o grifo, longe de onde estava, para que o grifo não percebesse e aguardou o momento exato em que o grifo atingisse uma altura semelhante à jaula e lançou Portus contra ele para conjurar um portal para dentro da jaula. Assim, a criatura bateu contra as grades da jaula e ainda furiosa se debatia tentando se soltar, só parando quando Vincent seguiu até os dois ovos e segurou um deles, mostrando ao grifo.
── Seus ovos estão aqui, eles estão intactos, você e eles vão para um local seguro. ── a criatura o encarava com chamas em seu olhar, como se esperasse apenas um momento para atacá-lo, mas Vincent tentava manter um semblante tranquilo, utilizou Headolov enquanto conversava com a criatura, para aliviar a dor que ela sentia pelos feitiços que recebeu, tentando mostrar que não era seu inimigo. Em seguida lançou Hypnus contra os outros dois bruxos para que dormissem. ── Infelizmente, só o que posso fazer é reduzir sua dor física... mas nada posso fazer por sua fêmea além de garantir que os responsáveis por sua morte sejam punidos. ── referia-se à dor da perda, que ele compartilha. Mesmo sem saber se o grifo realmente o compreende, acreditava que as criaturas mágicas em geral eram capazes no mínimo de sentir a empatia e reconhecer seus semelhantes, então o bruxo tentava mostrar isso ao grifo, para que ele se acalmasse e se sentisse mais seguro. ── Conheço bem a sua dor... compreendo a sua fúria... senti o mesmo quando aconteceu comigo... por isso sei o quanto é difícil fazer com que você me veja como aliado e não como ameaça... especialmente estando atrás de grades conjuradas por mim. ── sorriu, imaginando o quanto soava contraditório tudo o que dizia com base nas circunstâncias e disse ── Bom, sei que vai ser difícil fazer com que você volte a confiar em humanos, mas acredito que com o tempo você vai perceber... afinal você irá para uma área protegida, onde você e seus filhotes poderão viver em paz com boa comida disponível. ── Vincent tocou a grade da jaula o grifo avançou ofegante, mais uma vez o ameaçando, então o bruxo recuou. ── É, eu sei... ainda sou uma ameaça pra você, mas vamos embora, teremos mais tempo para conversar em um lugar mais seguro. ── então o auror arrastou os bruxos para perto de si, deixou os ovos protegidos nas mochilas, perto da jaula e lançou Portus novamente, agora sobre uma área bem maior para teleportar todos ao Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas.
── FALAS. PENSAMENTOS Notas OFF
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Última edição por Vincent L. Dragunov em Seg 10 Jul 2017, 21:41, editado 1 vez(es)




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Re: FICHA - RPG HOGWARTS

Mensagem por Vincent L. Dragunov em Seg 10 Jul 2017, 12:40

BACKUP DE FICHA DE HABILIDADE ANICÔNCIO - [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Ficha para Habilidades & Dons


Dados do Player OFF:


Nome: Willian Verri
Idade: 28 anos
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Tem outras contas? Já possui uma conta com habilidade? [Escreva o nome das outras contas, mesmo que essas não possuam habilidade. Caso sim, escreva: "Nome da conta - Habilidade".] Não, apenas essa e ainda sem nenhuma habilidade. Pretendo manter apenas essa conta ativa, pelo menos por enquanto.
Entra no RPG com que frequência? Como trabalho o dia todo e estudo à noite, não tenho um horário de acesso fixo, entro quando sobra um tempo, mais aos fins de semana. Justamente por ter pouco tempo e odiar fazer as coisas mal feitas, pretendo manter apenas esse perfil ativo, assim poderei me dedicar de verdade ao personagem.
Qual a sua casa do Coração? Sinceramente, eu prefiro considerar que o personagem se formou em Koldovstoretz, por ser russo, creio que combinaria mais com ele, mas... já considerei como sendo da Durmstrang também, como Haus Land e como Corvinal quando de Hogwarts.

Questionário ON - Dados do Personagem;

01 – Nome do personagem: Vincent Kosey Dragunov

02 – Qual habilidade você deseja? Anicôncio

03 – Descreva com suas palavras como você entende a habilidade escolhida.

Pelo que pude perceber na [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] desse fórum, a habilidade Anicôncio é bem semelhante ao Animalismo dos Vampiros, excluindo a parte do comando que os cainitas possuem. Penso que todos nós, assim como os animais, possuímos um lado férico, bestial, oculto e domado dentro de nós, mas alguns possuem a habilidade de reconhecer esse lado e dele se apropriar, aprendendo assim a desenvolver uma empatia com os animais na compreensão de suas naturezas selvagens. Conhecer o próprio animal interno nos permite conhecer também outros animais e nos colocar no lugar deles, o que pode ser um primeiro passo para a comunicação. A partir do momento que os compreendemos, podemos nos comunicar e nos fazer entender, liberando nossa besta interior para que ela se comunique com outras, assim podendo acalmar, criar vínculos e até domar as feras, quando estas estão dispostas a obedecer. Embora alguns animais não possuam um mesmo nível de inteligência que um ser humano, outros são mais sábios que estes, então a forma de comunicação também deve ser adequada a cada situação e quanto mais forte se torna nossa essência animal, maior a chance de se estabelecer um vínculo com as criaturas e mais se amplia nossa compreensão das mesmas.
Penso nessa habilidade como sendo progressivamente adquirida conforme aumente esse nível de compreensão e identificação com as feras, o que demanda muito estudo sobre as diferentes espécies e seus hábitos, de modo a facilitar o contato e o despertar da empatia por parte das mesmas, que também devem aceitar a comunicação, ou ela não ocorre. Afinal ela é um fenômeno social de via dupla, dependendo da disposição de um emissor e um receptor para ocorrer.

04 – Porque deseja ganhar tal habilidade?

Desde sempre sinto uma ligação muito forte com os animais, até mesmo preferindo a companhia deles que a de outros seres humanos. Muito curioso, estudo bastante sobre os animais, sempre buscando compreendê-los em sua essência e desenvolver a minha o bastante para dominar minha própria selvageria. Além disso, a profissão que eu espero conseguir é a de Auror, já enviei a ficha para especialidade em criaturas das trevas, logo é evidente que uma habilidade como esta me ajudaria demais profissionalmente falando também. Costumo manter uma relação de igual para igual com os animais em geral, então acredito que isso me ajude a desenvolver uma habilidade como esta.

05 – Cite dois de seus defeitos e qualidades.

Defeitos:
Antissocial: embora prefira pensar em mim como sendo apenas reservado, não gosto de me expor a muito contato social, menos ainda contato físico, pois não confio em seres humanos. Enquanto os animais são sempre genuínos, os humanos parecem ter sempre ancorada em sua essência a mentira e a falsidade.
Passado Sombrio: este não tenho como negar que seja mesmo um defeito. Meu passado é marcado pela dor, pelo ódio e pela vingança, que me assombram até nos dias atuais. No entanto tenho um domínio psicológico suficiente para restringir apenas a mim as angústias ligadas a esse passado, então o que outras pessoas podem perceber, no máximo, é uma aura de melancolia.

Qualidades:
Código de Honra: como bom representante de minha Pátria-Mãe, tenho a honra como parte de minha essência, então nunca prometo nada que não possa cumprir. Essa honra sempre virá acima de qualquer coisa, então não volto com a minha palavra e sempre cumpro com as minhas responsabilidades, mesmo passando por cima de meus próprios sentimentos.
Nervos Amortecidos: não sei até que ponto isso pode ser considerado bom ou ruim, mas com a morte de minha amada esposa, hoje faltam algumas conexões no meu sistema nervoso. Sinto como se já estivesse morto, então tenho pouquíssimo senso tátil, seja de prazer ou dor. O prejuízo é obvio: sem uma percepção tátil eficiente, não recebo importantes avisos ambientais de perigo, como a dor de um ferimento, tendo assim dificuldade para perceber a gravidade do dano recebido em algumas situações. Por outro lado, isso pode ser ótimo, porque sem perceber a dor, acabo ignorando meus ferimentos até que a gravidade deles seja absurdamente mortal. Além disso, estando morto em alma, não há prazer capaz de me afastar das minhas obrigações, então mais um fator contribui para que eu mantenha o foco em meus objetivos.

06 – Conte sua história, de onde vem o dom ou a descendência, ou de como surgiu o interesse na habilidade. (Em caso de dons e descendência não poupe detalhes, relate sua árvore genealógica, de qual parte da família vem o dom, como foi passado a você.)

Desde sempre fui muito reservado, não interagia muito com a família, era quase como um estranho no ninho, pois preferia a companhia dos livros e dos animais às das pessoas. Ainda muito cedo, percebi que tinha uma ligação com os animais, então conversava com eles e acreditava que eles me entendiam, então era chamado de louco como o avô, que também "achava" que falava com eles. Talvez até fosse realmente louco, mas eu sabia que eles me respondiam, eu conseguia sentir. E diferente dos humanos, eles eram verdadeiros. Me recordo até hoje da primeira vez que ouvi um rato falando... eu estava deitado em minha cama, me preparando para dormir, quando ouvi uma voz aguda pedindo bem baixinho que eu ajudasse.
Estranhei a voz e tentei ignorar, cobrindo o rosto e deitando de lado para dormir, mas a voz continuou a insistir, então fui procurar sua origem e tudo que vi foi um rato em cima do meu armário. Eu disse que não ajudaria e que ele deveria ir embora antes que a mamãe o visse, mas o bicho insistiu que eu deveria ajudar, pois com o frio, toda a família daquele rato estava adoecendo ou morrendo de fome e que ele não aguentaria ver mais filhos mortos. Estranhei muito aquela conversa, nunca imaginei que um rato pudesse ter esse tipo de relação familiar, mas comecei a acreditar nele e me levantei. Forneci um local para se aquecerem no porão e passei a levar restos de comida para se alimentarem. Vi toda aquela família crescer e isso me fez enxergar o mundo com uma outra perspectiva. Conheci toda aquela família de ratos, os vi crescer e se proliferar até que meu pai envenenou todos eles.
Comecei ir testando essa habilidade em todos os animais que eu via pelo caminho, então fui ampliando meus vínculos e meus melhores amigos passaram a ser um lobo, um cavalo e uma coruja marrom. Não demorou até surgirem outros e outros, até que mais nenhum outro animal era permitido em casa. Os únicos que eu percebia não conseguir entender eram as serpentes e as aranhas, o que aguçou muito minha curiosidade com relação a essas espécies e me levou a estudar bastante sobre elas, mas ainda assim, algo ainda me impedia de conversar com elas. Em todo o caso, minha habilidade foi se desenvolvendo de forma natural, eu comecei com pequenos roedores e pássaros, só depois passando para cães, gatos e assim por diante.
Nunca me senti à vontade para dividir minhas descobertas com ninguém, pois quanto mais conhecia os animais, mais percebia o quão imundos são os seres humanos e buscava me afastar cada vez mais destes, sentindo até mesmo vergonha do que sou. Então se foi mesmo uma herança de meu avô paterno, eu na verdade nem sei, afinal nunca me aprofundei no estudo de meus antepassados e nunca perguntei a ninguém sobre isso. Mantenho meu foco muito mais no futuro do que no meu passado. Comecei a despertar um interesse muito grande pelos grandes predadores e passei a me dedicar ao estudo deles para me comunicar e até mesmo domar essas criaturas e já na adolescência percebi poder tirar proveito do meu dom para ganhar algum dinheiro e ter vantagem em Trato de Criaturas Mágicas, por exemplo.
Alguns colegas perceberam a utilidade da minha habilidade e começaram a se aproximar, sempre por interesse, é claro, mas como todo adolescente, eu queria fazer parte de algo e acabei inserido em um grupo de trapaceiros, que se aproveitaram de todas as minhas vantagens, seja na procura por ingredientes de poções com informações ou ajuda de animais, seja pedindo para algum rato ou outro animal nos alertar quando alguém se aproximava enquanto aprontávamos algo. A partir dali, naufraguei em minha natureza humana e ambicioso comecei a usar minha habilidade para tirar proveito da ingenuidade alheia. A maioria dos animais é muito inocente e não compreende a malícia humana, então acabam sendo alvos fáceis da manipulação de um bruxo.

07 – Faça aqui um post onde você descobre e usa a habilidade/dom/descendência.

Atenção: Não poupe palavras para descrever como descobriu e usa sua habilidade. É importante informar a descrição do local, dos personagens envolvidos, dos sentimentos e reações do seu personagem diante da descoberta e das problemáticas enfrentadas ao descobrir e após, já tendo ciência da sua habilidade. (Mínimo de 15 linhas. Não serão aceitas menos do que isto. Caso o número de linhas não seja atingido, a ficha poderá será recusada)
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Vincent L. Dragunov
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